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Bolsonaro e os filhos não sabem distinguir veículos comunistas e não comunistas

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Levantamento da organização não-governamental (ONG) Repórteres Sem Fronteiras divulgado aponta que o presidente Jair Bolsonaro e os filhos políticos fizeram juntos 469 ataques a jornalistas e veículos de imprensa em 2020. Os números fazem parte de um balanço sobre ataques à imprensa feitos por autoridades públicas. Ao todo, a ONG registrou 508 ações desse tipo no ano passado.

De acordo com a ONG, o número de ataques feitos pelos integrantes da família Bolsonaro foi:

Jair Bolsonaro: 103
Eduardo Bolsonaro, deputado (PSL-SP): 208
Carlos Bolsonaro, vereador (Republicanos-RJ): 89
Flávio Bolsonaro, senador (Republicanos-RJ): 69
Além disso, também foram registrando ataques partindo de 50% dos ministros.

As jornalistas mulheres foram as que mais sofreram ataques pessoais. Foram 34, entre ofensas, ameaça judicial, descredibilidade e até impedimento de cobertura. Contra jornalistas homens, foram 29 ataques pessoais.

Segundo a ONG, o Brasil ocupa o 107º lugar no ranking mundial de liberdade de imprensa. Noruega, Finlândia e Dinamarca estão nas primeiras posições. O Brasil caiu duas posições em relação a 2019.

“Quando os jornalistas não podem trabalhar em condições normais, são os cidadãos que não sabem de verdade o que está acontecendo no país. Acho que, num ano de pandemia, o direito a informação é tão importante quanto o direito à saúde. É muito importante dizer que não estamos defendendo os jornalistas em si, mas estamos defendendo a democracia como um todo”, afirmou o diretor do escritório dos Repórteres Sem Fronteiras na América Latina, Emmanuel Colombié.

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