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F1 trabalha com federação americana para buscar piloto dos EUA

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Embora passe a sediar três etapas da Fórmula 1 a partir de 2023, os Estados Unidos não têm um piloto do país no grid desde que Alexander Rossi deixou a categoria, no fim de 2015. Mas é pensando nos ganhos de um representante do maior alvo mercadológico da F1 que o CEO Stefano Domenicali pretende trabalhar ao lado da ACCUS (Comitê de Competição Automotiva para os Estados Unidos), ligada à Federação Internacional do Automobilismo (FIA)

  • É importante, porque as pessoas é que fazem a diferença. Elas são os protagonistas aos quais as pessoas se conectam, com seus rostos, sendo uma referência. Mas precisa ser real, e rápido, ou será como um bumerangue, voltando pra nós com efeitos negativos. Por isso que estamos trabalhando com a federação americana para investir nessa ideia – revelou Domenicali.

As diversas categorias automobilísticas dos EUA são sancionadas por uma série de organizações próprias, como a IndyCar, que gere a Fórmula Indy e seus campeonatos de base; a International Motor Sports Association (Associação Internacional de Esporte a Motor), responsável pela IMSA – categoria de protótipos; e a National Association for Stock Car Auto Racing, que comanda todo o corpo da NASCAR.

A ACCUS, no entanto, atua como autoridade nacional sob gerência da FIA no país, das quais também fazem parte a IMSA, Indy e Nascar.

A entidade tem por objetivos conectar suas categorias-membros com a FIA, auxiliar o processo de licenças da Federação Internacional, homologações da mesma e a autorização para a participação em competições de fora dos EUA.

O interesse pela aquisição de um piloto americano para a F1, à luz do objetivo de aumentar seu alcance no país, fez crescer o rumor sobre a ida do vencedor mais jovem da Indy, Colton Herta, para a Alfa Romeo em 2022.

A mudança não se concretizou, mas o americano de 22 ano e titular da Andretti foi anunciado em março como membro do programa de desenvolvimento da McLaren na F1. Herta hoje tem 32 dos 40 pontos para a obtenção de uma superlicença, documento exigido para pilotar um carro da Fórmula 1.

A ida do californiano para F1 recebeu apoio até mesmo do campeão das duas categorias – Fórmula 1 e Fórmula Indy – e das 500 Milhas de Indianápolis, Mario Andretti.

  • Com certeza é uma jornada que não será fácil de realizar. Vai levar tempo, mas está nos nossos planos, e certamente terá um efeito muito grande. É por isso que estamos trabalhando juntos, respeitando os papéis de cada um, do ponto de vista comercial ou dos organizadores das provas, que desejam desenvolver esse negócio nos EUA – continuou Domenicali.
    F1 em evidência nos EUA

Domenicali celebrou o crescimento da categoria em território americano, antes dominado pelos campeonatos nacionais e outros esportes. Em 2021, o GP dos EUA em Austin, Texas, bateu o recorde de público da história da F1 ao receber 400 mil pessoas no fim de semana.

  • A beleza do crescimento do nosso esporte neste país é que estamos alcançando muitos jovens que estão começando a se emocionar com nossa categoria. Os pilotos, que são muito jovens, também podem compartilhar quem são pelas redes sociais, promovendo nosso esporte. Através deles, haverá uma grande conexão para desenvolver o esporte na dimensão certa e com as ideias certas -disse.

O anúncio do GP de Las Vegas é mais recente, fazendo dos EUA o país com mais etapas da categoria, em três pontos diferentes do território e diferentes fuso-horários. Domenicali, porém, garante que não há risco de que o público americano da F1 acabe se dispersando:

  • Não tememos que o público seja diluído. Estamos atingindo metas diferentes em questão de demografia e localização. Há três anos, seria difícil ter um GP cheio de pessoas; este ano já temos dois eventos totalmente esgotados. Isso mostra a magnitude do que os EUA representam para a Fórmula 1. Estamos focados em garantir que este seja um dos mercados mais importantes para a F1, sem esquecer, é claro, que nascemos na Europa e somos um esporte mundial.

A boa recepção de uma F1 mais jovem e competitiva em um dos maiores mercados esportivos do mundo levou à promoção de uma segunda corrida americana, o GP de Miami, que estreia em 8 de maio.

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