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Brasil mantém embalo no esporte paralímpico e empolga para 2024

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Em setembro do ano passado, os Jogos Paralímpicos de Tóquio terminaram e o Brasil comemorava a melhor campanha da história, com recorde absoluto de ouros (22), igualando o recorde de pódios (72) e a melhor posição no quadro de medalhas (sétimo). Passados quase oito meses e faltando pouco mais de dois anos para os Jogos de Paris, os atletas brasileiros seguem no embalo, se destacando em diversas modalidades e aumentando a expectativa para novos recordes em 2024.

As últimas semanas foram agitadas para o esporte paralímpico nacional, e os resultados têm aparecido. Tanto com atletas já consagrados, como Gabriel Bandeira (natação) e Mariana D´Andrea (halterofilismo), como com quem ficou no “quase” do pódio em Tóquio, casos da seleção feminina de goalball, a triatleta Jessica Messali e o ciclista Lauro Charman. Isso sem contar resultados interessantes no atletismo, hipismo, tênis em cadeira de rodas, tênis de mesa, triatlo e judô.

Gabriel Bandeira bateu na última semana o recorde mundial dos 100m costas na classe S14 (prova em que sequer foi finalista em Tóquio, onde ganhou um ouro e duas pratas). Ele e outros 28 nadadores estarão no Campeonato Mundial, em Portugal, em junho, onde o Brasil tem tudo para se manter como uma potência na modalidade.

O atletismo, que não terá Campeonato Mundial neste ano, também conquistou bons resultados, com recordes de João Victor Teixeira no lançamento de disco F37, Beth Gomes no arremesso do peso F52, Alessandro Silva no arremesso do peso F13 e Petrúcio Ferreira nos 100m e 200m rasos da T44.

No halterofilismo, Mariana D´Andrea, que foi ouro em Tóquio, foi campeã brasileira com uma marca de 138kg, melhor do que ela havia feito ano passado. O resultado, porém, não foi válido pois não havia juízes estrangeiros. Na bocha, modalidade tão tradicional aqui, o Brasil levou sete medalhas na etapa do Rio de Janeiro da Copa do Mundo e se prepara para o Mundial, ainda esse ano. No parabadminton, o Brasil também sediou um evento internacional, com destaque para o título de Vitor Tavares, que foi quarto em Tóquio. A esgrima em cadeira de rodas foi outra modalidade com competição internacional no Brasil, e o país teve como destaque Jovane Guissove.
No tênis em cadeira de rodas, a equipe brasileira ficou com o bronze na Copa do Mundo da modalidade. No tênis de mesa, uma chuva de medalhas dos brasileiros nos Abertos da França e Eslovênia, assim como no judô na Turquia. No hipismo, Rodolfo Riskalla, medalhista em Tóquio, ganhou três ouros em um torneio na Alemanha, enquanto Lauro Charman, quarto colocado em Tóquio, foi campeão da Copa do Mundo de ciclismo na Bélgica e Ronan Cordeiro e Jéssica Messali foram ao pódio no Circuito Mundial de triatlo. Na paracanoagem, esse ano a seleção ainda não disputou grandes competições, mas ano passado, pós-Paralimpíadas, o país levou um ouro, uma prata e um bronze.

Nos esportes coletivos, a seleção de futebol de cegos venceu a Argentina e foi campeã da Copa Tango, em Buenos Aires, enquanto a seleção feminina de goalball derrotou os Estados Unidos e levou o bronze na Malmo Cup. São duas competições que envolveram algumas das melhores seleções do planeta.

Ainda faltam dois anos e quatro meses para as Paralimpíadas, até lá todas as modalidades citadas terão pelo menos dois Campeonatos Mundiais, então tem muita coisa para acontecer. Mas, levando em conta o que vimos até o momento neste início de ciclo, a expectativa é que o Brasil siga quebrando recordes e chegue a Paris podendo subir ainda mais no quadro de medalhas, em que terminou em sétimo lugar em Tóquio.

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