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Montanha-russa de Bottas 1ª vitória, batida com Kimi e ordem de equipe

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Vice-líder do campeonato da Fórmula 1 em 2020, Valtteri Bottas vai desembarcar em um território bem conhecido neste fim de semana, no GP da Rússia. O finlandês já experimentou quase todos os tipos de emoções no Autódromo de Sochi, positivas e negativas; o primeiro recorde, a primeira vitória, um abandono trágico e uma desgostosa ordem de equipe.

Seu companheiro na Mercedes, Lewis Hamilton, é o maior vencedor do circuito, com quatro triunfos. As outras duas vitórias em Sochi ficaram com Nico Rosberg, em 2016, e o próprio Bottas, em 2017.
2014: Pódio e volta mais rápida
No ano de estreia do grande prêmio na Fórmula 1, Valtteri Bottas, então piloto da Williams, brilhou; classificou-se em terceiro no grid de largada e manteve a posição enquanto a dupla da Mercedes, Nico Rosberg e Lewis Hamilton, brigava por cada centímetro na pista. O finlandês manteve a posição e, além de conquistar seu quinto pódio, marcou a primeira volta mais rápida de sua carreira com o tempo de 1m40s896 no 53º e último giro da etapa, vencida por Hamilton.
2015: “Aí, a Finlândia chora”
Bottas tinha tudo para repetir o bom desempenho da última edição do GP da Rússia ou até mais. Na ocasião, classificou-se novamente em terceiro e protagonizou um duelo de finlandeses com o compatriota Kimi Raikkonen, que corria pela Ferrari na época.

Raikkonen tomou o terceiro posto de Bottas na largada, que reassumiu a posição com a bandeira amarela acionada por uma batida entre Nico Hulkenberg e Marcus Ericsson. O pilloto da Williams pulou para segundo depois que Rosberg, pole, abandonou, e chegou a cair para quinto depois de um pit stop demorado, mas recuperou as posições e voltou ao terceiro lugar ultrapassando Daniel Ricciardo e Sergio Pérez – com Raikkonen à espreita.
Bottas, no entanto, viu o pódio escorrer pelos dedos na última volta, momento em que foi atingido pelo compatriota e caiu para 12º. Pérez retomou a terceira posição e, Raikkonen, quarto, foi punido com 30s, caindo para a oitava colocação. Com a perda dos 18 pontos, a Ferrari abriu margem para que a Mercedes conquistasse o bicampeonato de construtores.

2017: Primeiro triunfo
Quarto colocado na etapa de 2016 vencida por Rosberg, Bottas talvez não imaginasse que, um ano depois, ocuparia literalmente o mesmo posto que o alemão, aposentado ao fim da temporada anterior. Em 2017, o finlandês, agora piloto da Mercedes, roubou o protagonismo da Ferrari de Sebastian Vettel e Raikkonen, dominantes na classificação, para conquistar a primeira vitória de sua carreira.
O finlandês pulou do terceiro para o primeiro lugar na largada. Em quarto, seu colega Hamilton não conseguiu alcançar Raikkonen e Vettel e observou a briga do companheiro contra o alemão pela vitória em uma corrida sem grandes emoções. Nas últimas dez voltas, Bottas errou e viu a vantagem para o vice-líder, Vettel, cair para menos de 1s, mas conseguiu garantir, no fim, seu primeiro triunfo na F1.
2018: “Valtteri, it’s James”
A estrela do dia no GP da Rússia foi Max Verstappen, da RBR, que no dia de seu aniversário, largou em 19º e terminou a prova em quinto. No entanto, a corrida foi marcada pela polêmica ordem de equipe da Mercedes que fez com que Bottas, pole position, cedesse a posição para Hamilton ganhar a prova.

Vettel tentou interferir na disputa, mas não conseguiu alcançar os rivais, que viviam seu próprio drama na prova: na 25ª volta, quando o piloto da Ferrari estava à caça do britânico pela terceira posição, o estrategista da Mercedes James Vowles pediu que Bottas cedesse a posição para que Hamilton, com pneus mais desgastados, não fosse alcançado pelo alemão.
Bottas ainda argumentou e questionou se receberia a posição de volta em algum momento, mas a resposta foi negativa. No pódio, Hamilton chegou a oferecer seu troféu de primeiro lugar para o colega, que recusou. A vitória marcou a 70ª conquista da carreira de Hamilton.

Hoje Bottas experimenta um cenário semelhante ao de 2019, chegando em Sochi na vice-liderança e afastado de Hamilton por uma considerável vantagem, de 55 pontos; o finlandês venceu uma vez em 2020 no GP da Áustria, em julho. Juntos, eles somam os 325 pontos que estabeleceram a Mercedes como absoluta no Mundial de Construtores, com quase o dobro de pontos da vice-líder RBR.

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