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Black Friday de 2017 deve movimentar R$ 2,2 bilhões em vendas

Black Fridy deste ano, que acontecerá em 24 de novembro, deve somar R$ 2,2 bilhões em vendas pela internet, segundo pesquisa do Google divulgada.

De acordo com a pesquisa, o crescimento estimado é entre 15% e 20% neste ano. Em 2016, o faturamento foi de R$ 1,9 bilhão, segundo o e-Bit.

O estudo também mostrou que 68% das pessoas pretendem comprar algo na Black Friday enquanto no ano anterior o índice era de 61%. Apenas 2% afirma que com certeza não irá comprar na data.

A movimentação da Black Friday é em média 15 vezes maior que um dia normal do e-commerce brasileiro. As buscas sobre a realização da Black Friday entre janeiro e julho deste ano cresceram 46%, quando comparadas com o mesmo período do ano passado.

Pesquisa

O consumidor tem investido mais tempo na pesquisa. Em 2016, 91% dos compradores pesquisaram online e o tempo médio de pesquisa foi de 16,5 dias, sendo que categorias como games e lazer, eletrônicos e artigos esportivos apresentaram um tempo maior de pesquisa com 19,5, 17,6 e 16,8 respectivamente.

Os fatores mais considerados na hora da decisão da compra são preço (49%), confiança na loja (27%), confiança na marca (13%) e custo do frete (5%).

Celulares/smartphones e roupas femininas lideram o ranking de intenção de compra em 2017, com 39%. Em seguida ficou passagens aéreas/hotéis, com 36%.

Lideram o ranking de intenção de compra em 2017 celulares/smartphones e roupas femininas (ambos com 39%), em seguida está passagens aéreas/hotéis (36%). Dos que pretendem comprar celulares/smartphones nos próximos 6 meses, 66% pretende esperar a Black Friday.

Compradores

De acordo com o levantamento, 62% dos perfis de compradores identificados têm alto envolvimento com a data. 22% deles são participativos, 22% empolgados e 18% apaixonados. Por outro lado, 16% são descrentes e 22% são inseguros.

Considerando os diferentes tipos de desconto, o desconto à vista ou para pagamento no boleto são os que mais atraem as pessoas para as compras na data (34%). Descontos para compras acima de um determinado valor chamam a atenção de 22% dos entrevistados.

 

 

Vendas de imóveis sobem 0,9% no 1º semestre

As vendas de imóveis residenciais novos no primeiro semestre cresceram 0,9% ante mesmo período de 2016, enquanto os lançamentos recuaram 3,5%, a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) em levantamento em parceria com a Fipe.

Ao todo, foram vendidas 50.250 unidades no semestre, sendo 30.887 no segmento Minha Casa Minha Vida, número 26,5% maior do que um ano antes. O MCMV também respondeu por 26.364 das 30.530 unidades lançadas no período, alta de 9,7%.

Por outro lado, as vendas e os lançamentos de imóveis de médio e alto padrão recuaram 19,% e 36,3%, respectivamente, no primeiro semestre, mostrou a pesquisa, com base em dados de 20 empresas associadas à Abrainc.

Considerando os dois segmentos, a média mensal de unidades ofertadas, incluindo imóveis em estoque e lançados, subiu 4,8% no acumulado de 2017, para 119.823. Mas a relação de vendas sobre oferta (VSO) se manteve estável em 19,7% em junho sobre um ano antes, de acordo com a Abrainc-Fipe.

Um indicador que apresentou melhora foi o de distratos, com queda de 20% no primeiro semestre ano a ano. Segundo o levantamento, foram cancelados 2.822 contratos em junho, elevando o total de unidades distratadas desde janeiro a 17.785.

Com isso, a relação de distratos sobre vendas caiu a 27,4 por cento em junho, queda de 9,6% na comparação anual. No semestre, o indicador recuou 9,2%, a 35,4%.

 

 

 

Latam Airlines está 'muito cautelosa' com demanda no Brasil

Latam Airlines, maior empresa aérea da América Latina, ainda está "muito cautelosa" com as perspectivas para o mercado brasileiro, diante de uma demanda ainda volátil, disse a empresa

A empresa nasceu da fusão da chilena LAN com a brasileira TAM e tem voos domésticos em sete países da América do Sul.

"Nós ainda estamos muito cautelosos com a demanda no Brasil. Nós temos vistos algumas semanas muito positivas em termos de demanda no Brasil, mas ainda estamos cautelosos porque nós também temos visto algumas semanas que não são muito boas", disse o diretor financeiro da empresa, Ramiro Alfonsin, em teleconferência com analistas após divulgação dos dados do segundo trimestre.

A Latam teve prejuízo líquido de US$ 138 milhões no período, acima do valor registrado no mesmo período do ano passado, de US$ 92 milhões. Segundo a companhia, o resultado foi impactado por variações cambiais.

Revisão de capacidade

A Latam também revisou para baixo sua perspectiva para a capacidade das rotas domésticas no Brasil, seu principal mercado, e nos países de língua espanhola este ano.

No Brasil, a empresa estimou que os assentos disponíveis por quilômetro (ASK) diminuirão entre 1% e 3% em 2017, em comparação com uma visão anterior da manutenção ou queda de 2%, o que contrasta com um aumento maior que o esperado inicialmente nas rotas internacionais.

"Enquanto nos países de língua espanhola temos algumas preocupações sobre a Argentina no lado doméstico, ainda estamos vendo que a demanda não está se recuperando (como esperado)", acrescentou.

Para seus serviços domésticos em países de língua espanhola - Argentina, Chile, Colômbia, Equador e Peru - o grupo atualizou sua previsão para um aumento entre 2% e 4%, ante uma estimativa anterior de 4% a 6%.

 

Brasil tem 26,3 milhões de trabalhadores subutilizados

O mercado de trabalho brasileiro encerrou o segundo trimestre do ano com 26,3 milhões de trabalhadores desocupados e subocupados – cerca de 200 mil a menos que no trimestre anterior. É o que aponta a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) divulgada pelo Instituto Nacional de Geografia e Estatística IBGE.

A taxa ficou em 23,8% no segundo trimestre, o que representa uma queda de 0,3% em relação ao trimestre anterior. “Isso indica estabilidade da taxa”, apontou o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo.

A taxa composta de subutilização da força de trabalho agrega os trabalhadores desempregados, aqueles que estão subocupados (por poucas horas trabalhadas) e os que fazem parte da força de trabalho potencial (não estão procurando emprego por motivos diversos).

Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua – Trimestral para Brasil, Grandes Regiões e Unidades da Federação, referentes ao trimestre encerrado em junho.

Os principais resultados da Pnad Contínua já foram divulgados no dia 28 de julho e mostraram uma taxa de desemprego de 13,0%, resultado 0,7 ponto percentual menor que no trimestre encerrado em março.

Regiões e setores

O detalhamento da PNAD apresentado nesta quinta-feira mostrou, ainda, que, à exceção do Nordeste, o número de desempregados caiu em todas as grandes regiões do país entre o primeiro e o segundo trimestre do ano. Apesar disso, conforme enfatizou o coordenador da pesquisa, “em relação ao ano passado, o quadro continua crítico em todas as regiões”.

A subutilização da força de trabalho é mais intensa no Nordeste. Lá, a taxa ficou em 34,9% no segundo trimestre, distante 11,1% da média nacional. “No Piauí, essa taxa ficou em 38,6% e no Maranhão em 37,7%. Ou seja, nestes estados falta trabalho para quase 40% da população”, enfatizou Azeredo.

A Região Norte foi a segunda que apresentou esta taxa acima da média nacional. Lá, 26,8% dos trabalhadores ou estão desempregados ou trabalhando menos do que gostariam. No Sudeste, a taxa ficou em 20,9% e no Centro-Oeste em 17,4%.

A Região Sul foi a que apresentou a menor taxa de subutilização da força de trabalho (14,7%), sendo que em Santa Catarina ela ficou em 10,7% - a menor entre todos os estados brasileiros.

Pernambuco (18,8%) e Alagoas (17,8%) registraram as maiores taxas de desocupação no 2º trimestre 2017 frente ao trimestre anterior, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua.

 

 

Após Lava Jato, Braskem muda o logotipo

A petroquímica Braskem, controlada pela Odebrecht e Petrobras, anunciou  que passará a adotar um novo logotipo para "marcar o início de uma nova fase", seguindo a nova estratégia anunciada na semana passada pela Odebrecht de promover alterações nas marcas e na comunicação visual das unidades de negócio do grupo.

Com a mudança, sai o "vermelho Odebrecht" e entram as cores azul e amarelo.

Em comunicado, a Braskem destacou que completa nesta quarta-feira 15 anos e que o novo logotipo marca os 15 a "busca expressar características como resiliência, foco e transparência".

"O símbolo utilizado remete à letra “B” e dá forma a uma seta, indicando a estratégia da empresa orientada ao futuro. A aplicação das cores azul e amarelo buscam representar a aspectos como abrangência global, foco em sustentabilidade e a força das relações humanas", destacou.

Atingida pela operação Lava Jato, a Braskem homologou acordo de leniência com a Justiça, se comprometendo a pagar multa de cerca de US$ 960 milhões (aproximadamente R$ 3,1 bilhões).

“A nova marca Braskem simboliza nossa ambição de seguir evoluindo como um player importante do setor petroquímico global, atuando em constante progressão no desenvolvimento das pessoas e focado na entrega de soluções sustentáveis da química e do plástico a fim de melhorar o bem-estar e a qualidade de vida da sociedade”, afirmou Fernando Musa, presidente da Braskem.

Criada em 2002, a Braskem opera atualmente 41 plantas industriais, das quais 29 no Brasil, seis nos Estados Unidos, quatro no México e duas na Alemanha.

A companhia registrou lucro líquido de R$ 1,142 bilhão no 2º trimestre, um aumento de 316% em relação ao lucro de R$ 275 milhões registrado mesmo período do ano passado.

 

 

Número de passageiros embarcados em viagens internacionais cai

O número de passageiros que viajaram do Brasil para outros países (e vice-versa) caiu em 2016 pela primeira vez em sete anos, revela estudo divulgado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). No ano passado, 20,9 milhões de pessoas fizeram viagens internacionais, contra 21,6 milhões em 2015.

O estudo também mostra a variação das tarifas médias em dólar por destino entre 2011 e 2016. De modo geral, os preços das passagens em dólar para outros países caíram de 2015 para 2016, mas ficou mais caro viajar para a América do Sul e América do Norte. O dólar caiu 17% no ano passado e fechou em R$ 3,24.

É a primeira vez que a Anac divulga um relatório sobre preços e volume de passageiros transportados com dados de empresas aéreas brasileiras e estrangeiras.

Em 2016, os países vizinhos da América do Sul foram o destino preferido e receberam 35,8% do total de voos que saíram do Brasil. Os europeus ficaram em segundo lugar, com 29,4%, e a América do Norte veio na sequência, com 24,2%.

Segundo análises da Anac, a queda dos embarques internacionais acontece em períodos de desvalorização do real e de recuo do PIB brasileiro, ou seja, quando há queda no poder de compra.

Tarifas por continente

De modo geral, os preços das passagens para outros países caíram de 2015 para 2016, mas ficou mais caro viajar para a América do Sul e América do Norte.

Para a América do Sul, as tarifas médias de ida e volta em classe econômica ficaram em US$ 317 no passado, contra US$ 303 no ano anterior, um aumento de 4,6%. Já para a América do Norte, os preços médios ficaram em US$ 677, contra US$ 566 em 2015, alta de 19,6%.

É importante ressaltar que os números são nominais, ou seja, sem correções.

Desde 2011, as tarifas médias caíram para todos os continentes. Para a América do Norte, a queda foi de 40,7%; para Ásia, 38,7%; África, 37,2%; Europa, 32%; América Central, 28,2% e América do Sul, 19,5%.

 

 

BNDES registra lucro líquido de R$ 1,34 bilhão no 1º semestre

Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) registrou lucro líquido de R$ 1,34 bilhão no primeiro semestre deste ano, revertendo prejuízo de R$ 2,17 bilhões em igual período de 2016, informou o banco

O resultado bruto do banco com participações societárias foi positivo em R$ 1,42 bilhão no período ante perda de R$ 4,92 bilhões no primeiro semestre de 2016.

Segundo o BNDES, a redução de 92,7% com perdas em investimentos e o maior retorno proporcionado pela carteira de renda variável foram as principais contribuições do resultado de participações societárias.

No primeiro semestre, o patrimônio líquido teve redução de R$ 5 bilhões, reflexo do ajuste de avaliação patrimonial negativo das carteiras de participações em sociedades não coligadas e de títulos e valores mobiliários, que alcançou R$ 4,22 bilhões, e do pagamento de dividendos complementares relativos ao lucro líquido de 2016, no valor de R$ 2,12 bilhões.

Dessa forma, o total de dividendos pagos ao Tesouro Nacional, relativos ao lucro de 2016, alcançou R$ 3,64 bilhões, atingindo o limite de 60% previsto na nova política de dividendos do BNDES aprovada no início deste ano.

Assim, o patrimônio líquido do BNDES totalizou R$ 50,17 bilhões ao final do primeiro semestre.

O banco decidiu ainda que fará no segundo semestre deste ano cálculos para verificação do valor recuperável -- o chamado teste de impairment- dos papéis da JBS "devido à grande volatilidade no valor das ações da empresa". Essa volatividade se dá desde maio, quando foi divulgada a conversa gravada pelo dono da JBS, Joesley Batista, com o presidente Michel Temer, que levou o presidente a ser denunciado por organização criminosa, obstrução de Justiça e corrupção passiva.

Em relação à carteira de crédito e repasses líquida, houve redução de 4,6% no período, equivalente a R$ 27,83 bilhões, porque as liquidações das operações superaram os desembolsos realizados no período e devido ao aumento de R$ 4,16 bilhões da provisão para risco de crédito. Com isso, a disponibilidade financeira cresceu 58,2% no primeiro semestre de 2017.

O presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, disse o banco é "muito lucrativo", durante evento em São Paulo nesta segunda-feira. "Nós tentamos não pedir subsídio pra ninguém no banco. O banco tem como principal meta defender a boa aplicação do dinheiro público, daí o baixo grau de calote nas nossas operações porque nossos clientes são muito bem selecionados e o banco nunca teve que se socorrer de verbas de subsídios para fechar suas contas",

 

Carrefour Brasil tem queda de 3,4% no lucro do 2º trimestre

Carrefour Brasil teve lucro líquido de R$ 299 milhões no segundo trimestre, uma queda de 3,4% sobre o desempenho de um ano antes, no primeiro resultado trimestral da companhia após a oferta pública inicial em julho.

A companhia teve geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de R$ 827 milhões de abril a junho, avanço de 3,5% na comparação anual.As vendas no conceito mesmas lojas subiram 4,5 por cento no consolidado do grupo, sem incluir postos de combustível e com ajustes de calendário, ante alta de 13,1 por cento no segundo trimestre de 2016, impactadas pela inflação de alimentos mais baixa. A unidade de atacado da companhia, Atacadão, a principal da empresa no país, teve alta de 4,9 por cento nas vendas mesmas lojas nos três meses encerrados em junho após avanço de 18,5 por cento um ano antes.

As vendas da unidade Carrefour Varejo, também no conceito mesmas lojas excluindo gasolina, subiram 4,5%, ante avanço de 2,4% no segundo trimestre do ano anterior.

"O forte desempenho de não-alimentos, a expansão das lojas de conveniência e o desenvolvimento do comércio eletrônico para não-alimentos ajudaram a mitigar o efeito brusco da redução na taxa de inflação alimentar e demanda mais fraca no período", disse a empresa. A companhia previu no balanço que as vendas continuarão a refletir nos próximos meses a queda da inflação de alimentos e a demanda sem fôlego.

Os números foram divulgados alguns dias depois que o principal rival, o GPA divulgou lucro líquido de R$ 169 milhões para o segundo trimestre, revertendo resultado negativo sofrido um ano antes. As vendas mesmas lojas da unidade Assaí de atacarejo subiram 13,5% e as da área de super e hipermercados avançaram 1,2%.

A receita líquida subiu 8,1% no trimestre na comparação anual, para R$ 12,32 bilhões.

As despesas com vendas gerais e administrativas subiram 12,4%, para R$ 1,685 bilhão, "refletindo nossos investimentos na expansão do negócio, implantação do cartão de crédito Atacadão e desenvolvimento da nossa plataforma de comércio eletrônico". A empresa afirmou que deve lançar no atual trimestre operações de vendas online de alimentos.

O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 216 milhões no trimestre, 21% maior que no mesmo período de 2016, em função de queda de receitas sobre aplicações financeiras, menor posição de caixa e ajustes monetários não-recorrentes.

 

 

Banco do Brasil tem lucro líquido de R$ 2,62 bilhões

Banco do Brasil teve lucro líquido de R$ 2,619 bilhões no segundo trimestre deste ano, alta de 6,2% em comparação com o mesmo período de 2016, quando ficou em R$ 2,465 bilhões.

Na comparação com o 1º trimestre, quando o valor chegou a R$ 2,443 bilhões, o aumento foi de 7,2%.

Já o lucro líquido ajustado somou R$ 2,649 bilhões no período, aumento de 47,1% na comparação com mesmo período de 2016 (R$ 1,801 bilhão). Em relação ao 1º trimestre, quando o resultado ficou em R$ 2,515 bilhões, o avanço foi de 5,3%.

No primeiro semestre, o lucro líquido ajustado da instituição foi a R$ 5,164 bilhões, volume 67,3% superior ante mesmo período do ano passado, que foi de R$ 3,087 bilhões. O lucro líquido no período foi de R$ 5,062 bilhões, aumento de 4,9% ante mesmo período do ano passado, que foi de R$ 4,824 bilhões.

O Banco do Brasil destacou que o bom desempenho refletiu aumento das rendas com tarifas e serviços e redução dos gastos operacionais no período - nesse caso, o BB promoveu reestruturação e incentivou desligamento de funcionários.

Segundo o BB, houve evolução das rendas com prestação de serviços de administração de fundos (+26,5%), contas correntes (+11,5%) e consórcios (+41%), impulsionando a participação da prestação de serviços bancários na rentabilidade do banco. No 2º trimestre, o BB atingiu recorde histórico em venda de consórcios.

As despesas administrativas foram de R$ 7,864 bilhões, queda de 1,4% no 2º trimestre ante o ano anterior. Em relação ao 1º trimestre de 2016, a redução foi de 0,9%, com destaque para a redução de 2,6% nas despesas de pessoal. Segundo o BB, o resultado geral veio do "rígido controle de gastos".

Já as despesas operacionais caíram 4,4% ante 2016, para R$ 12,68 bilhões, refletindo em parte o programa de cortes de custos no fim de 2016.

As despesas do grupo com provisões para perdas com calotes caíram 19,6% em relação a 2016, para R$ 6,66 bilhões. Já na comparação com o 1º trimestre, o recuo foi de cerca 1%.

As receitas com tarifas cresceram 7,3% ante 2016 e 3,6% ante o trimestre anterior, indo a R$ 6,32 bilhões.

Isso ajudou a compensar menores receitas com crédito, já que a fraca atividade econômica fez o estoque ampliado de empréstimos do banco recuar 7,6% em 12 meses, fechando junho em R$ 696,1 bilhões. O BB, inclusive, mudou a previsão para a carteira no país em 2017, agora estimando queda de 1 a 4%, ante previsão anterior de alta de 1 a 4%.

 

 

Retirada de dólares do país em julho superou a entrada

A retirada de dólares da economia brasileira superou o ingresso da moeda em US$ 2,64 bilhões no mês de julho, informou o Banco Central .

Esse foi o segundo mês seguido de evasão de divisas. Em junho, US$ 4,3 bilhões já haviam deixado a economia brasileira.

A saída de recursos se intensificou após o agravamento da crise política provocado pelas delações de executivos do frigorífico JBS e que envolvem o presidente Michel Temer.

Com base nas delações, a Procuradoria Geral da República denunciou Temer por crime de corrupção passiva. Na semana passada, a Câmara rejeitou denúncia e livrou Temer de responder a processo no STF.

No começo de agosto, porém, o BC informou que os dólares voltaram a ingressar no país. Nos quatro primeiros dias úteis deste mês (entre 1º e 4), US$ 361 milhões entraram no país.

No acumulado deste ano, até a última sexta-feira (4), o ingresso de dólares superou as retiradas em US$ 5,19 bilhões. No mesmo período do ano passado, US$ 9,61 bilhões haviam sido retirados do Brasil.

Impacto no dólar

A saída de dólares favorece, em tese, a alta da moeda em relação ao real. Isso porque, com menos dólares no mercado, seu preço tenderia a subir.

Em julho, porém, o dólar registrou queda de 5,87% sobre o real - o maior recuo mensal em mais de um ano. No fim de junho, a moeda norte-americana estava em R$ 3,31 e, no fechamento de julho, foi cotada a R$ 3,11.

Acompanhe aqui a cotação do dólar

Segundo analistas de mercado, além do fluxo de dólares, outros fatores influenciam a cotação da moeda, como o cenário político interno e externo e o processo gradual de alta dos juros nos EUA, que tende a atrair capital para aquela economia.

Nesta quarta-feira, o dólar opera em alta acompanhando a trajetória da moeda ante divisas emergentes no exterior, em ambiente de maior aversão ao risco com o acirramento das tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Coreia do Norte, segundo a Reuters.

Interferência do BC

Outro fator que influencia a cotação do dólar são as operações de swap cambial, que funcionam como uma venda futura de dólares, ou de "swaps reversos", que funcionam como uma compra de dólares no mercado futuro.

Nestas operações, o BC faz oferta de dólares para tentar controlar a cotação da moeda e impedir grandes oscilações. Além disso, essas operações servem para oferecer garantia (hedge) a empresas contra a valorização do moeda.

 

 

Santos Dumont será vendido com cinco terminais

Maurício Quintella, disse que, entre os aeroportos que o governo pode incluir na próxima rodada de leilão, estão Santos Dumont e Macaé, no Rio, Vitória, no Espírito Santo, e Pampulha, em Belo Horizonte.

De acordo com o ministro, a Secretaria de Aviação Civil avalia inclui-los em um bloco com um total de seis aeroportos. Pelo modelo de leilão em estudo no governo, os grupos interessados teriam que fazer oferta pelo bloco todo e ficariam responsável por operar aeroportos superavitários e deficitários.

“Há um estudo da Secretaria de Aviação Civil de um bloco que contém Santos Dumont, Vitória, Macaé, Pampulha. São seis nesse bloco. A nossa intenção, ainda não está fechado, é qualificar os estudos para próxima reunião do PPI”, disse o ministro, durante audiência pública no Senado, se referindo ao Programa de Parcerias em Investimentos, responsável pela política de concessões do governo federal.

Ele informou que a reunião do PPI, que além do Ministério dos Transportes reúne Fazenda e Planejamento, por exemplo, ocorrerá em 23 de agosto. Nesse encontro, segundo ele, já pode ser definido quais aeroportos vão realmente a leilão.

Infraero

De acordo com o ministro, o modelo de leilão prevendo a mescla de aeroportos lucrativos e que dão prejuízo visa a "sustentabilidade financeira" da Infraero.

Nos últimos anos, a estatal perdeu os aeroportos mais rentáveis – os últimos a serem concedidos foram os terminais de Florianópolis, Salvador, Fortaleza e Porto Alegre, em março. Quintella apontou que os aeroportos leiloados eram responsáveis por 53% da receita da Infraero.

O ministro informou que, apesar disso, a expectativa é que a Infraero registre lucro de R$ 400 milhões em 2017. Ele negou que o governo queira privatiza-la.

"O governo federal jamais anunciou que a Infraero seria privatizada. Para o governo ela e absolutamente estratégica e precisa ser recuperada", disse.

 

Brasileiros sacaram R$ 44 bi de contas inativas do FGTS



Os brasileiros sacaram R$ 44 bilhões de recursos de contas inativas do Fundo de Garantia de Tempo de Serviço (FGTS). A procura superou expectativas do governo. Segundo a Caixa Econômica Federal, oito em cada dez pessoas que tinham o direito de fazer o resgate requisitaram o dinheiro. As informações foram divulgadas  pela instituição financeira.

Ao todo, 25,9 milhões de pessoas foram beneficiadas. Quando anunciou a liberação dos recursos, o governo estimava que 30,2 milhões de brasileiros teriam direito ao saques. No entanto, durante o processo, constatou-se que mais pessoas poderiam ter o benefício: 32,7 milhões. Isso porque vários trabalhadores foram às agências para atualizar os dados, ou seja, mostraram a carteira de trabalho com rescisões de contratos que não estavam registradas na Caixa. Dos cotistas que poderiam sacar, 79% exerceram o direito.

O presidente da Caixa, Gilberto Occhi, explicou que essas retificações ainda fizeram os valores serem maior que o esperado inicialmente. Quando anunciou a possibilidade de o trabalhador retirar os recursos das contas inativas, o governo calculava que - no máximo - o brasileiro poderia sacar até R$ 43,6 bilhões. Já considerava, entretanto, que alguns não exerceriam o benefício por terem disponível um valor muito baixo.

Occhi ressaltou que apenas quem estava impossibilitado de sacar por doença ou por prisão pode ainda efetuar o resgate das contas inativas. Essa possibilidade está aberta até o fim do ano que vem. O presidente da Caixa disse ainda que o governo não pretende reabrir o prazo para saques.


Está descartado. Não há a mínima possibilidade de a Caixa ampliar o prazo — falou o presidente.

O governo tinha a previsão de que o resgate das contas inativa do FGTS poderia dar um impulso de 0,5% ao Produto Interno Bruto (PIB). Questionado, se não fosse a injeção desses recursos, o país teria mais um ano de recessão, Occhi afirmou ser difícil responder, mas ressaltou a importância da liberação dos recursos para a reativação da atividade.

PRAZO MAIOR PARA PRESOS E PORTADORES DE DOENÇAS GRAVES

Um decreto assinado pelo presidente da República, Michel Temer, prorrogou o prazo de resgate até 31 de dezembro de 2018 apenas para quem comprovar que não pode comparecer pessoalmente às unidades no cronograma. Essa regra se aplica a pessoas com doenças graves e presos, por exemplo. Na última segunda-feira, as regras foram detalhadas no Diário Oficial da União.

 

Arrecadação voltará a reagir no segundo semestre

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que a arrecadação federal tende a reagir no segundo semestre deste ano. Ele falou a jornalistas durante evento do setor imobiliário em São Paulo.

Para Meirelles, a tendência agora é a inflação voltar para a meta e, além disso, a própria retomada da economia deverá gerar uma recuperação das receitas.

"Estamos primeiro aguardando a expectativa de que haja a recuperação da receita no segundo semestre, aí não haveria sinal de mudança", disse, após ser questionado se o governo pretende mudar a meta fiscal deste ano.

"Evidentemente estamos olhando isso com muita atenção para tomar as decisões mais realistas para o país", comentou.

Na véspera, Meireles declarou que a inflação abaixo da meta ajudou a reduzir a arrecadação do governo, o que, segundo ele, é um dado positivo para a economia, apesar de ter prejudicado a receita.

Ele afirmou que não foi a incerteza política que gerou a crise econômica. "A crise econômica ajudou a agudizar o problema político lá trás, em 2015, 2016", disse.

Meireles afirmou ainda que o Brasil está qualificado para entrar na OCDE. "A entrada do Brasil significa um compromisso de políticas racionais que assume com outros países por um longo período".

Reformas e recuperação da economia

Meirelles voltou a dizer que a expectativa do governo é que a reforma da Previdência seja aprovada ainda neste ano.

Ele apontou ainda que a expectativa é de retomada do crescimento da economia. O ministro apontou que o setor industrial está em "uma atividade clara de recuperação" e disse observou que as empresas estão reduzindo seu endividamento. Na visão de Meirelles, o movimento de inflação baixa é normal neste momento da economia.

uros do BNDES

Meirelles disse ainda que a substituição da taxa de juros do BNDES pela TLP (taxa de longo prazo) vai dar mais poder de política monetária e ajudar a reduzir os juros praticados em toda a economia.

Segundo o ministro, os juros controlados pelo BNDES forçam o restante do mercado a praticar uma taxa mais elevada para compensar. "A TLP corrige isso", disse.

Em março, o governo anunciou uma nova política para os juros cobrados nos empréstimos do BNDES, prevendo a criação da TLP (Taxa de Juros de Longo Prazo), mais alta que a atual TJLP, hoje em 7%. Na prática, a nova taxa vai acompanhar as flutuações do mercado, implicando no corte dos subsídios concedidos pelo banco.

 

 

Governo perdoa R$ 10 bilhões de dívidas de ruralistas

O governo federal vai abrir mão de mais de R$ 10 bilhões em arrecadação nos próximos anos com a medida provisória publicada pelo presidente Michel Temer e que concedeu benefício a produtores rurais. O número foi confirmado pela Receita Federal.

A MP reduziu a alíquota da contribuição paga por produtores para o Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural), usado para auxiliar no custeio da aposentadoria dos trabalhadores rurais, que é subsidiada pela União.

Além disso, a medida permite que produtores com atraso no pagamento das contribuições previdenciárias quitem as dívidas com descontos nas multas e de forma parcelada.

O acordo com a bancada ruralista no Congresso foi fechado antes da votação da denúncia de corrupção passiva contra o presidente Michel Temer pelo plenário da Câmara, e que acabou rejeitada pelos deputados.

Para a Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco Sindical), a medida retira recursos da Previdência num momento em que o governo propõe mudanças nas regras de aposentaria para conter o déficit do INSS e vai beneficiar grandes empresas como a JBS

Renúncia de arrecadação

Segundo números da Secretaria da Receita Federal, somente com o perdão de juros e multas a perda de arrecadação será de R$ 7,6 bilhões em 15 anos, prazo de parcelamento dos débitos.

Já com a redução da alíquota do Funrural, o governo deixará de receber R$ 4,36 bilhões entre 2018 e 2020. A Receita não divulgou estimativa da perda de arrecadação com a redução de alíquota para os próximos 15 anos.

Somadas, as perdas com perdão de juros e multas e com a redução da alíquota chegam a R$ 11,96 bilhões. Entretanto, esse valor pode ser maior se se considerar que a redução da alíquota deve vigorar além de 2020.

A medida provisória do Funrural era uma reivindicação da bancada ruralista desde abril, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu como constitucional o pagamento das contribuições previdenciárias.

Produtores rurais e associações que representam a categoria contestavam a contribuição na Justiça. Por isso, muitos deles interromperam ou atrasaram os pagamentos ao fundo.

Com a decisão do STF, a bancada ruralista passou a negociar com o governo uma medida provisória para redefinir as contribuições previdenciárias rurais.

 

Cade rejeita compra da distribuidora de combustíveis Ale pela Ipiranga



Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) rejeitou, por unanimidade, a compra da distribuidora de combustíveis Ale pela Ipiranga, do grupo Ultrapar, anunciada no ano passado. O negócio foi fechado por R$ 2,17 bilhões e dependia de aval do órgão para ser efetivado.

O relator, conselheiro João Paulo de Resende, que defendeu a reprovação da operação, explicou que não houve acordo com a empresa em relação às condições a serem impostas para aprovar a compra. O relator defendia a venda de ativos da Ale em 12 estados, o equivalente a 65% da operação da empresa, o que não foi aceito pela companhia.

Ao rejeitar a operação, o Cade avaliou que negócio provocaria concentração substancial do mercado de distribuição de combustível no Brasil e que o acordo proposto pelas empresas para que a fusão fosse aprovada era insuficiente para evitar problemas de concorrência.

 

Em parecer publicado em fevereiro, a Superintendência-Geral do Cade concluiu que a compra da Ale combustíveis pela Ipiranga poderia resultar em elevação de preços na distribuição e na revenda. Essa alta nos preços dos combustíveis ocorreria em função "do aumento do poder de mercado da Ipiranga e da elevação da possibilidade de atuação coordenada das empresas do setor", dominado por quatro companhias (BR Distribuidora, da Petrobras; Raízen, da Shell e Cosan; Ipiranga e Ale).

 

As quatro grandes empresas são já são responsáveis por 75,9% do setor de distribuição. A compra da Ale pela Ipiranga reduziria de quatro para três o número de grandes distribuidoras no mercado. A nota técnica aponta para “concentração elevada” nos mercados de distribuição e revenda de combustíveis.

 

No parecer, a superintendência indica que os mercados mais afetados pela operação são os de gasolina, diesel e etanol. “Após a operação, as três maiores distribuidoras do país concentrarão a totalidade do nível de competição nacional. Esse dado confirma que o presente caso é uma operação de quatro agentes para três, retirando uma marca do mercado”, diz o texto.

 

A compra da Ale pela Ipiranga é a segunda grande fusão rejeitada pelo Cade neste ano. Em junho, o órgão antitruste reprovou a compra da Estácio pela Kroton Educacional.

 

O Grupo Ultra informou, em nota, que a reprovação por parte do Cade ocorreu “a despeito dos esforços da Ipiranga para esclarecer todos os questionamentos das autoridades, notadamente aqueles referentes à dinâmica do mercado de distribuição de combustíveis”. A empresa informou ainda que a rejeição da operação não implicará em penalidades às companhias. “A Ipiranga seguirá o curso habitual de seus negócios”, diz a nota.

 

Recuperação gradual da economia deve reaquecer demanda por crédito

Apesar de ter visto sua carteira de crédito cair 3,5% no primeiro semestre, o Itaú Unibanco espera uma recuperação gradual nos próximos balanços. A afirmação foi feita por Marcelo Kopel, diretor de Relações com Investidores do banco, salientando que, apesar da variação negativa, o ritmo de queda do crédito já vem desacelerando.

“Em algum momento, isso vai ser neutralizado”, disse Kopel em teleconferência com jornalistas, um dia após a divulgação dos resultados trimestrais do banco. Ele afirma que a retomada da confiança, ainda que reduzida por causa da piora na crise política, deve elevar a demanda por crédito.

“Na medida em que surge mais demanda por crédito, o crédito vai acelerar”, estima o diretor. “Existe uma mudança gradual na economia, a confiança está gradualmente melhorando. A ideia é que a atividade acompanhe essa mudança gradual. É baseado nisso que a gente vê essa evolução”, afirmou.

No entanto, Kopel diz que ainda não é possível dizer se o desempenho do crédito no ano que vem será melhor que neste ano.

O Itaú Unibanco reduziu suas projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2017 por causa da piora da crise política após a divulgação das primeiras notícias envolvendo as delações da JBS e o presidente Michel Temer, em maio. A estimativa foi de alta de 1% para 0,3%. Nesta terça, Kopel disse que esses números são “um bom apanhado do que isso pode ter gerado sobre reacomodamento de expectativas”.

Questionado, ele disse que ainda não é possível dizer se uma possível mudança na meta fiscal deste ano, como já admitiu o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, poderia impactar novamente as projeções.

Inadimplência e renegociação

Kopel comentou a redução da inadimplência registrada pelo banco no primeiro semestre, apontando a importância da renegociação nesse resultado. O indicador de inadimplência passou de 5,3% para 5,2%, na quinta queda consecutiva. Houve queda no indicador das micro, pequenas e médias empresas, de 5,6% para 5,1%, enquanto o recuo entre as grandes companhias foi de 1,6% para 1,2%.

“A renegociação é um instrumento importante na gestão de carteira”, disse Kopel, citando “negócios de empresas que são viáveis e precisam reestruturar o perfil de suas dívidas para a realidade atual da economia”.

O diretor ressalva que há critérios específicos para fazer renegociações de dívidas. “Você está reestruturando o que é viável, fazendo um ajuste à nova realidade da economia, e não tentando comprar tempo”, diz.

 

Parcela de famílias endividadas avança para 57,1% em julho

 


A parcela das famílias endividadas no país avançou para 57,1% em julho, ante 56,4% de junho, segundo dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) divulgados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Na comparação com julho de 2016, no entanto, há uma tendência de queda, já que a taxa era de 57,7% naquele momento.

O nível de endividamento das famílias brasileiras está abaixo do recorde da série histórica da pesquisa — de 65,3% de fevereiro de 2011 —, mas ainda é considerado elevado. Um quarto das famílias (24,2%) declara ter contas ou dívidas em atraso, nível acima dos 22,9% de julho de 2016.

“Apesar de ter aumentado em julho, o percentual de famílias com dívidas registrou queda na comparação com o mesmo período do ano anterior, apontando um ritmo ainda fraco de concessão de empréstimos e financiamentos para as famílias, mesmo após o processo de queda das taxas de juros”, diz Bruno Fernandes, economista da CNC.

As famílias com renda mais baixa (abaixo de dez salários mínimos) têm níveis mais elevados de inadimplência: 27,5% em julho, frente a 10,3% das famílias com renda mais alta. Nas famílias com renda menor, houve aumento do percentual frente a julho de 2016, quando estava em 25,5%, mas leve queda em relação aos 27,6% de junho.

Já nas famílias de renda mais alta o movimento foi de redução tanto em relação a julho de 2016 (quando estava em 11,6%) e a maio de 2017 (quando era de 10,8%).


 

 

INSS convocará um milhão de aposentados a partir de 15 de agosto



O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), começará a enviar o primeiro lote de cartas de convocação para a revisão das aposentadorias por invalidez a partir de 15 de agosto, conforme afirmou  o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), Alberto Beltrame. Desta maneira, o pente-fino em mais de um milhão de aposentadorias por invalidez deve começar entre o fim de agosto e o início de setembro.

Dentro do nosso cronograma as convocações começam no início da segunda quinzena de agosto. Nessa primeira etapa, até 50 mil segurados de todo o país receberão as cartas para marcar a perícia — explica.

Os segurados receberão uma carta do INSS com aviso de recebimento. Depois de notificadas, terão cinco dias úteis para ligar no 135 (central de atendimento do órgão) e agendar a perícia. caso a marcação não seja feita, o benefícios erá automaticamente bloqueado.


O pente-fino nas aposentadorias por invalidez será realizado em quem tem menos de 60 anos e está há dois anos ou mais sem passar por perícia. Ficarão de fora da medida os maiores de 60 anos e quem tem 55 anos e já recebe o benefício há pelo menos 15 anos.

AUXÍLIOS-DOENÇA CANCELADOS

Após revisar mais de 200 mil auxílios-doença em todo o país, desde o ano passado, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), cancelou 180 mil benefícios. Com isso conforme dados do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), será possível economizar R$ 2,6 bilhões por ano em pagamento de benefícios.

O pente-fino nos benefícios pagos pelo INSS, previsto em medida provisória, começou em 2016, mas foi suspenso porque o Congresso não aprovou a MP a tempo. O governo, então, editou uma nova MP, e a revisão foi retomada no início deste ano, com uma força-tarefa dos médicos peritos, que foram liberados a fezer hora extra para realizar o pente-fino.

 

Governo está 'preparado' para assumir Viracopos

O ministro dos Transportes, Maurício Quintella, afirmou que o governo está "preparado" para assumir o aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), caso a concessionária, Aeroportos Brasil, decida devolver a concessão.

Quintella disse, porém, que espera que a concessionária resolva os problemas financeiros para permanecer à frente do terminal.

"Viracopos está em aberto. O governo está fazendo aquilo que o contrato determina: executou a garantia, a seguradora ainda está no prazo para fazer o pagamento e, até lá, nós estamos aguardando e torcendo para que a concessionária consiga resolver os seus problemas, e também preparados para, em qualquer eventualidade, assumir Viracopos ou qualquer outra concessão que venha a ter problema", afirmou o ministro.

O ministro fez a declaração após uma cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília, em que foi anunciada para esta sexta (28) a assinatura do contrato de concessão dos aeroportos de Florianópolis, Salvador, Fortaleza e Porto Alegre, leiloados em março.

Dificuldades

De acordo com o jornal "Valor Econômico", a Triunfo e a UTC, que detém participação na concessionária que opera Viracopos, avaliam devolver a concessão em razão das dificuldades financeiras e da frustração com a perspectiva de futuro do negócio.

A Aeroportos Brasil deixou no ano passado de pagar R$ 173 milhões da outorga, um valor anual devido ao governo pelo direito de explorar o aeroporto. Por causa disso, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) executou o seguro garantia.

Questionado por repórteres, o ministro evitou fazer prognósticos sobre a devolução ou não da concessão do aeroporto de Campinas e pontuou que os atuais administradores "não apresentaram nada neste sentido."

A renegociação de contrato ou a devolução da concessão, citadas por Quintella, são possibilidades previstas em uma medida provisória aprovada pelo Congresso.

O ministro afirmou que a concessionária do Galeão aderiu ao "reperfilamento" do contrato e que a do aeroportos de Guarulhos pediu recentemente a adesão à reestruturação do vínculo.

 

 

‘Podemos baixar tarifas e ser mais rentáveis’

O americano John Rodgerson trabalha na Azul antes mesmo de a companhia aérea existir. Considerado um braço direito do empresário americano-brasileiro David Neeleman, fundador da empresa, Rodgerson mora há 12 anos no Brasil e ajudou a preparar o plano de negócios da Azul, empresa aérea lançada em dezembro de 2008. Ele foi anunciado como novo presidente da empresa.

Rodgerson vai liderar a transformação da frota da Azul, que vem sendo substituída por aeronaves Airbus 320 neo. Para ele, essa mudança abre espaço para queda de preços nas passagens aéreas.

Qual seu principal plano como presidente da Azul?

Temos uma grande transformação da frota para ser feita nos próximos cinco anos. Nós vamos pegar as novas tecnologias do novo Airbus A320neo e também do novo E2 (jato da Embraer de segunda geração). Então o meu trabalho é tirar as aeronaves da velha geração e colocar aeronaves de nova geração. Isso vai nos ajudar a ser mais eficientes.

O que isso significa para os passageiros?

Esse avião (A320 neo) consome menos combustível e tem um custo por assento menor. Então nós podemos baixar as tarifas um pouco e ainda ser mais rentáveis com essas aeronaves.

E quando isso vai acontecer?

Já está acontecendo. Nós já estamos trazendo essas aeronaves.

Essa redução de tarifas é um desejo seu ou de fato existe uma tendência de queda de preços?

As aeronaves A320 neo tem um custo 29% menor. E os E2 virão depois, com 25% de redução de custo. Com isso, eu gostaria de reduzir a tarifa média para trazer mais pessoas para viajar.

E seus investidores vão gostar disso?

Sim, eles vão gostar. Porque a minha margem vai ficar maior, porque vamos reduzir custo. É o que temos que fazer para ser mais rentáveis. Eu gostaria de dizer que nós controlamos a tarifa média, mas isso não é verdade. É o mercado que controla isso. Se fosse o contrário, teríamos aumentado 10% todas as tarifas durante a crise para cobrir perdas, mas o mercado não responde assim. O que estou dizendo é que essas aeronaves são mais eficientes e dá para gente baixar tarifa em muitos mercados e ser mais rentável.

Quando a Azul começou, o David Neeleman costumava exaltar que era a única empresa brasileira que voava com avião brasileiro. Mas a Azul vem investindo pesado no Airbus, que é francês. O que mudou?

Precisa ter um pouco de cuidado com isso. O Embraer sempre vai ser o carro-chefe da Azul, a maior frota. Mas agora a Airbus trouxe uma nova tecnologia que chegou 3 anos antes da Embraer. Nós temos que aproveitar esse momento. Hoje nós somos o maior comprador do Embraer E2. Se todas as aeronaves estivessem aqui, eu pegaria todas.

A mesma lei que não permite que empresas aéreas sejam controladas por estrangeiros também não permite que elas sejam dirigidas por estrangeiros. E você é um estrangeiro sendo presidente de uma empresa aérea brasileira. Isso não vai contra a legislação?

Não. Nós cumprimos a legislação. Deixa eu explicar: eu sou presidente da Azul SA (holding) e o David é presidente da Azul Linhas Aéreas. Isso ficou um pouco confuso no mercado. Todo mundo acha que estou indo para o lugar do Antonoaldo, mas realmente eu fui para lugar do David (na presidência da Azul SA). E o David veio para Linhas Aéreas. Estamos cumprindo a lei, sim. O David e o Flavio, nosso diretor de operações, que representam a Azul frente à Anac. E tem mais uma questão que explica essas mudanças nos cargos. Depois de um ano da abertura de capital, o David não poderia ficar como presidente da Azul SA e presidente do conselho de administração da empresa. Ajustamos isso.

 

 

 

 Confiança do consumidor recua em julho

O índice de confiança do consumidor da Fundação Getulio Vargas caiu 0,3 ponto em julho, para 82 pontos, consolidando a tendência de queda sinalizada com o recuo de 1,9 ponto no mês anterior.

A queda do ICC em julho foi influenciada pela piora das perspectivas em relação à economia. O indicador que mede a variável recuou 2,2 pontos em relação ao mês anterior, para 106,9 pontos, o menor nível desde dezembro de 2016 (102,2 pontos). A instabilidade política parece continuar contribuindo negativamente para o resultado, segundo a FGV.

O recuo na confiança dos consumidores foi determinado pela continuidade da tendência de piora entre os consumidores com maior poder aquisitivo, enquanto nas faixas de renda mais baixas o resultado de julho caminhou no sentido oposto. Das sete capitais pesquisadas, houve queda da confiança em quatro.

Em julho, houve piora tanto das avaliações sobre a situação presente quanto das expectativas em relação aos próximos meses. O índice de situação atual variou -0,4 ponto, ao passar de 70,1 para 69,7 pontos, na quarta queda consecutiva. Já o índice de expectativas recuou 0,3 ponto, para 91,4 pontos, sinalizando aumento do pessimismo em relação à recuperação econômica.

O indicador que mede o grau de satisfação com a situação econômica atual caiu 0,4 ponto, para 77,1 pontos, o menor desde abril (76,9 pontos).

“A calibragem da confiança dos consumidores tem sido realizada principalmente nos indicadores de expectativas. Enquanto a incerteza estiver elevada, o consumidor deverá permanecer cauteloso na hora de assumir novos gastos de consumo.“, afirma Viviane Seda Bittencourt, Coordenadora da Sondagem do Consumidor.

 

 

BNDES vai integrar consórcio de bancos para socorrer Estado do Rio



O BNDES deverá integrar um consórcio de bancos para oferecer empréstimo de até R$ 3,5 bilhões ao governo do Estado do Rio. A alternativa foi colocada sobre a mesa em reunião entre o banco de desenvolvimento, o governo do estado e o governo federal, na sede da instituição. A diretora da área de infraestrutura do BNDES, Marilene Ramos, esclareceu que a participação do banco nesse pool, porém, será pequena devido a limitações legais aos bancos públicos para conceder empréstimos com vistas a pagamento de pessoal. A maior parte do crédito, se de fato contratado pelo governo, será usado para quitar salários e 13 atrasados.

Nessa fase inicial, o estado tem uma premência em obter esses recursos que vão majoritariamente para a folha. Como o BNDES tem uma vedação de fazer empréstimo para folha, temos uma limitação de participação — afirmou Marilene.

O volume de recursos que o BNDES poderá destinar a essa operação seria usado para cobrir gastos com custeio. Além disso, afirmou Rodolfo Torres, superintendente de Desestatização do BNDES, o banco poderia contribuir para a governança da transação. Em paralelo, o banco continuará a fazer estudos para modelagem para uma eventual concessão ou privatização da Cedae no futuro, disse Torres.


O empréstimo de até R$ 3,5 bilhões para o governo do Rio vinha sendo costurado dentro do programa de recuperação fiscal do estado e teria as ações da Cedae como garantia. No entanto, devido à urgência de ingresso de recursos nos cofres públicos estaduais, outra opção passou a ser estudada: a compra de fatia da Cedae pela BNDESPar, braço de participações do banco de fomento. Fontes ligadas ao governo do estado do Rio diziam que essa poderia ser uma operação mais rápida que o financiamento.

A diretora Marilene afirmou, porém, que uma possível compra da Cedae poderia levaria 12 meses. Disse ainda que a possibilidade de o banco comprar parcial ou integramente a concessionária de saneamento e se tornar gestor da companhia "é remota". O secretário estadual da Fazenda, Gustavo Barbosa, afirmou que a compra de 100% da Cedae pelo BNDES foi autorizada pelo governo federal, mas que não está certo se isso vai acontecer nem qual a fatia que o banco vai comprar.

— O empréstimo é a alternativa mais rápida — disse Barbosa.

 

Meirelles cochila durante discurso de Temer na Cúpula do Mercosul



O Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, deu uma cochilada, depois de alguns bocejos, durante discurso do presidente Michel Temer durante a 50ª Cúpula do Mercosul, em Mendonza, na Argentina, . As imagens são da TV estatal NBR, do governo brasileiro.

Sentado ao lado do presidente, à esquerda, o ministro cochilou enquanto Temer falava. Em alguns momentos, o sono fazia Meirelles pender a cabeça. Em outros, o ministro bocejava e levava uma xícara à boca.


O regime de trabalho está intenso, não só aqui como em Brasília, e, de fato, às vezes o cansaço aparece — admitiu o ministro, em conversa com os jornalistas depois do evento.


O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, chegou à província argentina para acompanhar o presidente Michel Temer na cúpula de chefes de Estado do Mercosul pouco depois de sua pasta ter confirmado o aumento das alíquotas do PIS/Cofins para gasolina, etanol e diesel. Perguntado sobre o assunto, o ministro assegurou que "criou-se a necessidade de receitas adicionais, já que ainda estamos enfrentando os efeitos da recessão". Meirelles mostrou-se otimista e afirmou, ainda, que "o importante é manter o equilíbrio fiscal, o emprego e as perspectivas de crescimento".

— A nossa expectativa é de que isso vai consolidar a trajetória de crescimento, porque vai manter o nível de confiança no ajuste fiscal, na economia. As primeiras reações dos agentes e analistas são bastante positivas — apontou Meirelles.



No discurso feito na reunião do bloco, onde Meirelles cochilou, Temer defendeu o resgate e o fortalecimento do Mercosul e afirmou que acompanha com “grande preocupação” a situação da Venezuela, que tem se agravado desde o ano passado com prisões de políticos de oposição, cidadãos pedindo refúgio em países vizinhos e escassez de remédios, comida, equipamentos e papel higiênico.

Nesta sexta-feira, o Brasil assumiu a presidência rotativa do bloco, que estava com a Argentina. O país comandará o Mercosul pelos próximos seis meses.

 

Prévia do índice oficial tem deflação é a menor em 19 anos

A prévia do Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) indica deflação de 0,18% em julho, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice é o mais baixo desde setembro de 1998, quando registrou -0,44%, e o menor para o mês de julho desde 2003. Em junho, o IPCA-15 havia ficado em 0,16%.

No ano, o indicador acumula alta de 1,44%, bem abaixo dos 5,19% referentes ao mesmo período do ano passado. No acumulado dos últimos 12 meses, o índice caiu para 2,78%, inferior aos 3,52% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores - menor variação acumulada em períodos de 12 meses desde março de 1999, quando registrou 2,64%. Em julho de 2016, a taxa foi de 0,54%.

O resultado dá ainda mais suporte para que o Banco Central não desacelere o ritmo de corte dos juros básicos, em meio ao ambiente de fraca recuperação econômica. A meta de inflação deste ano é de 4,5% pelo IPCA, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

Atualmente, os juros básicos estão em 10,25% e o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC se reúne na próxima semana para definir a nova taxa básica. Segundo a Reuters, a aposta majoritária do mercado é de que deve ser reduzida em 1 ponto percentual, mantendo o ritmo das últimas duas decisões.

Alimentação pesa

O grupo dos alimentos, que tem participação de 25% nas despesas das famílias, exerceu o mais intenso impacto negativo no IPCA-15 de julho, com queda de 0,14 ponto percentual. Os preços da maioria desses produtos ficaram mais baixos de junho para julho, com destaque para a batata-inglesa (-19,07%), o tomate (-8,48%) e as frutas (-4%).

Segundo o IBGE, a queda nos alimentos foi ainda mais forte quando considerados os produtos comprados para consumo em casa, que chegaram a ficar 0,95% mais baratos.

 

Governo deixa de arrecadar R$ 42,2 bilhões com desonerações

O governo federal deixou de arrecadar R$ 42,2 bilhões no primeiro semestre deste ano com desonerações tributárias. A renúncia de receitas federais foi de R$ 7 bilhões só no mês passado. Os números foram divulgados pela Receita Federal , junto com o resultado da arrecadação entre janeiro e junho.

Até junho deste ano, os brasileiros pagaram R$ 648 bilhões em impostos e contribuições ao governo federal, aumento de 0,77% na comparação com o mesmo período do ano passado. Esse número poderia ser maior, se não fossem as receitas a que o governo abre mão. O argumento é que as isenções ajudam a aquecer setores importantes da economia.

A maior parte das renúncias é vinda da desoneração da folha de pagamentos das empresas: R$ 7,2 bilhões entre janeiro e junho. Para reverter esse quadro, e ampliar a arrecadação, o governo publicou uma medida provisória que reonera a folha de pagamentos para cerca de 50 setores da economia. O Congresso, no entanto, alterou para janeiro de 2018 o prazo para a medida entrar em vigor. O texto ainda precisa passar pelos plenários da Câmara e do Senado.

As desonerações com os regimes tributários Simples e Microempreendedor Individual (MEI) responderam por R$ 6,8 das renúncias fiscais calculadas até agora. Já com as isenções nos produtos da cesta básica o governo deixou de arrecadar R$ 5,4 bilhões.

Desonerações a planos de saúde responderam por R$ 1,2 bilhão das isenções no primeiro semestre. Na tributação sobre programas de Participação nos Lucros e Resultados resultaram em uma renúncia de R$ 1,1 bilhão.


 

Avianca Brasil terá voo direto de São Paulo para Nova York

Avianca Brasil anunciou que começará a vender em agosto passagens para voo direto entre São Paulo e Nova York, seu segundo destino nos Estados Unidos depois de ter iniciado em junho operação entre a capital paulista e Miami.

A companhia aérea, quarta maior do país, deve começar a operar o voo para o aeroporto John F. Kennedy, em Nova York, em dezembro, aproveitando uma recuperação de demanda por destinos internacionais acima da esperada enquanto no segmento doméstico o movimento tem sido abaixo do esperado, disse o presidente da empresa, Frederico Pedreira.

"O mercado internacional está reagindo melhor do que esperávamos, por isso estamos apostando em Nova York neste ano. A performance que tivemos no voo para Miami nos convenceu a adicionar Nova York", disse o executivo.

Ele não deu detalhes, mas citou como fatores a ocupação elevada das aeronaves com destino a Miami e tarifas em níveis mais altos que no ano passado.

De janeiro a maio, a demanda por voos internacionais no Brasil subiu 11% sobre um ano antes, enquanto no segmento doméstico a expansão foi de 0,5%, segundo dados da agência reguladora Anac.

Pedreira afirmou que o mercado doméstico está melhorando, mas as incertezas geradas pela crise política em torno do presidente Michel Temer tem tornado a recuperação mais lenta.

"O doméstico está melhor, mas abaixo das nossas expectativas. Há três meses estávamos mais otimistas", afirmou o executivo. "A confiança não vai voltar sem resolver a instabilidade política", acrescentou.

Segundo ele, o mercado nacional de aviação poderia ganhar impulso com uma redução do ICMS sobre o combustível de aviação, que chega a 25% no principal mercado do país, São Paulo.

Uma regra para limitar o imposto estadual ao patamar de 12% está esperando aprovação no Congresso, algo que Pedreira considera como essencial para determinar o crescimento futuro do mercado de aviação regional do país.

"Tem muito destino regional hoje que não é viável por causa do custo de combustível...Enquanto tivermos 25% de imposto sobre combustível, que é zero em destinos internacionais, quem perde é o passageiro", disse Pedreira, acrescentando que combustível representa 35% do custo de operação de uma aeronave.

Além de expandir presença internacional, a Avianca Brasil está trabalhando para desenvolver seu programa de fidelidade, Amigo, trilhando caminho seguido pelas rivais maiores LATAM, Gol e Azul.

Frederico comentou que a Avianca Brasil deverá se separar do programa Amigo, que hoje tem cerca de 4 milhões de membros, até o final deste ano. O objetivo é dar mais liberdade para a nova empresa, que continuará parte 100% integrante do grupo Synergy, fazer negócios, disse o executivo.

Caixa abre novo programa de demissão para cortar 5.500 vagas



Cerca de quatro meses após encerrar um Programa de Demissão Voluntária (PDV), a Caixa Econômica Federal reabriu a iniciativa em caráter extraordinário, com expectativa de cortar 5.500 vagas. O prazo para aderir ao novo PDV começa hoje e vai até 14 de agosto.

O cronograma traçado pela Caixa prevê o desligamento efetivo dos que aderirem ao PDV entre o fim de julho e agosto. No programa finalizado em março deste ano, o banco registrou a adesão de aproximadamente 4.600 funcionários.

Estão habilitados a entrar no programa de demissão os aposentados — exceto por invalidez — pelo INSS até a data do desligamento, os aptos a se aposentar até 31/12/2017, os funcionários com no mínimo 15 anos de serviço na Caixa e os que têm adicional de incorporação de função de confiança em comissão gratificada até a data do desligamento.

Quem aderir à demissão voluntária receberá da Caixa um pagamento de caráter indenizatório equivalente a dez remunerações base, de uma só vez, no limite de R$ 500 mil. O banco oferece também a permanência no plano de saúde da empresa, mas coloca critérios a serem atendidos. Os funcionários que não se enquadrarem nas regras poderão continuar associado ao seguro por 24 meses.



 

BNDES emprestou 38% a JBS empresa dos Batista  


Alvo de investigações da Polícia Federal e do Tribunal de Contas da União, o BNDES apresenta seu “Livro verde: nossa história como ela é”, uma compilação de dados e explicações sobre a atuação do banco, com foco no período de 2001 a 2016. A versão preliminar do livro mostra que a JBS, dos irmãos Wesley Joesley Batista, abocanhou a maior fatia do apoio financeiro do banco ao setor de carnes. Dos R$ 31,2 bilhões desembolsados pelo BNDES para os frigoríficos entre os anos 2005 e 2016, a empresa ficou com 38% do total, considerando também o Bertin, que se fundiu à JBS. O grupo BRF ficou com 16%, seguido pela Marfrig/Seara, com 14%. A Seara foi comprada pela JBS do Marfrig em 2013.

Os R$ 31,2 bilhões consideram duas modalidades de apoio do banco. Via financiamentos foram R$ 18,8 bilhões. Os R$ 12,4 bilhões restantes são de operações de mercados de capitais, por meio da BNDESPar, braço de participações da instituição. Somados, JBS e Bertim receberam R$ 8,1 bilhões da BNDESPar ou 65% do apoio da subsidiária do banco ao setor de carnes naquele período. Como resultado, as receitas da JBS saltaram de R$ 4 bilhões em 2005, início do processo de internacionalização da companhia, para R$ 170 bilhões em 2016.


Hoje, a empresa busca se desfazer de ativos para reduzir seu endividamento. Paralelamente, outras empresas do grupo, chamado J&F, estão à venda com destaque para a Alpargatas, vendida esta semana para a dona do Itaú. O intuito é levantar recursos para pagar a multa bilionária acertada com a Procuradoria na delação premiada de executivos da J&F, na qual os irmãos Batista admitem pagamento de propina a políticos para obter favorecimento.

No livro, o BNDES justifica o apoio à JBS com a estratégia do governo passado de incentivar o setor de Proteína Animal, "com objetivo de consolidar o Brasil como o maior exportador mundial de proteína animal e fazer do complexo carnes o principal setor exportador do agronegócio brasileiro". O banco ressalta ainda que entre 2005 e 2016 foram apoiadas mais de 17 mil unidades produtoras do setor no Brasil e que as operações de mercado de capitais envolvendo a JBS renderam ganhos de R$ 5 bilhões ao BNDES, considerando dividendos, prêmios e outros.

Considerando apenas financiamentos, o grupo J&F aparece na 19ª posição no ranking dos 50 maiores clientes do BNDES entre 2001 e 2006. O grupo contratou R$ 14,9 bilhões em empréstimos no período. O primeiro lugar é ocupado pela Petrobras, com R$ 128,5 bilhões, seguida pela Embraer (R$ 85,9 bilhões) e a Odebrecht (R$ 51,7 bilhões), investigada pela Lava-Jato.

 

Reforma trabalhista vai gerar empregos e aumentar produtividade

 

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, usou sua conta no Twitter,para dizer que a reforma trabalhista vai gerar empregos e aumentar a produtividade das empresas. O presidente Michel Temer irá sancionar a lei , após o projeto ter sido aprovado no Senado nesta semana. Segundo Meirelles, a nova lei deixará o mercado de trabalho “menos engessado”.

 “O governo sanciona hoje a reforma trabalhista, que fará o Brasil ter uma legislação moderna e atual para as relações de trabalho. Esta nova era nas relações de trabalho garantirá maior produtividade e criará maiores oportunidades de emprego. Menos engessado, o mercado de trabalho vai permitir ao país produzir mais e melhor, com maiores chances de criação de empregos”, disse o ministro.

Meirelles voltou a afirmar que o Brasil está saindo da maior recessão de sua história e a nova legislação trabalhista é “um passo” para criar vagas de trabalho. A taxa de desemprego ficou em 13,3% no trimestre encerrado em maio, atingindo 13,8 milhões de pessoas. Essa foi a maior taxa para este trimestre desde o início da pesquisa, em 2012.

A modernização das leis trabalhistas mostra que estamos no caminho certo para a retomada do crescimento do Brasil. O Brasil está saindo de sua maior recessão, a inflação caiu e, agora, com as novas regras trabalhistas, damos um passo para gerar empregos”, completou o ministro.

 

 

Vendas do varejo caem 0,1% em maio

As vendas do comércio varejista brasileiro recuaram 0,1% em maio frente ao mês anterior (com ajuste sazonal), informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) Contudo, em relação a maio de 2016 o varejo cresceu 2,4% (sem ajuste sazonal), o melhor resultado para o mês desde 2014 nesta base de comparação.

Ambos resultados ficaram abaixo do esperado pelo mercado. Segundo pesquisa da Reuters, a expectativa era de alta de 0,35% na comparação com abril e avanço de 3,20% contra maio de 2016.

Em abril, as vendas haviam tido o melhor resultado para o mês em 11 anos, com avanço de 1,0% frente a março.

“O volume de varejo se mantém estável, mas em um patamar abaixo de índices registrados no passado. Há margem para recuperação, mas ainda há um longo caminho a ser percorrido”, afirmou Isabella Nunes, gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE. “A recuperação do setor varejista passa necessariamente pela recuperação do mercado de trabalho”, acrescentou.

Frente a abril, o maior recuo foi no setor de tecidos, vestuário e calçados (-7,8%), seguido de livros, jornais, revistas e papelaria (-4,5%) e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-2,8%). Na outra ponta, hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo subiram 1,4%; móveis e eletrodomésticos, 1,2%; artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos, 0,9% e combustíveis e lubrificantes, 0,6%.

“As atividades mais básicas como o supermercadista e de farmacêutica mostraram um avanço em relação a abril, respondendo um pouco por essa renda real menos comprimida por conta da redução da inflação. Porém existem outros fatores que impactam no consumo das famílias, principalmente o mercado de trabalho que se mantém em taxas elevadas de desemprego”, diz.

Avanço frente a maio de 2016

A principal contribuição para o avanço de 2,4% frente a maio do ano passado, período de comemoração do Dia das Mães, veio do setor de móveis e eletrodomésticos. Segundo o IBGE, a dinâmica das vendas desse segmento, em maio de 2017, pode ser associada à “redução da taxa de juros às pessoas físicas e a recomposição da massa de rendimentos reais habitualmente recebidos”.

A alta de 5% no setor de tecidos, vestuário e calçados também ajudou, com a maior contribuição positiva frente a maio do ano passado. “A comemoração do Dia das Mães, com impactos positivos particularmente nas vendas desse setor, contribuiu para um avanço no volume de vendas acima da média geral”

 

Alimentação fora de casa lidera ranking de corte de gastos

Levantamento feito pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional e Dirigentes Lojistas (CNDL) revela que 80% dos brasileiros tiveram de fazer cortes no orçamento ao longo do 1º semestre deste ano para lidar com os efeitos da crise na comparação com mesmo período de 2016.

O principal item cortado foi a alimentação fora de casa, citado por 6 em cada 10 (57%) dos entrevistados. Em seguida vêm a compra de roupas, calçados e assessórios (55%), idas a bares e restaurantes (53%), gastos com lazer e cultura, como cinema e teatro (51%), viagens (51%), idas a salões de beleza (50%) e a compra de itens supérfluos nos supermercados (50%).

Economia do país piorou

Para 76% dos consumidores, a vida financeira pessoal continuou igual ou pior do que no ano passado. Apenas 19% consideram que houve melhora no período avaliado.

A avaliação que os entrevistados fazem do desempenho da economia do país como um todo também vai na mesma direção: para 39% dos entrevistados, as condições da economia brasileira pioraram nos seis primeiros meses deste ano em relação ao ano passado, enquanto para 38%, ela se manteve do mesmo jeito. De modo inverso, apenas 19% acreditam que houve melhora ao longo do período.

Três em cada 10 atribuem piora nas finanças à diminuição da renda ou desemprego; 57% dos brasileiros passaram a fazer bicos em 2017.

Considerando a parcela de brasileiros que avaliam que o estado de suas finanças piorou ao longo do primeiro semestre, as razões relacionadas à crise ganham destaque: 34% atribuem a piora à queda da renda familiar, 32% mencionam o fato de não conseguirem mais poupar como antes e 30% culpam o desemprego. Já entre a minoria que notou alguma melhora na situação financeira pessoal, a razão mais citada é o controle do próprio orçamento, mencionado por 37%.

 

 

Consumidor pode consultar cadastro de celulares bloqueados por furto


A iminência do bloqueio de celulares irregulares pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) - são cerca de 40 milhões de brasileiros poderão ter seus aparelhos bloqueados - exige do consumidor uma dose extra de cuidado na hora da compra e nos casos de roubo, perda ou extravio. Para reduzir as chances de adquirir um celular com IMEI (registro de aparelhos equivalente ao chassi do carro) clonado ou adulterado, o SindiTelebrasil - entidade que reúne as operadoras de telefonia - passou a permitir a consulta direta do consumidor ao Cadastro de Estações Móveis Impedidas (Cemi). Com um clique no site, pode-se consultar o registro e verificar se há bloqueio por extravio, furto ou roubo do aparelho.

 

- Todos os meses, um milhão de novos aparelhos celulares entram no mercado e, parte desse total, tem origem em roubo ou furto. Neste caso, são celulares regulares, que têm seu IMEI adulterado por organizações criminosas, utilizando-se da vulnerabilidade dos aparelhos. Isso quer dizer que, mesmo quem comprou o celular regularmente pode ser bloqueado, pois há aparelhos irregulares com o mesmo IMEI - explica Eduardo Levy, presidente do SindiTelebrasil.

 

Atualmente, em todo o país, há 8,2 milhões de aparelhos bloqueados registrados no CEMI. O cadastro centraliza informações de todas as operadoras, num esforço para impedir o uso de celulares de forma irregular.

 

- No entanto, o desbloqueio criminoso, acaba reduzindo a eficácia do bloqueio feito quando se denúncia roubo, furto ou perda ao CEMI. Para melhorar a eficiência do sistema, seria necessário que os fabricantes investissem em aprimorar os mecanismos de segurança dos aparelhos, de forma que não seja possível fazer a adulteração - ressalta o presidente do SindiTelebrasil.

 

No caso de compra de um celular irregular no comércio formal, que não tem o registro ou que tenha o IMEI clonado, o consumidor tem direito a trocar por outro produto regular ou ter o seu dinheiro de volta, destaca Rafael Zanatta, pesquisador em telecomunicações, do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec):

 

Zanatta destaca também que, no caso de aparelho comprado no mercado oficial que tenha um Imei fraudado, não há que se falar em responsabilidade do consumidor.

 

— Trata-se de um vício do produto, nos termos do Código de Defesa do Consumidor. Por se tratar de bem durável, o prazo para reclamar é de 90 dias. O consumidor tem direito a receber outro celular sem custo ou receber o valor pago reajustado — explicou Zanatta.

Temer conta lorota sobre economia do Brasil na Alemanha

O presidente Michel Temer desembarcou em Hamburgo, na Alemanha, para participar do encontro de cúpula do G20 (o grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo). Antes de entrar no hotel em que está hospedado na cidade alemã, Temer disse a jornalistas, ao ser questionado sobre a posição do Brasil no G20 em meio a intempéries políticas e econômicas, que não há crise econômica no país.

“Você sabe que crise econômica e política [...] crise econômica no Brasil não existe. Vocês têm visto os últimos dados”, afirmou o presidente brasileiro aos repórteres.

urpreendido com a resposta, um jornalista interrompeu Temer e questionou: “Não existe crise econômica, presidente?”

“Não, pode levantar os dados e você verá que nós estamos crescendo empregos, estamos crescendo indústria, estamos crescendo agronegócio. Lá não existe crise econômica”, emendou o peemedebista, encerrando subitamente a entrevista e se dirigindo para a área interna do hotel.

No mês passado, o Ministério do Trabalho anunciou que, em maio, a abertura de vagas formais de emprego superou as demissões em 34,2 mil postos. Foi o segundo mês seguido em que houve criação de postos de trabalho com carteira assinada no país.

No entanto, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatiística (IBGE), o Brasil ainda tem 13,8 milhões de desempregados.

O desemprego ficou em 13,3% no trimestre encerrado em maio, informou no mês passado o IBGE. Os dados foram obtidos por meio da pesquisa Pnad Contínua.

Além disso, embora Temer tenha aprovado no ano passado uma emenda constitucional para limitar os gastos da União, a dívida pública federal, que inclui os endividamentos do governo dentro do Brasil e no exterior, avançou 0,26% em maio, para R$ 3,25 trilhões, apontam dados da Secretaria do Tesouro Nacional.

Para este ano, a expectativa do Tesouro Nacional é de novo aumento na dívida pública. A programação da instituição prevê que ela pode chegar aos R$ 3,65 tilhões no fim de 2017.

Se isso se confirmar, a alta da dívida, neste ano, será de R$ 538 bilhões, aumento 17,28% em relação ao fechamento de 2016.

 

As previsões que o 'vidente' Bill Gates fez há 18 anos


Magnata, filantropo, escritor: não faltam títulos para descrever Bill Gates, um dos homens mais ricos e influentes do mundo. Ainda assim, o fundador da Microsoft garantiu mais um atributo para a coleção: vidente. Isso porque, há 18 anos, quando lançou seu livro intitulado “A empresa na velocidade do pensamento”, Gates fez verdadeiras previsões sobre o atual cenário tecnológico e como a tecnologia transformaria o nosso cotidiano, conforme divulgou o site "Business Insider".

Ao todo, Gates previu 15 tendências que, à época, seriam consideradas ousadas ou até mesmo absurdas, como o advento de redes sociais, de assistentes pessoais que se conectam e sincronizam seus dispositivos de forma inteligente, e a personalização da publicidade, que passaria a se adequar aos gostos de cada um. Se, em 1999, as ideias pareciam motivo de piada, hoje, sabemos que estes softwares não apenas se tornaram realidade, como já foram incorporados ao dia a dia de grande parte da sociedade.

Profetizar as tendências do novo milênio, porém, não foi o suficiente para Gates, que se mostrou inábil na hora de acompanhar as mudanças. Suas previsões de fato viraram realidade — mas para outras empresas. Apesar de seu 'oráculo' particular, a Microsoft não investiu nas áreas antecipadas por Gates, como redes sociais ou publicidade. Em vez disso, nomes como Facebook e Google se consolidaram como gigantes das áreas, enquanto a Microsoft não se distanciou muito de sua origem. Ainda hoje, o foco da empresa permanece bastante próximo de quando surgiu, em 1975: softwares e computadores.

Veja abaixo as principais previsões de Gates que, menos de duas décadas depois, se tornaram realidade:

Sites de comparação de preço

Bill Gates: "Serão desenvolvidos serviços automatizados de comparação de preços, permitindo que as pessoas vejam preços em vários sites, tornando mais fácil encontrar o produto mais barato para todas as indústrias".

No Brasil, um dos sites mais famosos do gênero é o Buscapé, que foi comprado por US$ 342 milhões em 2009, pelo fundo sul-africano Nasper. Recentemente, tem crescido também o número de sites especializados — em preços de passagens, como Decolar.com, ou de hotéis, como o Trivago, que hoje vale mais de US$ 5 bilhões na bolsa de valores americana Nasdaq.

DISPOSITIVOS MÓVEIS E PAGAMENTOS ONLINE

Bill Gates: "As pessoas vão transportar dispositivos pequenos que lhes permitam manter contato constante e fazer negócios eletrônicos de onde quer que estejam. Poderão verificar as notícias, ver os voos que reservaram, obter informações dos mercados financeiros e fazer qualquer outra coisa sobre esses dispositivos. (...) As pessoas vão pagar suas contas e cuidar de suas finanças pela internet".

Quem hoje consegue sair de casa sem o celular? Entre smartphones e smartwatches, a Apple, e sua famosa maçã têm valor de US$ 235 bilhões, e são cotadas como a segunda marca mais valiosa do mundo. Além disso, o internet banking já se tornou uma realidade para aqueles que preferem evitar filas em bancos. na palma de nossas mãos.

 

 

Volkswagen reduz produção do Gol, que será fabricado em Taubaté

Volkswagen anunciou que o Gol passará a ser produzido apenas na unidade de Taubaté, a partir do fim deste mês. A fabricação do modelo era compartilhada desde o lançamento do carro, em 1980, com a unidade de São Bernardo do Campo.

A montadora também afirmou que não vai aumentar a produção do Gol em Taubaté, o que significa que a produção total do hatch diminuirá. Será mantida a média de 460 carros por dia até o final do ano. Assim, também não está prevista a abertura de novas vagas na fábrica.

A capacidade produtiva da unidade é de 1.300 unidades por dia. Atualmente, ela fabrica pouco menos de 1.000 unidades diariamente. Isso significa que, caso seja necessário, é possível aumentar o ritmo de fabricação do Gol.

A decisão é uma das consequências da queda nas vendas do Gol. Além disso, atende à necessidade de abrir espaço na unidade no ABC para as linhas do novo Polo e do sedã Virtus. O primeiro chega ao mercado no último trimestre deste ano e o outro tem lançamento previsto para 2018.

Brasil terá 2 SUVs além do Tiguan

Sem dar detalhes, o presidente montadora no Brasil, David Powels, disse no evento desta terça, no interior de São Paulo, que entre as apostas para alavancar as vendas da montadora no Brasil estão a chegada de novos modelos ao mercado e tomar mais competitiva a participação no mercado de SUVs.

Em março, que a montadora confirmou ao menos 1 lançamento dessa categoria no país, ainda sem data definida. Nesta terça, Powels disse que serão dois SUVs, além do Tiguan AllSpace, que chega no final do ano.

"O Gol continua a ser um modelo muito importante, com papel relevante nas exportações. Com o Polo, aumenta nosso portfólio para o mercado. Ser líder é importante, mas não é o principal. O objetivo é ter um portfólio relevante para o mercado", disse o presidente da empresa.

O Gol é o modelo mais exportado pela Volkswagen. O carro teve 26.170 unidades embarcadas de janeiro a abril deste ano, sendo que no mesmo período de 2016 esse número era de 11.503.

Powels afirmou ainda que a Volkswagen passa por um momento de reorganização das atividades nas fábricas do Brasil. Além das unidades de São Bernardo e Taubaté - que produz também o Up! e o Voyage -, a multinacional tem outra em São José dos Pinhais (PR), para as famílias Fox e Golf, e produz motores em São Carlos (SP).

Gol

O compacto foi líder de vendas no mercado automotivo até 2013. Ele deixou o posto em 2014, após 27 anos. Na época, superado pelo Palio, da Fiat. Atualmente nenhum deles está entre os três mais populares no Brasil.

Eles foram superados por modelos lançados mais recentemente, como Chevrolet Onix, líder em nos dois últimos anos; o Hyundai HB20, que é vice-líder; e Ford Ka, sendo terceiro colocado).

Desde a última alteração, em 2016, quando ganhou visual atualizado e motor 1.0 de 3 cilindros, o Gol ensaiou uma recuperação nas vendas. Ele está entre os 10 mais vendidos do Brasil, mas distante dos primeiros colocados.

Com a reestilização do Up!, no início do ano, o Gol foi “rebaixado” a modelo de entrada da Volks. Além do reposicionamento na gama da montadora, o compacto deve perder importância com a chegada da nova geração do Polo.

 

 

Vendas de veículos registram primeiro semestre de crescimento

 

As vendas de carros (automóveis e comerciais leves) cresceram 4,25% nos seis primeiros meses do ano, segundo dados da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), divulgados. É a primeira vez que o setor registra um semestre de expansão de vendas desde 2013. Para o presidente da entidade, Alarico Assumpção Júnior, juros mais baixos e a redução da taxa de inflação contribuíram para reverter as retrações que se acumulavam nos últimos quatro anos.

"Se nós voltarmos 40 dias atrás, o índice de confiança no consumidor cresceu muito fortemente, a taxa Selic caiu, está em 10,25%, com tendência ainda de queda e a inflação, que saiu de um patamar acima dos 10%, tá abaixo da meta de 4,5%. Isso alavancou, ainda que num patamar baixo, esse crescimento no primeiro semestre".

No mês passado, foram emplacadas 189.229 mil unidades, contra 190.122 em maio. De acordo com a Fenabrave, o segmento de automóveis e comerciais leves deve dar fôlego ao setor em 2017. As projeções da entidade apontam para um avanço de 4,3%. Se considerada as outras categorias (como ônibus, caminhões e motos), a expectativa é de queda, de 1,6%. As vendas de caminhões, por exemplo, recuaram 15,6% nos seis primeiros meses do ano, com 21.461 emplacadas. Também houve recuo (7,25%) nas vendas de ônibus. Juntas, essas categorias apresentaram piora de 13,8% na comercialização de modelos. O índice de aprovação de financiamentos dos bancos ainda se mantém baixo e justifica, pelo menos em parte, os números que permanecem em patamares negativos.

Segundo o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior, a confiança das instituições de crédito ainda não foi retomada com vigor e, mesmo com a redução da taxa Selic, a modalidade segue patinando. "Os bancos têm um critério, por legítima defesa deles, com relação à quem tá fornecendo crédito. E essa dependência (de credito) do nosso setor é muito forte. Eu diria, basicamente, que de cada dez veículos que precisam ser colocados no mercado, você tem uma dependência de 60% ou mais do financiamento. O que ocorre é que nós não temos ainda uma lei de retomada do bem. De cada dez fichas encaminhadas pra vender um veiculo, sete são recusadas", disse Assumpção.

AUTOMÓVEIS USADOS

As vendas de veículos usados, em todas as categorias (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros), caíram 4,82% em junho, na comparação com maio. No entanto, há uma alta expressiva em junho (9,82%), com relação a junho de 2016. Os emplacamentos também cresceram 8,6% no acumulado entre janeiro e junho de 2017, ante o mesmo período de 2016.

As concessionárias (cerca de 7,2 mil no país), de acordo com o presidente da Fenabrave, pararam de fechar as portas, movimento que atormentou o setor ao longo de 2016.

"Nós tivemos estabilização nesse primeiro semestre de 2017, de maneira muito positiva. Poderá ter um caso ou outro, mas não é uma epidemia", concluiu Alarico Assumpção Júnior.

 

Produção de petróleo cresce pela primeira vez no ano



A produção de petróleo no Brasil atingiu 2,653 milhões de barris por dia (bpd) em maio, alta de 4,5% ante abril, no primeiro aumento ante o mês anterior neste ano, com o início da produção de uma nova plataforma no pré-sal da Bacia de Santos, mostraram dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). 
A produção nos primeiros meses do ano havia sido afetada por um grande número de paradas para manutenção da Petrobras, segundo informações da própria petroleira, depois do país registrar em dezembro um recorde de produção.

Em 17 de maio, a Petrobras iniciou a produção de sua plataforma P-66, a sétima em operação no campo de Lula, o maior produtor do país.

Na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve uma alta de 6,7% da produção, impulsionada principalmente pelo desenvolvimento das áreas no pré-sal ao longo do último ano.

A produção de gás natural em maio, por sua vez, somou 105 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d), alta de 2,1 % ante abril e avanço 5% se comparada ao mesmo mês de 2016.

A produção total de petróleo e gás natural no país em maio foi de aproximadamente 3,312 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d).

Do montante total, o pré-sal foi responsável por 47,5%, com a produção de 1,265 milhão bpd e 49 milhões de m³/d de gás natural, totalizando 1,572 milhões de boe/d, alta de 5,1% em relação ao mês anterior.


A Petrobras produziu em maio, segundo os cálculos da ANP, 2,067 milhões de bpd, alta de 4% ante abril.

Além da entrada em operação da nova plataforma, a empresa informou anteriormente que o avanço da produção deveu-se ainda à entrada de um novo poço produtor no campo Marlim Sul, na Bacia de Campos, além do retorno de plataformas após parada para manutenção em Marlim e no campo de Lula.

Já a anglo-holandesa Shell, segunda maior produtora de óleo e gás do Brasil e sócia da Petrobras em áreas do pré-sal, produziu em maio 296,762 mil bpd, alta de 3,9% ante o mês anterior, segundo cálculos da agência reguladora.



 

 

Reajuste de combustível agora pode ser até diário

A Petrobras informou que sua diretoria executiva aprovou a revisão da política de preços de diesel e gasolina que passarão a ter revisões mais frequentes podendo ser até mesmo diárias. A empresa aprovou a revisão da política de preços de diesel e gasolina vendidos em suas refinarias, que passa a valer a partir da próxima segunda-feira, dia 3 de julho, “visando aumentar a frequência de ajustes nos preços”.

A avaliação feita pelo Grupo Executivo de Mercado e Preços (GEMP) — composto pelo Presidente, Diretor Executivo de Refino e Gás Natural e Diretor Executivo Financeiro e de Relacionamento com Investidores — é de que os ajustes que vinham sendo praticados, desde o anúncio da nova política em outubro de 2016, com revisões uma vez por mês “ não têm sido suficientes para acompanhar a volatilidade crescente da taxa de câmbio e das cotações de petróleo e derivados, recomendando uma maior frequência nos ajustes”.

Assim, a decisão agora é realizar ajustes nos preços, a qualquer momento, inclusive diariamente, desde que os reajustes acumulados por produto estejam, na média Brasil, dentro de uma faixa determinada (-7% a +7%), respeitando a margem estabelecida pelo GEMP.

“Além disso, qualquer alteração fora dessa faixa terá que ser autorizada pelo GEMP. A revisão da política aprovada permitirá maior aderência dos preços do mercado doméstico ao mercado internacional no curto prazo e possibilitará a companhia competir de maneira mais ágil e eficiente”.

A Petrobras destaca ainda que “é importante ressaltar que os princípios da política de preços, aprovada em outubro de 2016, permanecem inalterados, levando em consideração o preço de paridade internacional (PPI), margens para remuneração dos riscos inerentes à operação e o nível de participação no mercado. “

 

CMN baixa meta central de inflação para 4,25% em 2019

Conselho Monetário Nacional (CMN) anunciou , após reunião em Brasília, que a meta central de inflação será de 4,25% em 2019 e de 4% em 2020.

A decisão significa a primeira redução na meta central de inflação desde 2005. De lá para cá, a meta, que tem que ser perseguida pelo Banco Central, permaneceu em 4,5% ao ano - índice considerado alto para padrões internacionais. A meta de 4,5% vai vigorar até 2018.

A redução da meta indica, portanto, que o governo vai perseguir uma inflação mais baixa nos próximos anos e cria a expectativa de preços mais estáveis no futuro. Isso tende a trazer benefícios imediatos para os consumidores e as empresas, na formação dos preços e também nas taxas de juros cobradas pelos bancos.

Entretanto, se a inflação não se comportar conforme o previsto, o Banco Central pode ser obrigado a elevar os juros ou deixá-los em um patamar mais alto, para cumprir as metas mais baixas.

Além da meta central, o sistema brasileiro de meta de inflação prevê um intervalo de tolerância, para cima e para baixo, que foi mantido pelo CMN nesta quinta em 1,5 ponto percentual.

Com isso, o Banco Central cumprirá a meta se a inflação oscilar entre 2,75% e 5,75%, em 2019, e entre 2,5% e 5,5%, em 2020.

Nos últimos cinco anos, o IPCA tem ficado bem distante do centro da meta de 4,5% e mais próximo ao teto de 6,5%. Entre 2012 e 2016, a inflação variou de 5,84% a 10,67%.

Definição dos juros básicos

O Conselho Monetário Nacional é formado pelos ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, e do Planejamento, Dyogo Oliveira, além do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn. Eles definem a meta de inflação e quem deve cumpri-la é o BC.

O principal instrumento usado pelo Banco Central para cumprir a meta de inflação é a taxa básica de juros da economia brasileira, a chamada Selic.

Quando a inflação está alta e foge da meta, o BC sobe a Selic para tornar o crédito mais caro e inibir o consumo, o que tende a fazer os preços baixarem. Quando a inflação está em linha com as metas de inflação, o BC pode reduzir os juros.

Apesar de ter efeito benéfico de controlar a inflação, a alta dos juros prejudica a economia do país ao encarecer o consumo.

Nos últimos meses, com a queda da inflação, a Banco Central vem reduzindo a Selic. Na sua mais recente reunião, o Comitê de Política Monetária (Copom), do BC, cortou a taxa em 1 ponto percentual, para 10,25%. Foi o sexto corte seguido.

A redução da Selic é comemorada pelo comércio e pelo setor produtivo pois tende a baratear o crédito e estimular a retomada do consumo num momento em que o pais enfrenta crise econômica e alto desemprego.

 

 PIB vai crescer menos de 0,5% em 2017



 



O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que a estimativa do governo para o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil neste ano deve ser revisada para baixo nas próximas semanas. A piora nas expectativas acontece em meio a incertezas em torno da crise política envolvendo o governo de Michel Temer.
"Será um pouco menor do que 0,5% mas certamente será positivo", disse o ministro. "Estamos avaliando o efeito de tudo isso [crise política] para chegarmos numa conclusão. Mas é importante dizer que existe um certo ajuste, mas não é um ajuste onde haja um impacto relevante", acrescentou.
A previsão anterior era de que a economia cresceria 0,5% neste ano. Essa projeção já era uma redução, visto que a estimativa anterior era de 1%.
Segundo o ministro, o impacto das incertezas da crise política na formação das expectativas também fará o governo revisar a projeção de ritmo de crescimento da economia no final do ano. Antes, a previsão de crescimento do PIB no 4º trimestre na comparação com o ano passado era de 2,7%. Nesta quarta, o ministro disse que agora prevê um ajuste “na margem", mas acima de 2%.
As declarações foram feitas pelo ministro em São Paulo em entrevista coletiva realizada nesta tarde, após encontro com investidores promovido pelo Citibank.
Apesar do impacto da crise política, Meirelles avaliou que a recuperação da economia “está muito forte”, destacando a inflação em queda e a volta da criação de vagas de trabalho formal.
Questionado se algum momento pensou em deixar o governo em razão do agravamento da crise política, Meirelles disse que não, e que a agenda da equipe econômica prossegue normalmente, com total liberdade de trabalho.
“Estamos prosseguindo normalmente o nosso trabalho, a economia está indo bem. O resultado do ponto de vista da atividade econômica está mostrando os resultados. É isso o que importa”, destacou.

 

Tarifa de energia de clientes da Eletropaulo terá alta média de 4,48%

Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou um aumento médio de 4,48% para os consumidores da Eletropaulo, distribuidora que atende a 6,9 milhões de unidades consumidoras na cidade de São Paulo e outros 23 municípios do estado.

A empresa tem faturamento anual de R$ 13,13 bilhões.

Para os consumidores residenciais, atendidos em baixa tensão, a alta média será de 5,37%. Já para os consumidores industriais, atendidos em alta tensão, a alta da tarifa será de 2,37%, também na média.

As novas tarifas podem ser aplicadas a partir do dia 4 de julho.

Veja a lista de cidades atendidas pela Eletropaulo:

Barueri, Cajamar, Carapicuíba, Cotia, Diadema, Embu das Artes, Embu-Guaçu, Itapecerica da Serra, Itapevi, Jandira, Juquitiba, Mauá, Osasco, Pirapora do Bom Jesus, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Santana do Parnaíba, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, São Lourenço da Serra, São Paulo, Taboão da Serra e Vargem Grande Paulista.

 

Vale a pena dar imóvel como garantia em empréstimo?

Muito comum em outros países, a tomada de empréstimos com imóveis como garantia é pouco utilizada no Brasil. Mesmo com taxas de juros mais baixas na comparação com outras linhas de crédito e longos prazos para pagar, o risco de perder a casa ou apartamento ainda inibe muitos consumidores.

Recentemente, os bancos aumentaram o foco nessa modalidade de crédito. O Itaú e o Santander já tinham o produto, mas renovaram sua oferta. A intenção dos bancos é oferecer a hipoteca como uma linha de crédito mais barata do que créditos mais tradicionais, como o cheque especial e até mesmo o consignado.

A vantagem em optar pela alienação de uma casa, apartamento ou terreno como garantia para a tomada de empréstimos são os juros mais baixos e os prazos maiores de pagamento. Um consumidor que já esteja comprometido com o cheque especial, por exemplo, pode trocar sua dívida por outra mais barata. Porém, há o risco de perder o imóvel para o banco caso não consiga pagar as parcelas. A operação é conhecida no mercado como “home equity”, ou simplesmente “hipoteca”.

Flávio Calife, economista da Boa Vista SCPC, diz que a incerteza é um fator de peso na hora de escolher um tipo de linha de crédito. “A principal razão é a resistência do consumidor proprietário de um imóvel. O Brasil é um país com muita incerteza, e há o medo de perder o imóvel”.

Calife também cita o lançamento recente como uma das razões pelas quais a maioria dos consumidores não se sente segura em dar seus imóveis como garantias para empréstimos. “É um tipo de modalidade ainda muito incipiente. É muito recente. Em outros mercados, como o europeu, isso existe há pelo menos uma centena de anos”, diz.

Entre os maiores bancos, a Caixa Econômica Federal, o Branco do Brasil, o Bradesco e o Santander lançaram produtos de crédito com imóvel como garantia em 2008. O Itaú Unibanco, em 2014.

O que oferecem os bancos

Entre os maiores bancos, as taxas mensais de juros para as hipotecas variam de 1,22% a 1,75%, segundo levantamento feito pelo G1 com o Santander, o Itaú Unibanco, a Caixa Econômica Federal, Bradesco e Banco do Brasil. As taxas são menores que as de empréstimo pessoal, por exemplo, que vão de 4,14% a 6,08% nos mesmos bancos, segundo médias divulgadas pelo Banco Central.

No Santander, desde o lançamento da linha de crédito, em 2008, o produto continuou praticamente o mesmo, porém passou um período "esquecido" em meio ao boom das construtoras e a demanda mais baixa. A partir de 2016, houve uma retomada da procura dos clientes por esse tipo de crédito e o banco decidiu “relançar” o produto. O Santander tem as taxas mais baixas na comparação com os concorrentes.

 

Governo estuda usar FGTS para substituir  seguro-desemprego

 


O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, confirmou que o governo estuda reter parte do FGTS dos trabalhadores demitidos sem justa causa para economizar com o pagamento do seguro-desemprego.

— O uso do FGTS para o seguro-desemprego é algo que está em discussão. É um assunto embrionário e está em fase de discussão no Ministério do Planejamento e no Ministério da Fazenda — disse ele, que participa de evento na Câmara Americana de Comércio (Amcham Brasil).

Segundo ele, esse é um dos temas que está sendo discutido entre os técnicos dos ministérios e que ainda não foi levada aos ministros.

— É um tema que está passando por uma avaliação técnica. Quando subir (para o nível dos ministros) vamos analisar se é algo positivo ou negativo, mas essa proposta ainda não chegou a nós com números, com algo objetivo — explicou.

Caso o trabalhador consiga um novo emprego no segundo mês após o desligamento, por exemplo, poderá antecipar o saque do saldo, recebendo a diferença de uma única vez. E também se não conseguir o emprego após o terceiro mês, sacará o total do Fundo. Atualmente, os trabalhadores demitidos sem justa causa têm direito ao saque imediato e integral da conta do FGTS e da multa dos 40% (paga pelos empregadores e que incide sobre o saldo total), além do seguro-desemprego.

Na prática, o governo quer reduzir a despesa com o pagamento do seguro-desemprego — que varia entre três e cinco parcelas, no mínimo de R$ 937 e máximo de R$ 1.643. A quantidade de parcelas e o valor do benefício dependem do tempo de serviço e do salário do trabalhador. Nos bastidores, fontes a par das discussões dizem que a nova regra poderá entrar em vigor imediatamente, via medida provisória.

 

‘Brasileiro gosta da sensação de se dar bem’

 

A sensação de se dar bem ajuda no sucesso que as promoções fazem entre brasileiros, na avaliação de Michel Alcoforado, antropólogo de consumo da Consumoteca, uma consultoria de conhecimento sobre o consumidor brasileiro. Uma pesquisa da Kantar Worldpanel, empresa global especializada em comportamento de consumo, mostrou que 80% dos consumidores brasileiros compraram itens em promoção no primeiro trimestre de 2017.

— A promoção dá a sensação que a pessoa está se dando bem. O brasileiro gosta dessa sensação. É a sensação de comprar algo gastando menos do que isso vale. (...) A sensação de se dar bem não é só porque pagou pouco, mas porque pagou pouco e vai parecer que pagou muito — diz Alcoforado.

Qual é apelo das promoções?

Há dois fatores que influenciam no consumo. O primeiro é que na sociedade brasileira, a percepção e identificação de classe se dá a partir dos produtos que consumimos. Em outros países, a definição de classe é pela renda. Todo o tempo os brasileiros precisam comprar para pertencer a grupos e classes. O segundo fator é que, nessa loucura de comprar produtos todo o tempo, o brasileiro faz uma lista de produtos que quer comprar. A promoção faz furar a fila. Em anos de crise, essa tendência fica mais forte. Hoje, você vai ao shopping e tem promoção o ano todo.

Mas qual é o efeito da promoção?

A promoção dá a sensação que a pessoa está se dando bem. O brasileiro gosta dessa sensação. É a sensação de comprar algo gastando menos do que isso vale. Mesmo que não seja necessário. Nosso modelo de consumo atrela o produto ao dinheiro. Se a pessoa compra um Rolex que vale R$ 30 mil, mas que pagou apenas R$ 15 mil, continua mostrando que pagou R$ 30 mil. Essa é a aparência. A sensação de se dar bem não é só porque pagou pouco, mas porque pagou pouco e vai parecer que pagou muito.

O que é o mecanismo de promoção para o comércio?

O comércio se vale dessa necessidade de comprar para colocar os produtos em promoção e estimular o consumo. Só que precisa ter muito cuidado para não exagerar. A promoção de aniversário do Supermercado Guanabara, por exemplo, só tem aquele movimento todo porque é apenas uma vez no ano. A promoção tem que ter esse caráter único.

A promoção é sempre promoção? É sempre verdadeira?

Não, a promoção não é sempre verdadeira. Existe um risco de a promoção não ser real, nem sempre os descontos são o que parecem. Mas isso é péssimo para a marca. Na hora que o consumidor descobre isso, afeta a relação. E na próxima vez a promoção não vai ter o mesmo apelo.

 

Qual é o perfil do consumidor brasileiro?

 

O interesse do brasileiro por consumo e produtos está entre os maiores do mundo. O interesse por comprar coisas o tempo todo é enorme. É claro que o Brasil é um país desigual, então isso está restrito a uma parcela da população. Os Estados Unidos são muito fortes em consumo, mas esse sentimento de consumo é muito forte aqui também.

 

 

 

Temer afirma que economia brasileira está se recuperando

 

No último dia da agenda oficial da sua viagem de dois dias à capital russa, o presidente Michel Temer reiterou que a economia brasileira está se recuperando. Ao presidente russo, Vladimir Putin, que o recebeu em uma longa reunião no Kremlin, o centro do poder político do país, afirmou que as reformas estão em curso, que já se identifica a retomada do crescimento e que a inflação está em queda, como na Rússia. Embora a política de juros brasileira seja definida pelo Banco Central (BC), o presidente adiantou ao russo que as taxas básicas vão cair a casa de um dígito em "brevíssimo espaço de tempo".
A taxa a Selic deveres mantida nos atuais 10,25% ao ano pelo menos até o dia 25 de julho, quando acontece a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Depois do encontro, o governos brasileiro e russo firmaram acordos para facilitar o comércio bilateral com a troca de informações aduaneiras e comerciais para agilizar e desburocratizar as trocas. Temer afirmou que o comércio cresceu 40% nos primeiros cinco meses deste ano em relação a 2016 e disse que “há espaço para mais”.

— Infelzmente o comércio entre os dois países caiu no no ano passado. Mas já crescendo neste prefiro semestre — disse Putin, que destacou que o Basil é um dos parceiros-chave da Rússia.

Ele também anunciou uma série de projetos russos que devem ser desenvolvidos no Brasil no médio prazo e iniciativas que já estavam em curso, sobretudo na área de petróleo e gás, com a presença no Brasil da Gazprom e da Rosneft, as duas gigantes do setor na Rússia,.

Putin enfatizou que as companhias russas de transportes estão pronta para partiicipar de licitações no Brasil e falou de negociações para projetos de energia atômica e a construção de um depósito para a usina de Angra.


 

 

Tony Ramos rompe contrato com a Friboi

O ator Tony Ramos decidiu romper o contrato de garoto propaganda da Friboi após o escândalo de corrupção envolvendo a JBS. Em entrevista à Radio Gaúcha o ator disse que "foi surpreendido como todo mundo" pela "crise institucional" gerada pela delação dos controladores da JBS e que a manutenção da parceria com a marca se tornou um "incômodo".

"Com essa delação, há uma crise institucional e, ao mesmo tempo, um incômodo da minha parte em continuar prestando meu nome não a um produto – esse eu não me envergonho, não me arrependo e continuarei a dizer como homem de palavra que sou, anunciei aquilo que eu consumia", disse. "Vejo que nessa confusão enorme de informações, eu não emprestaria mais o meu nome... É simples assim, uma equação de primeiro grau", acrescentou.

Na entrevista à radio, Tony Ramos explicou ainda que já não havia mais nenhuma previsão de veiculação de novo comercial para a Friboi, mas que a empresa ainda detinha o direito de uso da sua imagem em peças publicitárias por pouco mais de um ano.

Segundo o ator, as cláusulas contratuais permitiram a rescisão, mas o frigorífico ainda tem um prazo para retirar de circulação as peças publicitárias com a sua imagem. “Estamos nesse momento nas tratativas, agora o cancelamento do licenciamento já foi feito”, disse.

Friboi desaparece da TV aberta

Levantamento da Controle da Concorrência, que monitora o mercado publicitário, mostra que a última inserção de propaganda da Friboi da TV com Tony Ramos foi no dia 20 de março. Segundo a consultoria, após a deflagração da operação Carne Fraca a marca não fez mais nenhum anúncio na TV aberta.

Tony Ramos esclareceu ainda que não mantinha contato direto com a JBS e que seu canal de comunicação com a empresa se dava diretamente com a agência de publicidade responsável pelas campanhas.

Questionado sobre seu sentimento ao saber das denúncias envolvendo a empresa, o ator disse que não faria julgamento. “O meu sentimento é de estupor, de absoluta tristeza e melancolia, que é a pior coisa. Não adianta a ira nesse momento”, disse, acrescentando não se arrepender da parceria dos últimos anos com a Friboi. “Anunciei carne porque é proteína e porque gosto de carne... Não vi problema nenhum em receber para anunciar aquilo que consumo”, completou.

 

 ‘Ironicamente, Temer vai à Rússia vender carne de seu principal algoz’



Se o provérbio “Amigos, amigos ... negócios à parte” se mudasse agora para “Inimigos, inimigos ... negócios à parte”, o presidente Michel Temer seria, hoje, o símbolo máximo dessa situação. Por ironia do destino, Temer é obrigado a defender seu próprio carrasco, o empresário Joesley Batista, para evitar que as exportações brasileiras de carnes continuem a perder espaço no mundo por causa dos efeitos da Operação Carne Fraca da Polícia Federal. Para isso, o presidente enviou ministros e altos funcionários para Ásia, União Europeia e Oriente Médio e,  ele próprio embarcará para a Rússia, onde deverá reforçar, como um dos principais pontos da agenda bilateral, a qualidade do sistema sanitário nacional.

Causador do inferno astral de Temer, após ter apontado o presidente da República, em delação na Justiça, como um dos grandes interessados na compra do silêncio do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha - preso atualmente em Curitiba (PR) no âmbito da Lava Jato - Joesley é um dos donos da JBS. O frigorífico é o maior produtor de proteína animal do mundo. A companhia opera no processamento de carnes bovina, suína, ovina e de frango. Também atua na produção de alimentos. Em relatórios a investidores, a empresa destaca a receita na Rússia, que representa 1% do total.

Em março deste ano, a PF deflagrou uma operação que mostrou um esquema de corrupção envolvendo os maiores frigoríficos do país, incluindo a JBS. Essas empresas são acusadas de adulterar a carne que vendiam nos mercados interno e externo, com o aval de servidores públicos federais. A notícia causou perplexidade e preocupação aos países importadores que, por outro lado, beneficiaram-se com a queda dos preços dessa commodity.

Temer enfrenta, portanto, um paradoxo. Se, internamente, não é interesse do presidente facilitar a vida da JBS em renegociação de dívidas e outras questões junto a bancos públicos e órgãos públicos federais, externamente a ordem é abrir mercado para a carne brasileira. A origem não importa, pois o que pesa é o cumprimento das normais sanitárias internacionais.

— O Brasil é um grande exportador de carne, independentemente de quem seja o exportador. Se o governo não defender a JBS, abrirá espaço para que outro país ocupe o lugar do Brasil - resume o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil, José Augusto de Castro.

Países com chances reais de ocupar o espaço do Brasil a curtíssimo prazo são dois: Estados Unidos e Austrália. Embora os argentinos tenham tradição forte no ramo, não possuem condições para atender à demanda.

No caso dos americanos, a ameaça é ainda mais concreta, diante do momento de reaproximação política entre Washington e Pequim. A China, para compensar o elevado superávit comercial que tem com os EUA, poderá comprar mais carne americana em uma política de boa vizinhança, o que seria ruim para o Brasil.

O presidente da AEB alerta que o mesmo pode ocorrer em relação à Rússia. Moscou, em mais uma tentativa de reaproximação com os EUA, também poderá aumentar suas compras de carne daquele país.

 

 

Brasileiros já pagaram R$ 1 trilhão em impostos em 2017

O valor pago pelos brasileiros em impostos neste ano alcançou R$ 1 trilhão, segundo o “Impostômetro” da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). No ano passado, o mesmo montante foi registrado somente em 5 de julho, o que revela crescimento da arrecadação tributária.

A marca de R$ 1 trilhão equivale ao montante pago em impostos, taxas e contribuições no país desde o primeiro dia do ano. O dinheiro é destinado à União, aos estados e aos municípios.

“Já que nossa economia não está crescendo, essa diferença de 19 dias reflete aumentos e correções feitos em impostos e isenções, além da obtenção de receitas extraordinárias como o Refis. Reflete também a inflação, que, apesar de ter caído, segue em patamar alto”, disse em nota Alencar Burti, presidente da ACSP. Para ele, “no segundo semestre, espera-se elevação arrecadatória em função da melhora da atividade econômica”.

O painel eletrônico que calcula a arrecadação em tempo real está instalado na sede da associação, na Rua Boa Vista, região central da capital paulista.

O total de impostos pagos pelos brasileiros também pode ser acompanhado pela internet, na página do Impostômetro (www.impostometro.com.br). Na ferramenta, criada em parceria com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), é possível acompanhar quanto o país, os estados e os municípios estão arrecadando em impostos e também saber o que dá para os governos fazerem com todo o dinheiro arrecadado.

 

 

TRF1 suspende ação penal que investiga presidente do Bradesco

 


O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), com sede em Brasília, decidiu suspender uma ação penal aberta pela Justiça do Distrito Federal para investigar o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi. O executivo era réu em um dos processos da Operação Zelotes, que investiga suspeitas de corrupção no Conselho de Administração de Recursos Fiscais (Carf), o tribunal administrativo da Receita Federal.
A decisão foi tomada por unanimidade. Os desembargadores da quarta turma do TRF1 consideraram não haver provas suficientes que indicassem a participação de Trabuco no esquema de corrupção.

O presidente do Bradesco foi transformado em réu, em julho do ano passado, pela Justiça do Distrito Federal, junto com outras nove pessoas. O processo investiga um grupo de advogados e consultores tributários e auditores da Receita, por suspeitas de oferecer ao banco soluções em processos que tramitavam no Carf. Os demais investigados continuam réus no processo.

Ao apresentar a denúncia contra Trabuco, os procuradores da Zelotes afirmaram que o presidente do banco tinha “conhecimento e anuência direta” para que as negociações envolvendo o Carf avançassem.

O Bradesco é investigado na Zelotes por ter contratado o grupo que, segundo as investigações, pagava propina em troca de decisões favoráveis no Carf.

 

Vendas do varejo têm o melhor abril

As vendas do comércio varejista brasileiro avançaram 1,0% em abril frente ao mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) . Foi o melhor resultado para o mês desde 2006, quando o índice avançou 1,1%. Em abril de 2008, o indicador também subiu 1%.

Em março, as vendas tiveram o pior resultado para o mês em 14 anos.

“Esse resultado de 1% faz com que o patamar das vendas permaneça estável e fique quase 10% abaixo do pico histórico do comércio, que foi em novembro de 2014”, destacou a gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE, Isabella Nunes.

“A redução da inflação e os recursos liberados do FGTS [das contas inativas] tem impacto em atividades que são básicas. Embora parte destes recursos sejam usados para pagar dívidas, eles impactam o comércio”, diz a pesquisadora.

Já a receita nominal do varejo subiu 1,3%. Segundo o IBGE, o resultado no volume de vendas compensou parte da queda de 1,6% acumulada nos dois meses anteriores. Com isso, a variação da média móvel trimestral ficou praticamente estável (-0,2%), tanto para o volume quanto para a receita nominal de vendas.

1ª alta em 24 meses

Em relação a abril de 2016, o varejo cresceu 1,9%. Foi o primeiro resultado positivo em 24 meses, interrompendo uma sequência de quedas que teve início em abril de 2015.

Nesta mesma base de comparação, o índice acumula uma queda de 1,6% nos quatro primeiros meses do ano, em termos de volume de vendas. O indicador acumulado nos últimos doze meses recuou 4,6%, a menor taxa desde janeiro de 2016, quando caiu 5,3%.Na comparação anual, o resultado de 1,9% tem influência direta da páscoa, segundo a pesquisadora. “Esse efeito páscoa não atinge todo o comércio de modo geral. Mas, os supermercados sempre têm influência positiva”, disse. Isabella enfatizou que, no ano passado, a páscoa foi comemorada em março.

“Em termos conjunturais, é uma situação melhor que em 2016 em relação ao ritmo de quedas. Mas, é importante a gente ponderar que o resultado de abril tem uma particularidade, que é a influência da páscoa e a base de comparação muito depreciada”, avaliou Isabella. A pesquisadora destacou, no entanto, que tirando o efeito sazonal da páscoa, ainda assim o resultado na comparação interanual seria positivo de 0,2%.

 

 

CVM nega acordo a Graça Foster e Gabrielli

Comissão de Valores Mobiliários (CVM) vai julgar no dia 11 de julho um processo que apura irregularidades em oferta de ações da Petrobras realizada em 2010. Além da própria Petrobras e do banco Bradesco BBI, organizador da oferta, também são acusados no processo quatro executivos das duas empresas. Entre os nomes estão os ex-presidentes da estatal Maria das Graças Foster e José Sérgio Gabrielli.

Os outros dois acusados são Almir Barbassa, ex-diretor financeiro da Petrobras, e Bruno Boetger, diretor do Bradesco.

O processo apura eventuais falhas na divulgação de informações no prospecto da oferta, documento que estabelece as regras durante as emissões de ação. O texto informava que os acionistas que comprassem as ações preferenciais oferecidas não teriam direito a voto em assembleias da empresa, com uma exceção: se ficasse três anos seguidos sem pagar dividendos aos donos de ações preferenciais.

A empresa teve prejuízos consecutivos e deixou de pagar dividendos. No entanto, quando foi cobrada pelos acionistas sobre o direito a voto, apresentou um entendimento diferente, de que os donos de ações preferenciais não têm nunca direito a participar das assembleias. A questão se tornou alvo de processo na CVM.

Acordo negado

Os acusados chegaram a propor um acordo para encerrar o processo, mas ele foi recusado. Ao todo, eles ofereceram o pagamento de R$ 1,62 milhão em multa em um termo de compromisso.

 

Caixa nega retaliação ao grupo JBS



A Caixa Econômica Federal negou, em nota divulgada, que esteja tomando medidas em represália ao grupo J&F. Segundo a Caixa, não são verdadeiras as notícias divulgadas pela imprensa que o banco está sendo usado pelo governo para retaliar a JBS por conta das delações dos donos da empresa. No texto, a Caixa alega que suas decisões são técnicas.

Segundo a assessoria de imprensa do Ministério Público Federal, os representantes da JBS se queixaram que a Caixa decidiu cobrar antecipadamente uma dívida, prevista para vencer em 2018.

"A versão de que o Governo estaria usando a CAIXA para retaliar o Grupo J&F também não é verdadeira e tumultua o ambiente negocial, prejudicando a todos e gerando dúvidas no mercado", diz o texto.

Envolvido em escândalos, o grupo está procurando os bancos para renegociar e alongar suas dívidas. Nos bastidores, o governo determinou aos órgãos fiscalizadores que apertem o certo à holding.

Na nota, a Caixa informa que não houve antecipação da cobrança da dívida com a Flora, empresa do grupo, dona das marcas Minuano e Neutrox. Segundo o banco, o contrato previa o encerramento do contrato:

“Nas negociações com o Grupo J&F, as análises e posicionamentos no âmbito da CAIXA situam-se exclusivamente na esfera técnica e buscam preservar, sempre e apenas, o interesse da instituição. No caso envolvendo a empresa Flora, não houve antecipação de vencimento de dívida, mas sim o vencimento normal da obrigação, conforme previsão contratual".

Petrobras cancela fornecimento de gás com empresa da J&F

A Petrobras informou que cancelou antecipadamente um contrato de fornecimento de gás natural com a empresa Âmbar, do grupo J&F, para a UTE Mário Covas (UTE Cuiabá). O motivo foi a violação de cláusula contratual que trata da lei anticorrupção, diz a estatal em comunicado ao mercado.

Segundo a Petrobras, o contrato celebrado em 13 de abril contêm uma afirmação da Âmbar de que não houve pagamento ou oferecimento de qualquer vantagem indevida a qualquer autoridade pública. "Entretanto, a Petrobras tomou conhecimento das gravações de delações premiadas de executivos do grupo J&F, de que cometeram atos que violam a legislação anticorrupção vigente", informa a estatal.

A Âmbar Energia confirmou que recebeu a notificação da Petrobras e disse que "avalia o conteúdo do comunicado para decidir os próximos passos".

Pedido de indenização

A Petrobras também informou que vai pedir uma indenização pelo descumprimento das cláusulas contratuais da ordem de R$ 70 milhões, considerando-se o prazo contratual que falta entre a data efetiva da extinção do contrato, que ocorre 10 dias após a notificação, e o seu término original, que seria em 31 de dezembro deste ano.

"Cabe esclarecer que durante as negociações contratuais, a Petrobras não aceitou a demanda feita pela Âmbar de pautar o preço contratual de acordo com os preços de importação do gás da Bolívia, por estar abaixo das condições estabelecidas na política de preços em vigor na companhia", informou a Petrobras.

Desta maneira, acrescentou a petroleira, "as condições de preço acordadas foram baseadas em critérios de mercado e que espelham contratos assinados pela Petrobras com outros clientes". No contrato que está sendo rescindido, o preço vigente é de US$ 6,07/MMBtu, enquanto o valor das importações bolivianas é de US$ 4,29/MMBtu.

O que diz a Ambar

Veja o comunicado da Âmbar, empresa de energia da J&F, na íntegra:

"A Âmbar Energia confirma ter recebido notificação da Petrobras a respeito da ruptura do contrato de fornecimento de gás para a UTE Cuiabá. A companhia avalia o conteúdo do comunicado para decidir os próximos passos.

A empresa esclarece que não é nem nunca foi alvo de investigações de atos de corrupção. Todos os fatos relatados na colaboração com a Justiça por executivos da J&F se dão no âmbito da holding, e não da Âmbar.

A Âmbar ressalta ainda que, no acordo de leniência assinado pela J&F com o Ministério Público Federal, todas as controladas da holding estão autorizadas a celebrar contratos com instituições e empresas públicas."

 

Brasileiros cortam refeições fora de casa

Com menos dinheiro no bolso por conta da crise, o brasileiro está cortando o número de refeições feitas fora de casa. É o que mostra uma pesquisa da consultoria GS&MD.

Segundo o levantamento, de janeiro a março deste ano, 3,5 bilhões de refeições foram feitas em restaurantes e lanchonetes no país – 100 milhões a menos que no primeiro trimestre de 2016.

“O emprego e a renda têm impacto importante nessa redução de tráfego, o consumidor está adotando um comportamento mais racional”, avalia Eduardo Yamashita, diretor de inteligência de Mercado da GS&MD, responsável pelo estudo.

O número de trabalhadores desempregados chegou a 14,2 milhões nos três primeiros meses do ano, um índice de 13,7%, segundo o IBGE.

Por outro lado, o valor médio que cada consumidor gastou com alimentação na rua cresceu de R$ 12,60 para R$ 13,80 do primeiro trimestre de 2016 para o deste ano, o que fez com que o faturamento do setor saltasse de R$ 45,4 bilhões para R$ 48,4 bilhões na mesma comparação.

“Mas 80% desse aumento é decorrente de pressão inflacionária, o restante é o restaurante conseguindo acertar mais nas promoções para o cliente”, pondera Yamashita.

Refeições principais e promoções

As maiores quedas foram registradas exatamente nas principais refeições que o brasileiro faz fora de casa: o almoço e o lanche da tarde.

Além de priorizar as refeições principais, os consumidor está procurando agregar mais benefícios a cada refeição que faz fora de casa.

De todas as refeições feitas pelos entrevistados no ano móvel que se encerrou em março de 2016, 34% estavam dentro de promoções de restaurantes, os chamados “combos” que oferecem desconto para quem compra refeição e suco, por exemplo. No mesmo período do ano anterior, essa parcela era de 32%.

 

 

Decisão do STF posterga processo da Samarco

Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu uma decisão judicial que obrigava o município de Santa Bárbara (MG) a se posicionar sobre a atuação da mineradora Samarco na região, o que seria um passo importante para a empresa dar entrada no processo de licenciamento e reiniciar suas atividades de mineração.

Para reiniciar a produção, interrompida desde o colapso de uma de suas barragens de rejeitos de mineração em Mariana, em novembro de 2015, a Samarco precisa voltar a captar água no município.

A Samarco precisa apenas de uma declaração de conformidade de Santa Bárbara para dar entrada em processo de licenciamento operacional corretivo das estruturas existentes no complexo de Germano, junto ao órgão ambiental estadual (Semad).

Um dos cinco municípios diretamente afetados pelas atividades da Samarco, Santa Bárbara foi o único que não entregou a declaração de conformidade à mineradora.

O rompimento da barragem deixou 19 mortos, centenas de desabrigados e poluiu o rio Doce, que deságua no mar do Espírito Santo. O evento foi considerado como o maior desastre ambiental do país.

Em entrevista à Reuters em maio, o presidente da Samarco, Roberto Carvalho, citou a demora para obter o aval de Santa Bárbara como um dos obstáculos que coloca em risco a intenção de a empresa de retomar a produção ainda neste ano.

A retomada da Samarco, uma joint venture da Vale com a anglo-australiana BHP Billiton , , é importante para que a empresa possa arcar com reparações cobradas após o incidente, que devem atingir valores bilionários.

Santa Bárbara condicionou a entrega do documento a contrapartidas ambientais, mas uma decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, no mês passado, determinou que apenas a legislação de uso e ocupação do solo deveria ser levada em conta e deu 10 dias para o município apresentar seu parecer.

Na nova decisão, assinada pela ministra Cármen Lúcia e publicada na noite de segunda-feira, o STF afirmou que tem-se por certo que a expedição de declaração de conformidade sem a devida análise pode expor toda a coletividade do município a uma situação de risco.

A licença operacional corretiva das estruturas existentes no complexo de Germano, em Mariana --um dos dois licenciamentos necessários para que a Samarco volte a operar-- foi exigida pelo órgão ambiental estadual (Semad) após a suspensão de todas as licenças da Samarco, em outubro de 2016.

O outro licenciamento diz respeito à deposição de rejeitos de mineração, cujo processo segue normalmente os trâmites dentro do órgão ambiental, que avalia a utilização de uma cava exaurida.

 

Petrobras pede certificação para aderir a programa de governança

 

A Petrobras  protocolou na Bolsa de Valores de São Paulo (B3, antiga Bovespa) um pedido de certificação para aderir ao Programa Destaque em Governança das Estatais. O anúncio foi feito pelo presidente da empresa, Pedro Parente, em evento com investidores e comunicado ao mercado por meio da CVM (comissão de Valores Mobiliários).

O objetivo, segundo Parente, é fortalecer a governança da empresa e protegê-la de práticas que possam colocar em dúvida sua integridade. O programa para estatais foi criado no ano passado pela bolsa para melhorar a imagem das empresas e prevê regras mais rígidas de divulgação de informações e na escolha de gestores. A adesão é voluntária.

Para obter a certificação, a empresa deve atender às medidas de governança exigidas pelo programa. Entre eles, há diretrizes sobre a composição do Conselho de Administração, Diretoria e do Conselho Fiscal, como a diversidade de experiências e qualificações e o mínimo de 30% de membros independentes no Conselho de Administração.

A empresa também deve adotar mecanismos internos para evitar atuações de administradores em benefício de políticas públicas além do interesse público previsto em sua criação e objeto social. O programa também exige o aprimoramento de informações divulgadas e compromisso do Controlador Público (no caso, o governo federal) com as práticas de governança.

Em coletiva de imprensa após a apresentação nesta segunda, Parente disse a jornalistas que a empresa está trabalhando há vários meses para solicitar a certificação no programa de governança da B3, e que espera bons resultados da medida - que ainda depende de aprovação. “Toda vez que ocorre uma melhoria de governança atestada por um selo, nós esperamos benefícios não apenas de imagem, mas também benefícios de custos em captações.”

1ª estatal a fazer pedido

O pedido de certificação foi protocolado na sexta-feira (2). Segundo Parente, a Petrobras é a primeira estatal a fazer o pedido. “A Petrobras completou todos os passos, foi um processo, mudamos de estatuto, tivemos discussões com o nosso acionista controlador”, disse. “Tem uma análise por parte da B3. Mas o trabalho está bem feito, achamos que seremos aceitos como integrantes desse programa de governança”.

Parente destacou as medidas que a Petrobras vem adotando para melhorar sua governança, em meio ao escândalo de corrupção envolvendo a empresa e investigado pela Operação Lava Jato.

“O que nós procuramos fazer é demonstrar que o funcionamento dessa governança é o melhor para o interesse da empresa, e criar uma pressão para que as coisas que aconteceram no passado não aconteçam no futuro”

 

Preço dos imóveis tem a maior queda mensal em 5 anos

O preço anunciado do metro quadrado para venda dos imóveis residenciais em 20 cidades brasileiras caiu 0,16% em maio, segundo o Índice FipeZap, divulgado. Foi o maior recuo mensal desde o início da série história do indicador, há cinco anos, em junho de 2012. Em abril, o valor dos imóveis ficou estável pelo segundo mês seguido.

No acumulado do ano, o preço dos imóveis tem leve recuo de 0,08%. Contudo, nos últimos 12 meses o valor sobe 0,46%, frente à inflação oficial acumulada de 3,75% no período, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). Em maio, o valor médio do metro quadrado nas cidades monitoradas foi de R$ 7.682.

Valores por cidades

Rio de Janeiro se manteve como a cidade com os imóveis mais caros do país, a R$ 10.132 por metro quadrado, seguida por São Paulo, a R$ 8.683, e Distrito Federal, a R$ 8.435. Já as cidades com o valor médio por metro quadrado mais baixo foram Contagem (R$ 3.519), Goiânia (R$ 4.121) e Vila Velha (R$ 4.644), segundo o FipeZap.

Das 20 cidades pesquisadas, 13 apresentaram recuo nominal nos preços de venda entre abril e maio, com destaque para Recife (-0,64%), Rio de Janeiro (-0,48%), São Caetano (-0,37%), Belo Horizonte (-0,36%) e Vitória (-0,35%).

Já entre as cidades que registraram aumento nominal de preço, estão Santos (+0,44%), Goiânia (+0,35%), Vila Velha (+0,27%), Fortaleza (+0,16%) e Florianópolis (+0,14%). Vale ressaltar que em nenhuma das cidades monitoradas a variação do preço superou a inflação esperada.

 

Economia volta a crescer após 2 anos, puxada pela agropecuária


 

Após dois anos, a economia brasileira voltou a ficar no azul. Segundo dados divulgados pelo IBGE, o Produto Interno Bruto (PIB) registrou alta de 1% no primeiro trimestre, na comparação com os últimos três meses do ano passado, influenciado principalmente pelo bom desempenho da agropecuária. É o primeiro resultado positivo nesse tipo de comparação desde o quarto trimestre de 2014, quando houve alta discreta de 0,2%. Na comparação com primeiro trimestre de 2016, o PIB caiu 0,4%. Se ano acabasse hoje, economia brasileira teria queda de 2,3%.

O resultado veio em linha com o que esperavam analistas consultados pela Bloomberg, com projeção de alta de 1%, na comparação com o quarto trimestre. As expectativas, no entanto, variavam de taxas de 0,5% a 1,5%. Em valores correntes, o PIB no primeiro trimestre de março de 2017 totalizou R$ 1,6 trilhão.

O grande impulso para o desempenho da economia no primeiro trimestre foi a agropecuária, com safra recorde de soja, que cresceu a dois dígitos: 13,4%. Pela ótica da demanda, além do setor, contribuíram para a alta de 1% do PIB a alta de 0,9% da indústria e a estabilização dos serviços (0%).

No entanto, ainda não é possível afirmar que a recessão acabou. Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, destaca que o crescimento de 1% da economia frente ao quarto trimestre ainda foi insuficiente para fazer o PIB sair do patamar de 2010.

- É um crescimento, claro, mas é em cima de uma base bastante deprimida. Se a gente for olhar, a gente está mais ou menos no mesmo patamar de PIB que a gente tinha lá no fim de 2010. Deu uma recuperada em relação ao trimestre anterior, mas a gente voltou ao patamar para o fim de 2010. Nos outros trimestres, estávamos mais para o patamar do início de 2010, e agora passamos a ficar mais próximos do fim de 2010 - afirma Rebeca.

Rebeca explica que a alta de 1% do primeiro trimestre foi influenciada pelos resultados positivos da agropecuária, mas também pela indústria extrativa mineral, que cresceu 1,7%, devido ao fim do efeito desastre da Samarco em Mariana (ocorrido em novembro de 2015), e da melhora dos preços internacionais do petróleo e minério de ferro no primeiro trimestre do ano.
 

 

Brasil  o país mais corrupto do mundo, um verdadeiro Titanic

Brasil está próximo da lanterna da competitividade global, aponta um relatório divulgado pelo instituto de pós-educação suíço IMD em parceria com a Fundação Dom Cabral.

Segundo o levantamento anual, apenas Venezuela e Mongólia estão em situação pior do que o Brasil. O país está na 61ª posição dentre as 63 economias avaliadas. De acordo com o diretor do estudo, o professor Arturo Bris, a má performance se deve à crise política no país.

No topo do ranking estão Hong Kong e Suíça, já haviam garantido o primeiro e segundo lugar na edição passada, seguidos por Cingapura e Estados Unidos, respectivamente, que trocaram de posição em relação à análise anterior.

Em 2016 o Brasil figurava na 57ª posição, mas caiu quatro pontos porque seus indicadores políticos e econômicos pioraram.

O ranking, que é publicado desde 1989, avalia o perfil dos países com base em quatro pilares: performance econômica, eficiência de governo, eficiência empresarial e infraestrutura.

Por meio de uma estimativa baseada em estatísticas compiladas sobre essas categorias, um país é comparado com o outro. Os dados utilizados para a edição atual são referentes ao período de janeiro a abril deste ano.

Na performance econômica, o Brasil recuou de 55 para 59, na eficiência do governo piorou de 61 para 62, na eficiência empresarial foi de 51 para 49 e na infra-estrutura, caiu de 46 para 51.

 

A intenção do estudo é servir de referência para a criação de políticas públicas que gerem prosperidade para os indivíduos do país. No caso do Brasil, o país está falhando porque a crise de desgoverno não estão levando em consideração o interesse da sociedade, explica Bris.

"O Brasil é o caso clássico em que o setor público é um obstáculo à competitividade do país", avaliou Bris em entrevista à BBC Brasil.

 

 

 

Eletrobras ganha prazo até o fim de 2026 para quitar dívida bilionária

 

A Eletrobras ganhou prazo até o final de 2026 para devolver mais de R$ 1,4 bilhão a um fundo do setor elétrico. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu flexibilizar o pagamento da dívida decorrente do uso indevido do fundo, após a empresa estatal recorrer de uma decisão anterior da agência, que havia exigido a devolução dos recursos em até três meses.

A decisão da Aneel representa um alívio para o caixa da Eletrobras, que passa por um processo de reestruturação que inclui a venda de ativos, com o objetivo de voltar a gerar lucros. Apesar de decidir alongar o pagamento da dívida, a diretoria da agência reguladora determinou que outros R$ 506 milhões deverão ser devolvidos pela Eletrobras em até 30 dias após a empresa receber pelas vendas de suas distribuidoras de energia no Norte e Nordeste — essas distribuidoras integram o pacote de desinvestimentos da estatal e têm leilão previsto para este ano.

A estatal deve, ao todo, mais de R$ 2 bilhões ao fundo setorial Reserva Geral de Reversão (RGR). A Aneel entendeu que houve “apropriação indevida de receitas decorrentes de amortização de financiamento dos agentes do setor” e a estatal foi condenada a devolver o dinheiro.

Após a Aneel determinar o pagamento do montante de uma só vez, a Eletrobras recorreu, alegando que o Congresso Nacional aprovou uma lei que autoriza a estatal não quitar imediatamente os valores e dá descontos e prazos mais amplos para o pagamento dessas dívidas.

As novas condições do pagamento dos débitos preveem um parcelamento até 2026, com início em julho deste ano.

Os valores a serem devolvidos pela Eletrobras ainda passarão por correção monetária, tanto no caso do parcelamento até 2026 quanto nos recursos a serem devolvidos após privatização das distribuidoras. O valor final dos pagamentos deverá ser calculado pela Eletrobras e apresentado à Aneel em 15 dias.

A RGR foi criada para ser uma reserva destinada a indenizar investimentos não amortizados em fins de concessões do setor elétrico. Essa conta, no entanto, passou a ser usada para diversos outros fins. Neste ano, a gestão de fundos setoriais como a RGR passou a ser responsabilidade da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).



 

 

Rio e São Paulo vendem  tênis mais caro do mundo



Rio e São Paulo estão na linha de um frente de um ranking nada invejável: dos tênis mais caros do mundo. Um levantamento do Deustche Bank que pesquisa o custo de um par de tênis esportivos — de marcas como Nike, Adidas ou outras equivalentes — coloca a capital fluminense em oitavo lugar, de US$ 109,90. O preço corresponde a cerca de R$ 360, pela cotação de R$ 3,26 desta segunda-feira. A capital paulista ainda está na frente na lista, em quinto lugar, com o preço de um tênis por US$ 113,60, ou R$ 370.

Copenhague, a capital da Dinamarca, é a líder do ranking, com um par de tênis por US$ 131,30. Embora alto, o valor chegou a ser maior em 2014 (US$ 145,30). Zurique, conhecida por seu setor financeiro, vem em segundo lugar, com preço de US$ 127,60. Oslo, na Noruega, também se destaca em terceiro lugar, a US$ 122,80. Helsinque, na Finlândia, é a quarta cidade mais cara para se comprar tênis esportivos. O valor é de US$ 118,20 o par.

Carga tributária e legislação trabalhista são apontados por especialistas como alguns dos principais custos que pesam para a indústria, que acaba repassando esses gastos para o consumidor.

ão Paulo aparece em quinto lugar no ranking, seguida por Amsterdã. Na capital da Holanda, um par de tênis de esportes sai por US$ 113,10, valor um pouco acima dos US$ 112,90 de Melbourne, na Austrália, que vem na sétima posição. O Rio fica logo depois, com o tênis a US$ 109,90. A lista dos dez tênis mais caros do mundo têm ainda Estocolmo, na Suécia — por US$ 109,80 — e Paris (US$ 107,90).

No fim da lista — que reúne 47 cidades —, estão três representantes da Índia. Nova Déli, Bangalore e Bombaim, com preços de US$ 64,80, US$ 63 e US$ 57,30, respectivamente.

 

Contas do setor público registram superávit de R$ 12,9 bilhões



As contas públicas voltaram a ficar no azul em abril. O país economizou R$ 12,9 bilhões para pagar juros da dívida pública. O que poderia ser um bom sinal de retomada de estabilidade já é visto como incerteza pelos analistas por causa da crise política, agravada na última semana e que causa instabilidade no presidente Michel Temer no cargo. As dúvidas em relação à aprovação da reforma da previdência corroem as expectativas de melhora na área fiscal, principal fonte das turbulências econômicas dos últimos anos.

— Os desenvolvimentos recentes aumentaram a incerteza política e política que poderia minar a trajetória fiscal e de dívida de médio prazo. Nesse contexto, o projeto de lei de reforma fiscal do Congresso - previdência social - poderia, na melhor das hipóteses, ver sua aprovação adiada e seu conteúdo possivelmente mais erodido e, na pior das hipóteses, poderia ser arquivado definitivamente — afirmou o economista-chefe para a América Latina do Goldman Sachs, Alberto Ramos.

Com redução de despesa, o país dá os primeiros passos na recuperação. Quase a totalidade do chamado superávit primário do setor público (União, estados, municípios e empresas estatais) foi feita pelo governo federal. Em março, houve déficit de R$ 11 bilhões, segundo o Banco Central.

Somente o governo federal poupou R$ 23,7 bilhões. Esse esforço fiscal compensou os R$ 11,5 bilhões de rombo na previdência social. Alvo de uma tentativa de reforma, as aposentadorias continuam a ser a principal responsável pelo desequilíbrio do país. Nos quatro primeiros meses do ano, a previdência acumula um déficit de R$ 52 bilhões: 33% a mais que no mesmo período do ano passado.

Mesmo com essa pressão da previdência, o governo conseguiu - com corte de despesas - ficar no azul. De janeiro a abril, o superávit primário acumulado é de R$15,1 bilhões: 242% maior que a economia feita no primeiro quadrimestre de 2016.

O problema é que os gastos do governo sempre aumentam no fim do ano. O pagamento do 13o salário é um exemplo. Nos últimos 12 meses, o Brasil amarga um déficit primário de R$ 145,1 bilhões (2,29% do Produto Interno Bruno, PIB). Isso é 0,05 ponto percentual do PIB inferior ao déficit registrado nos 12 meses até março, ou seja, ficou praticamente estável.

Esse desempenho de estabilidade mostra o controle que está sendo feito nas despesas — frisou o chefe-adjunto do departamento econômico do BC, Fernando Rocha, que completou:

— Isso apresenta a necessidade de contar com essa gestão fiscal para alcançar a meta do ano.

 

ABC paulista ganha centro cardiológico de nível internacional

  

O Hospital e Maternidade Brasil, unidade referência em alta complexidade da Rede D’Or São Luiz no ABC paulista, inaugurou o novo Centro Cardiológico, que une tecnologia de ponta, humanização e assistência personalizada para prevenção, diagnóstico, tratamento de todas as doenças do coração e corpo clínico altamente especializado em cardiologia.

 O novo espaço inclui ainda serviço de check-up com local exclusivo para realização de exames laboratoriais, de imagem e esforço, além de atendimento a urgências e emergências 24h por dia, com unidades de internação específicas e com todos os procedimentos para tratamento de doenças cardíacas.

 Para o Dr. João Luiz de Miranda Rocha, diretor médico do Hospital e Maternidade Brasil, a importância do novo Centro Cardiológico se dá pela estrutura completa e de qualidade, com equipe especializada focada no acolhimento e humanização. “Conseguir realizar todos os atendimentos em um mesmo local nos coloca no mesmo patamar de outros grandes centros cardiológicos”.

 O Hospital e Maternidade Brasil já conta com atendimento cardiológico diferenciado, pois ainda no pronto-socorro a primeira consulta médica pode ser realizada por um cardiologista, caso o paciente aponte algum sintoma.

 O Dr. Vinicius Borges Cardozo Esteves, coordenador médico do Hospital e Maternidade Brasil e o Dr. Cleber Mazaro , explicam que o atendimento ágil e especializado faz toda a diferença na recuperação do paciente ao final do tratamento, podendo reduzir os riscos de complicações e mortalidade. “Agora, com a estrutura de ponta e exclusiva para a região, os pacientes não precisam sair do ABC paulista para estes atendimentos de alta complexidade”.

O diretor administrativo  Dr. Mauricio Sergio Uhle em entrevista ao Jornal do ABC Paulista , disse que o investimento para conclusão do complexo cardiológico foi da ordem de 5 milhões de reais .

O  ABC paulista hoje oferece aos munícipes da região o maior e mais completo centro cardiológico de nível internacional aqui no Hospital e Maternidade Brasil .

 

Petrobras e CSN lideram lista dos maiores devedores

No ano passado, a dívida ativa estadual alcançou R$ 77 bilhões. São mais de 230 mil devedores. Os 20 maiores, liderados por Petrobras e CSN, concentram 30% dos débitos, com R$ 22,6 bilhões. Boa parte dos grandes devedores, porém, está em situação irregular ou praticamente quebrado, dificultando a recuperação dos valores devidos. A Procuradoria Geral do Estado estima que apenas metade daquele montante tem chance de ser recuperada.

Segundo Marcus Vinícius Barbosa, procurador do estado responsável pela dívida ativa, a crise econômica por que passa o país e o modelo de cobrança brasileiro, que abre espaço para infindáveis contestações judiciais dos débitos, são responsáveis pelo aumento recente da dívida ativa. Em 2015, ela estava em R$ 59 bilhões.

— Entre os grandes devedores, temos três situações. Empresas que fecham sem pagar suas dívidas, como Mesbla e Varig, empresas envolvidas em esquemas de sonegação fiscal e aquelas que têm bons advogados e protelam o pagamento — afirma Barbosa.

A Petrobras lidera a lista de devedores, com R$ 7,5 bilhões em dívida. A CSN vem em seguida, com R$ 1,6 bilhão. As duas questionam os valores ma Justiça. Segundo a estatal, a empresa “garantiu em juízo todos os valores devidos, mediante uso de depósitos, fianças, seguros ou outras modalidades de garantia, visando continuar discutindo a pertinência da cobrança”. Ja a siderúrgica de Volra Redonda lembra que, desde janeiro do ano passado, já recolheu aos cofres públicos mais de R$ 600 milhões apenas de ICMS.

No varejo, há redes de supermercados como Paes Mendonça e Carrefour. A primeira encerrou as atividades. O Grupo Pão de Açúcar arrenda 10 lojas do grupo no Rio, mas esclareceu que não herdou o passivo fiscal da companhia. Já o Carrefour disse que “cumpre respeitosamente suas obrigações junto ao Estado do Rio de Janeiro e que possui discussões administrativas e judiciais devidamente fundamentadas”.

Há ainda empresas da área de comunicações, como a Star One (braço da Embratel para a área de satélites), a Nextel e os Correios. A Star One não quis fazer comentários. A Nextel questiona a dívida judicialmente e os Correios, por ser protegido por imunidade tributária, não reconhece os valores devidos. A Light, que aparece na lista com R$ 531 milhões, também discute a questão na Justiça e frisa que está adimplente.

 

Carrefour pede autorização para vender ações no Brasil

Carrefour informou que enviou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) um prospecto preliminar para listar ações de sua subsidiária brasileira, chamada Atacadão S.A., no Novo Mercado da B3 (antiga BM&FBovespa).

O documento foi entregue. A CVM confirma o recebimento do protocolo, que está sob análise da área técnica.

O prospecto contém um histórico financeiro do Carrefour Brasil. De acordo com um resumo desses dados divulgados a investidores estrangeiros, a varejista teve lucro líquido de R$ 199 milhões no primeiro trimestre deste ano, contra R$ 182 milhões no mesmo intervalo de 2016.

A receita líquida somou R$ 11,22 bilhões no período e o lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização ajustado (Ebitda ajustado), que mede o potencial de geração de caixa, de R$ 729 milhões.

Um ano antes, esses indicadores estavam em R$ 10,47 bilhões e R$ 683 milhões, respectivamente.

Durante todo o ano de 2016, o lucro líquido foi de R$ 1,3 bilhão, a receita líquida de R$ 44,95 bilhões e o Ebitda ajustado de R$ 3,38 bilhões.

Em 2015, o lucro líquido chegou a R$ 985 milhões, a receita líquida a R$ 39,21 bilhões e o Ebitda ajustado a R$ 2,86 bilhões.

O Carrefour pondera que a oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) ocorrerá "se as condições de mercado permitirem".

O Brasil é o segundo maior mercado do Carrefour no mundo, atrás apenas da França. A rede tem presença em todo o país, com 498 lojas que empregam 72 mil pessoas. Globalmente, são 10,8 mil lojas com 364 mil funcionários, em 33 países.

 

Odebrecht Óleo e Gás firma acordo com credores e pede recuperação

Odebrecht Óleo e Gás (OOG) protocolou no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro pedido de recuperação extrajudicial, como parte do acordo fechado com um grupo de credores para reestruturação de sua dívida financeira, informou a empresa em comunicado.

Conforme o documento, "os termos da reestruturação foram definidos de forma negociada e consensual com um grupo que representa mais de 60% do valor total das dívidas".

O acordo prevê a troca dos títulos com vencimento em 2021 e 2022 por novos papéis, com amortizações em duas partes.

Em 12 de maio, a Reuters noticiou que as negociações da Odebrecht Óleo e Gás com os credores estava em fase final e a empresa estaria perto de formalizar a recuperação extrajudicial.

Dependência menor da Justiça

Na recuperação extrajudicial, a empresa e os credores entram em acordo para reestruturar a empresa e pagar as dívidas e apenas pedem o aval da Justiça para o plano. A Justiça pode ou não homologar o plano.

Na recuperação judicial, a companhia faz o pedido e só depois negocia um plano de recuperação judicial com os credores. Esse plano precisa ser votado em assembléia de credores e aprovado pela Justiça.

 

Reformas podem  atrasar, mas será aprovada mesmo sem Temer



O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que o cronograma da reforma da Previdência poderá sofrer atraso em função dos acontecimentos políticos da semana passada, mas será aprovada mesmo se o presidente Michel Temer não seguir no comando do país. Ele disse que os efeitos positivos não são imediatos e vão surtir efeito principalmente na próxima década. disse que acredita na aprovação da proposta mesmo se o presidente Michel Temer não seguir no comando do país.

Em teleconferência com investidores do JP Morgan e falando em inglês, Meirelles afirmou que um atraso de um ou dois meses na apreciação do texto não fará diferença.


Em conversa por telefone com investidores, Meirelles afirmou que seu cenário-base contempla a permanência de Temer no cargo. Mesmo que isso não aconteça, ressaltou não enxergar possibilidade de a oposição contrária às reformas assumir o poder e mudar o curso da política econômica.

“A agenda de reformas nesse momento se tornou parte da agenda do Congresso. Os líderes mais importantes do Congresso já entenderam que as medidas fiscais têm de ser aprovadas e estamos seguindo adiante”, disse.


Meirelles admitiu que o governo não possui os 308 votos necessários para aprovar a reforma da Previdência no plenário da Câmara dos Deputados com base no posicionamento público dos parlamentares. Por outro lado, afirmou que vários deputados lhe confidenciaram que irão apoiar a proposta no momento certo.

Falando em inglês, Meirelles disse que atraso de um ou dois meses na apreciação do texto não fará diferença para o efeito fiscal da reforma, que é orientado para o longo prazo. Destacou ainda que um atraso dessa magnitude seria o pior dos cenários.

Antes da divulgação da delação de Joesley, o ministro havia dito que o governo já acreditava ter os votos para aprovação da reforma da Previdência na Câmara e que eventual atraso na votação faria diferença na expectativa econômica.

Meirelles, que era presidente do conselho da holding controladora da JBS, a J&F, antes de assumir a Fazenda, é um dos nomes que vêm sendo ventilados para a Presidência em caso de eleições indiretas, na esteira de eventual sucessão de Temer.

Após o escândalo político envolvendo Temer, Meirelles tem conversado com investidores, inclusive estrangeiros, para tentar conter os ânimos. Só nesta segunda-feira, ele tem agendada outra conferência com investidores.

Brasil tem 'amortecedores robustos'

O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, declarou que o Brasil tem amortecedores robustos e, por isso, está menos vulnerável a choques, internos ou externos.

As declarações foram feitas durante almoço no banco Santander, em São Paulo, e divulgadas pela assessoria do Banco Central. O mercado financeiro tem registrado instabilidade após as denúncias envolvendo o presidente Michel Temer e a delação de executivos do frigorífico JBS.

"A política econômica doméstica mudou de direção há um ano e as reformas implementadas neste curto período mostraram resultados positivos, por isso a importância de se continuar nesse caminho virtuoso", acrescentou.

Mercados

Goldfajn admitiu que as incertezas aumentaram nos últimos dias, por conta de "informações advindas do ambiente político", mas reiterou que o Banco Central está monitorando o impacto dessas informações e atuando, "sempre que necessário", para manter a plena funcionalidade dos mercados.

"O BC tem atuado, em coordenação com o ministério da Fazenda, para dar liquidez aos mercados, através dos swaps cambiais e dos leilões de recompra de títulos públicos. O BC e o Tesouro Nacional têm vários instrumentos à disposição", afirmou Ilan Goldfajn.

O presidente do BC ressaltou que essa "atuação firme e serena do BC tem foco no bom funcionamento dos mercados".

"Não há relação direta e mecânica dessa atuação e monitoramento com a política monetária [definição dos juros para atingir as metas de inflação predeterminadas], que continuará a ser definida pelo Copom, em suas reuniões ordinárias, com foco nos seus objetivos tradicionais", acrescentou.

Intervenções no câmbio

O presidente do BC disse que o regime de câmbio flutuante é a primeira linha de defesa contra choques externos, mas avaliou que "isso não impede o BCB de usar os instrumentos à sua disposição para garantir o bom funcionamento e suavizar choques no mercado de câmbio".

Desde ontem, a instituição tem ofertado contratos de "swaps cambiais" ao mercado, que funcionam como uma venda de dólares no mercado futuro, contribuindo para atenuar as pressões de alta da moeda norte-americana no mercado a vista.

 

Donos da JBS criaram maior empresa de carnes do mundo

De empresa familiar criada a partir de um pequeno açougue na cidade de Anápolis (GO), a JBS, donas de marcas como Friboi e Seara, se tornou a maior processadora de carnes do mundo e a maior empresa privada em faturamento no Brasil, só perdendo para a Petrobras.

As revelações dos irmãos Joesley e Wesley Batista em delação premiada trouxe denúncias contra o presidente Michel Temer e criou pânico nos mercados financeiros. Os empresários viram seu negócio se expandir nos últimos anos com o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Os donos da JBS também têm negócios em outros setores, reunidos na holding J&F Investimentos. A J&F Investimentos se anuncia como o "maior grupo econômico privado do país", empregando mais de 260 mil pessoas em mais de 30 países. A J&F já teve como presidente do conselho o então ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

Os dois irmãos se dividem na operação do grupo. Joesley é o presidente da holding e Wesley comanda o JBS.

Crescimento exponencial

A história da JBS começou em 1953 com o açougue A Mineira, fundado por José Batista Sobrinho (cujas iniciais formam a sigla JBS), pai de Wesley e Joesley Batista, os atuais donos do conglomerado. A empresa adotou o nome Friboi quando passou a atuar com frigoríficos e cresceu comprando outras unidades na década de 90. As primeiras exportações de carne in natura vieram somente em 1997.

O grande salto se deu a partir de 2007, quando a empresa decidiu abrir o seu capital, mudou o nome de Friboi para JBS e deu início a um processo de internacionalização com o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A JBS foi uma das beneficiadas pela chamada política de campeões nacionais do BNDES, que tinha como premissa financiar a internacionalização de grupos brasileiros. Além de financiar o grupo, o BNDES comprou uma participação na JBS por meio da BNDESpar – braço do banco estatal que compra participações em empresas. A operação que é investigada pelo Tribunal de Contas da União. Hoje o BNDES é dono de 21% da JBS.

Capitalizado com crédito e dinheiro dos novos sócios, o JBS foi às compras. Em março de 2007, o grupo anunciava a compra da norte-americana Swift por US$ 1,4 bilhão, se tornando a maior empresa do mundo de alimentos de origem bovina.

Começava a partir daí uma trajetória de rápida expansão internacional, que incluiria a aquisição de outras gigantes como a Pilgrim´s Pride (empresa de frangos nos EUA) e do frigorífico brasileiro Bertin e da Seara, passando a ser também a maior produtora global de carne de aves.

Em 2014, a JBS se tornou a segunda maior empresa do setor de alimentos do mundo, ficando atrás apenas da Nestlé, totalizando um faturamento de cerca de R$ 120 bilhões, com um aumento de 30% nas venda.

 

Saída de dólares superou entrada em US$ 137 milhões

Banco Central informou que a saída de dólares da economia brasileira superou o ingresso de recursos em US$ 137 milhões na semana passada.

Porém, no acumulado do mês de maio, até a última sexta-feira (12), a entrada de divisas ainda supera a saída em US$ 502 milhões.

Já na parcial deste ano, até a última sexta, o BC informou que foi registrada a entrada líquida de US$ 11,53 bilhões no país. No mesmo período do ano passado, as retiradas superaram a entrada de recursos em US$ 5,49 bilhões.

O BC tem avaliado que o ingresso de dólares nos últimos meses está relacionado com a redução do nível de incertezas na economia brasileira e também com a perspectiva de melhora do nível de atividade na economia.

Impacto no dólar

A entrada de dólares favorece, em tese, a desvalorização da moeda em relação ao real. Isso porque, com mais dólares no mercado, seu preço tenderia a cair. Na parcial de maio, o dólar vem, de fato, registrando queda. No fim de abril, ficou em R$ 3,17  Segundo analistas, além do fluxo de dólares, outros fatores influenciam a cotação da moeda norte-americana, como o cenário externo (com a alta dos juros nos Estados Unidos, que tende a atrair capital para aquela economia) e o cenário político no Brasil (com o andamento das reformas no Congresso Nacional e as denúncias da Lava Jato).

Interferência do BC

Outro fator que influencia a cotação do dólar são as operações de swap cambial, que funcionam como uma venda futura de dólares, ou de "swaps reversos", que funcionam como uma compra de dólares no mercado futuro.

Nestas operações, o BC faz oferta de dólares para tentar controlar a cotação da moeda e impedir grandes oscilações. Além disso, essas operações servem para oferecer garantia (hedge) a empresas contra a valorização do moeda.

O Banco Central anunciou novo leilão de até 8 mil swaps cambiais tradicionais (equivalentes à venda futura de dólares) para rolar os contratos que vencem em junho, que totalizam US$ 4,435 bilhões.

 

Empréstimos liberados pelo BNDES caem 15%

Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) liberou R$ 21,4 bilhões empréstimos nos 4 primeiros meses do ano, o que corresponde a uma queda de 15% contra o mesmo período do ano passado. Somente em abril, o banco desembolsou R$ 6,3 bilhões, queda de 11% ante 1 ano antes.

Desde o segundo semestre do ano passado, há uma redução no ritmo de queda dos desembolsos do BNDES. Na primeira metade de 2016, as liberações caíram 42% ante o mesmo período do ano anterior. No 2º semestre, a retração recuou para 28%, também em relação ao mesmo período de 2015. No acumulado em 2016, a queda foi de 35% e o volume desembolsado goi o menor desde 2007.

Em comunicado, o BNDES avaliou que a queda de 15% nos quatro primeiros meses de 2017 mantém a tendência de desaceleração. "É importante observar que os desembolsos são um retrato do passado, uma vez que a tramitação dos pedidos de financiamento direto ao BNDES, apresentados como consultas, pode levar mais de um ano nas fases de enquadramento, aprovação e contratação até se converterem em desembolso", destatou o banco.

Distribuição por setores

A maior parcela dos desembolsos do primeiro quadrimestre foi para a Infraestrutura, que respondeu por quase 37% do total com R$ 7,9 bilhões liberados. O setor de comércio e serviços ficou com pouco mais de 22% dos recursos, somando R$ 4,7 bilhões. A agropecuária ficou com R$ 4,3 bilhões, equivalente a 20% do total de desembolsos. Já a fatia da Indústria foi de cerca de 21%, somando R$ 4,5 bilhões.

Aprovação de crédito para máquinas e equipamentos sobe

O total de empréstimos aprovados pelo BNDES nos primeiros quatro primeiros meses do ano ficou em R$ 18,2 bilhões, apresentando estabilidade em comparação com o mesmo período de 2016. As consultas, entretanto, caíram 27% ante o mesmo período do ano passado.

Entre os indicadores positivos, o BNDES destacou o aumento das aprovações de crédito para o setor industrial e para a aquisição de máquinas e equipamentos. A Finame, linha de financiamento de bens de capital, acumulou R$ 6,7 bilhões em aprovações entre janeiro e abril, alta de 38% em relação ao mesmo período do ano passado. Apenas em abril, a Finame aprovou R$ 2,1 bilhões em crédito, 50% a mais do que no mesmo mês de 2016.

 

 

Balança comercial registra superávit de US$ 24,4 bilhões

Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) informou que a balança comercial registrou superávit (exportações maiores que importações) de US$ 24,4 bilhões no acumulado deste ano.

O resultado está é melhor que o registrado no mesmo período do ano passado, quando o saldo positivo estava no patamar de US$ 16,23 bilhões.

Ao todo, neste ano, as exportações somam US$ 76,43 bilhões, com média diária de US$ 849 milhões (alta de 20,2% sobre o mesmo período do ano passado), e as importações, US$ 52,03 bilhões (US$ 578 milhões por dia útil; com aumento de 9,5% em relação ao mesmo período de 2016).

Acumulado de maio

Segundo o governo, o saldo positivo no acumulado do mês de maio somou US$ 3,03 bilhões até este domingo (14) - dos quais US$ 2,03 bilhões foram registrados somente na semana passada.

No parcial deste mês, as exportações somaram US$ 8,29 bilhões e, com isso, tiveram um aumento de 10,2% sobre o mesmo mês de 2016. Nesta comparação, subiram as vendas de produtos manufaturados, semimanufaturados e também de produtos básicos.

Os dados do governo mostram que as importações continuaram subindo. No acumulado de maio, avançaram 10,2% na comparação com o mesmo mês de 2016, para US$ 5,26 bilhões.

Neste período, cresceram as compras de bebidas e álcool, combustíveis e lubrificantes, siderúrgicos, equipamentos eletroeletrônicos e veículos automóveis e partes.

Estimativas para 2017

A expectativa do mercado financeiro, segundo pesquisa do Banco Central, para este ano, é que o saldo positivo da balança comercial neste ano supere o de 2016. O MDIC também estima uma melhora no saldo comercial.

A previsão dos analistas é de superávit de US$ 55,15 bilhões nas transações comerciais do país com o exterior em 2017. No ano passado, o saldo positivo ficou em US$ 47,7 bilhões e bateu recorde.

Já o Banco Central prevê um superávit da balança comercial de US$ 51 bilhões para este ano, com exportações em US$ 200 bilhões e importações no valor de US$ 149 bilhões. O MDIC, por sua vez, prevê um superávit comercial de US$ 55 bilhões para 2017.

 

PF investiga fraude em aportes do BNDES à JBS



A Polícia Federal (PF) deflagrou, a Operação Bullish, que investiga fraudes em aportes concedidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio da subsidiária BNESPar, à JBS. Os aportes teriam sido realizados após a contratação de empresa de consultoria ligada ao ex-parlamentar Antonio Palocci, e teriam passado por tramitação record.Palocci está preso em Curitiba (PR).

Entre os alvos dos mandados estão Luciano Coutinho, que presidiu o banco de fomento entre 2007 e 2016, e os irmãos Joesley e Wesley Batista, que ficam à frente das empresas do grupo. Joesley Batista, no entanto, está em Nova York, como informa a coluna do Lauro Jardim.

Os aportes teriam sido feitos a partir de junho de 2007 e utilizados para aquisição de outras empresas no ramo de frigoríficos, no valor de R$ 8,1 bilhões. A Polícia Federal encontrou indícios que as operações foram executadas sem exigência de garantias e com a dispensa indevida de prêmio contratualmente previsto, o que teria gerado um prejuízo de aproximadamente R$ 1,2 bilhão aos cofres públicos.

Foram cumpridos 37 mandados de condução coercitiva (30 no Rio de Janeiro e sete em São Paulo) e 20 mandados de busca e apreensão (14 no RJ e seis em SP). Além disso, foram tomadas medidas de indisponibilidade de bens de pessoas físicas e jurídicas que participam direta ou indiretamente do controle acionário da JBS, até o limite do prejuízo que teria sido gerado.

Os controladores do grupo também ficaram proibidos de promover qualquer alteração societária na empresa investigada e de se ausentar do país sem autorização judicial prévia. A Polícia Federal monitora cinco dos investigados que encontram-se em viagem ao exterior.

NOME DA OPERAÇÃO

No jargão do mercado financeiro, “bullish”, ou “bull market”, é usado para designar um momento em que as ações em geral estão em tendência de alta. “Bull”, que em português quer dizer touro, é usado como metáfora por causa do ataque do animal, feito com os chifres de baixo para cima. Quando o mercado está em tendência de baixa, o mercado chama de “bear market” ou “bearish”, derivado de “bear” (urso), também inspirado no modo de ataque do animal, num movimento de cima para baixo.Segundo a Polícia Federal, os aportes da BNDESPar levaram as ações da JBS a movimentos de alta na Bolsa de Valores de São Paulo.

NOTAS DA JBS E DO BNDES

Em nota, a JBS nega que tenha sido favorecida pelas operações feitas com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio da subsidiária BNESPar, e que elas foram realizadas de acordo com as regras do mercado de capitais no Brasil. Já o BNDES divulgou comunicado afirmando que está buscando informações sobre a operação, dá apoio a seus funcionários e colabora com as autoridades.

A defesa do ex-presidente do BNDES, Luciano Coutinho, por sua vez, argumentou que “todas as operações com a JBS foram feitas dentro da mais absoluta regularidade” e que ele sempre esteve à disposição para esclarecimentos sobre o assunto.

“Todo o investimento do BNDES na companhia foi feito por meio da BNDESPar, seu braço de participações, obedecendo a regras de mercado e dentro de todas as formalidades. Esses investimentos ocorreram sob o crivo da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e em consonância com a legislação vigente. Não houve favor algum à empresa”, justificou, em nota, a empresa.

 

 

 

Safra deve crescer 26% em 2017 e atingir recorde de produção

A safra brasileira de grãos deve avançar 26,2% este ano em relação a 2016, para 233,1 milhões de toneladas, segundo dados de abril do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados . Dos 26 produtos avaliados, 15 terão aumento de produção neste ano, entre eles, soja, milho e arroz, que respondem por 94% da produção de grãos brasileira.

O IBGE elevou novamente sua estimativa para a safra brasileira. Na primeira projeção, a estimativa era de avanço de 16%, mas o número foi reajustado para cima mês a mês. Segundo o gerente de agricultura do IBGE, Carlos Alfredo Guedes, o clima favorável vem confirmando uma colheita maior, o que leva ao aumento das projeções.

O crescimento da safra virá, principalmente, de ganhos de produtividade, já que a produção cresce acima da área plantada. No caso do soja, por exemplo, a área plantada deve avançar 2,4% em 2017, mas a produção deverá crescer 17,5%, segundo estimativas do IBGE. No caso do milho, a área e a produção cresceram, respectivamente, 16,5% e 46,8%. Para o arroz, o avanço foi de 3,3% na área e 13,5% na produção.

"Existe um maior aporte de tecnologias no campo que sempre melhora a produtividade. Mas o clima favorável é o principal fator para o aumento da produção. Ano passado a safra foi prejudicada pelas secas e este ano as chuvas estão bem distribuídas e favorecem a agricultura", afirmou Guedes.

Impacto na economia

O avanço do agronegócios deverá puxar a economia brasileira no início do ano. Depois de oito trimestres consecutivos de queda no PIB, as projeções apontam para um crescimento da economia brasileira no primeiro trimestre, puxado quase que exclusivamente pelo agronegócio.

A safra recorde trará ganhos ao setor. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) estima em 8,5% a alta o PIB do setor em 2017, após um recuo de 6,6% no ano passado.

O gerente de agricultura do IBGE ressaltou que o aumento dos estoques já pressiona o preço da saca de soja e milho para baixo. Os exportadores também devem ganhar menos já que o dólar no início deste ano está mais baixo do que a cotação no início do ano passado, que chegou a R$ 4. "Mesmo assim será um ano melhor para os produtores. O volume colhido é muito maior", disse Guedes.

 

 

Lucro da Gol despenca 70% no 1º trimestre



A companhia aérea Gol teve lucro líquido de R$ 232,7 milhões no primeiro trimestre, o que representa uma queda de 69% em relação ao igual período do ano passado, em um resultado que trouxe recuo do caixa, mas queda no endividamento.

A dívida líquida total ajustada, excluindo aeronaves em devolução e os bônus perpétuos, alcançou R$ 10,8 bilhões, ante R$ 11,767 bilhões no quarto trimestre de 2016, equivalente a 4,6 vezes o Ebitda (geração de caixa antes de pagamento de impostos) anualizado, contra 6,7 vezes no fim de dezembro do ano passado.

A companhia aérea encerrou o período com cerca de R$ 695 milhões em caixa, queda de 61,7% sobre o mesmo período do ano anterior. Ante o quarto trimestre, houve queda de 40%no caixa.

A Gol manteve a estimativa de uma taxa de ocupação de 77% a 79% neste ano, frota de 115 aeronaves e redução de 3% a 5% na oferta total de assentos. A previsão da margem operacional (Ebit) em 2017 seguiu de 6% a 8%.

A receita operacional líquida da companhia aérea caiu 2,5% frente a igual intervalo de 2016, para R$ 2,646 bilhões, com a receita de passageiros recuando 5,8% no período em razão de menor demanda.

QUEDA DE 8,3% NO NÚMERO DE PASSAGEIROS

O número de passageiros transportados caiu 8,3% no primeiro trimestre, mas a taxa de ocupação subiu 2,1 pontos percentuais, a 79,6%, com a maturidade da nova malha aérea, lançada em maio de 2016, que levou à redução de 13,2% na disponibilidade de assentos, disse a Gol.

A geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação, amortização e aluguel de aeronaves (Ebitdar) recuou 31,3% na mesma base de comparação, para R$ 601,3 milhões.

Em termos ajustados, o Ebitdar somou R$ 693,5 milhões, alta de 4,6, com margem de 26,2% ante 24,4% um ano antes.

O resultado operacional medido pelo lucro antes de juros e impostos (Ebit) ajustado subiu 53,8%, para R$ 345,4 milhões, com a margem avançando 4,8 pontos, para 13,1%.

No começo de abril, a Gol divulgou dados preliminares sobre o resultado operacional do primeiro trimestre no qual tinha estimado que a margem Ebit do primeiro trimestre teria ficado entre 12% e 12,5%.


DESPESAS

Nos primeiros três meses do ano, a Gol teve alta de 5,3% no total de despesas operacionais, para R$ 2,393 bilhões. O custo operacional por assento disponível por quilômetro (cask) aumentou 7,4%.

A companhia explicou que o custo total no primeiro trimestre de 2016 tinha sido menor devido ao valor positivo proveniente do retorno de aeronaves em arrendamento financeiro e operações de 'sale-leaseback' (transação financeira, onde um vende um recurso e o aluga de volta por um longo prazo) naquele trimestre.

Os gastos com combustível de aviação recuaram 2,8%, enquanto desembolsos com comerciais e publicidade cederam 0,8% e a linha de despesas com o arrendamento de aeronaves cedeu 25,4%.




 

Não está fácil’, diz ministro da Indústria



O Presidente licenciado do PRB e um dos escalados para ajudar o governo a negociar as reformas no Congresso, o ministro da Indústria, Desenvolvimento e Comércio Exterior, Marcos Pereira, admite: está difícil convencer os colegas de partido a votar “sim”. Na reforma trabalhista, 15 deputados da legenda votaram a favor do projeto de lei, contra 4 votos contrários e 4 abstenções. Agora, Pereira não tem certeza sobre que placar esperar, embora espere que a maioria da bancada apoie o projeto.

— No meu partido, tenho trabalhado como presidente licenciado. Mas tem o senador Eduardo Lopes (PRB/RJ), presidente em exercício, e o líder da bancada, Cleber Verde (PRB/MA). (Estamos) discutindo na medida do possível com aqueles que têm sensibilidade de votar o tema da (reforma) previdenciária. Não está fácil, não — afirmou o ministro, em encontro com jornalistas .

Pereira deve se reunir novamente com os deputados do PRB na noite desta terça. A última reunião foi há 20 dias, justamente quando o relator da reforma da Previdência, Arthur Maia (PPS/BA) apresentou o relatório com as alterações ao texto enviado pelo governo. Na ocasião, avalia Pereira, não havia tempo para que os deputados avaliassem as medidas.

Apesar de se esforçar para convencer os colegas, o ministro acha difícil que o partido feche questão a favor da reforma — no jargão político, a determinação de que todos da bancada votem da mesma maneira.

Retomada da economia

Para ele, a reforma não foi bem compreendida pela população, o que afeta diretamente os parlamentares, principalmente em ano de eleição. Na semana passada, pesquisa Datafolha estimou que 71% dos brasileiros são contra a reforma da Previdência.

Isso chega nas pessoas e é sensível aos deputados, sobretudo em ano pré-eleitoral. Acho que o governo está agindo corretamente ao esperar um pouco, fazer novas ações de comunicação, para que as pessoas vejam que não vão perder a aposentadoria — destacou. — Ademais, 64% dos aposentados hoje ganham salário mínimo. E o salário mínimo continuará garantido. Então, não vai atingir a população como um todo. Mas essa mensagem ainda não chegou na base. Acho que essa é a dificuldade do parlamentar — avaliou Pereira.

O ministro acredita que a aprovação das reformas é condição para a retomada da economia. Na conversa com jornalistas, ele avaliou as ações à frente da pasta que comanda há um ano. Ele disse que pode não chegar ao fim do mandato do presidente Temer, caso decida se candidatar nas eleições do ano que vem — o que o forçaria a deixar o cargo em abril. Pereira é citado em delação premiada da Operação Lava-Jato pelo suposto recebimento de R$ 7 milhões para apoiar a chapa de Dilma Rousseff e Michel Temer em 2014.

 

Entre as medidas para fazer a indústria voltar a crescer, destacou ações para melhorar o ambiente de negócios — uma reclamação que ouve diariamente de investidores. O ministério também deve formar nos próximos dias um grupo de trabalho para elaborar medidas para a chamada indústria 4.0, de manufatura avançada e tecnologia.

 

Mercado baixa estimativa de inflação para 2017

Os economistas do mercado financeiro reduziram sua previsão de inflação e passaram a estimar um crescimento maior do Produto Interno Bruto (PIB) em 2017.

As expectativas dos analistas do mercado financeiro foram coletadas pelo Banco Central na semana passada e divulgadas por meio do relatório de mercado, também conhecido como Focus. Mais de cem instituições financeiras foram ouvidas.

Para o comportamento do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2017, a "inflação oficial" do país, o mercado baixou sua previsão de 4,03% para 4,01%. Foi a nona redução seguida do indicador.

Com isso, manteve a expectativa de que a inflação deste ano ficará abaixo da meta central, que é de 4,5%. A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e deve ser perseguida pelo Banco Central, que para isso eleva ou reduz a taxa de juros (Selic).

A meta central de inflação não é atingida no Brasil desde 2009. Naquele momento, o país ainda sentia os efeitos da crise financeira internacional de forma mais intensa, que acabou se espalhando pelo mundo.

Pelo sistema vigente no Brasil, a meta de inflação é considerada formalmente cumprida quando o IPCA fica dentro do intervalo de tolerância também fixado pelo CMN. Para 2017, esse intervalo é de 1,5 ponto percentual para baixo ou para cima do centro da meta. Assim, o BC terá cumprido a meta se o IPCA terminar este ano entre 3% e 6%.

No ano passado, a inflação ficou acima da meta central, mas dentro do intervalo definido pelo CMN. Já em 2015, a meta foi descumprida pelo BC - naquele ano, a inflação superou a barreira dos 10%.

Para 2018, porém, a previsão do mercado financeiro para a inflação subiu de 4,30% para 4,39%. Mesmo assim, o índice está abaixo da meta central de inflação para o período (4,5%) e também do teto de 6% fixado para o ano que vem.


 

Latam é notificada pelo Procon-SP por cancelamento de vôo

A empresa aérea Latam foi notificada pela Fundação Procon-SP, órgão vinculado à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo, em função do cancelamento do voo JJ 3557 ocorrido em São Paulo com destino a Foz de Iguaçu. Com base nas notícias divulgadas pela imprensa, o Procon-SP pediu à companhia aérea esclarecimentos sobre o número de passageiros afetados, motivo do cancelamento, meios empregados para informação e orientação dos passageiros e tipo de atendimento disponibilizado. O órgão de defesa do consumidor solicitou ainda que a Latam informasse se houve reacomodação dos passageiros em voo com mesmo destino no período de quatro horas e se havia passageiros que perderam conexões em função do cancelamento do voo.

De acordo com o Procon-SP, a empresa tem sete dias para apresentar explicações e documentos que comprovem as medidas adotadas ou pedir a dilação de prazo se necessário. A documentação apresentada será analisada e não havendo conformidade com a legislação – Regulamentos da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e Código de Defesa do Consumidor (CDC), a empresa poderá ser multada pelo Procon. Vale lembrar que esse processo tem como objetivo o “dano coletivo”

Procurada pela reportagem, a Latam informou que foi notificada e prestará os esclarecimentos necessários ao órgão.

 

Azul começa cobrança de bagagem despachada em 1º de junho

A companhia aérea Azul vai iniciar a cobrança de bagagem despachada no dia 1º de junho. A empresa disse que vai lançar uma nova classe tarifária promocional para clientes que aceitarem viajar só com a mala de mão. Para esses clientes, a companhia oferece descontos de até 30% e cobrará R$ 30 se eles quiserem ter a mala despachada.

“O lançamento desta nova opção de tarifa é um importante marco na aviação brasileira, permitindo que nossos clientes tenha acesso à tarifas mais baixas e, ao mesmo tempo, aproveitem a maior e mais abrangente malha aérea do país”, disse Antonoaldo Neves, presidente da Azul, em comunicado da empresa.

Com a mudança, as passagens da Azul serão classificadas em duas categorias: a “Azul” e a “MaisAzul”. “Ao optar pela categoria Azul, o cliente pagará mais barato pela passagem na comparação com a tarifa MaisAzul e poderá escolher pela compra ou não do serviço de bagagem despachada. A categoria MaisAzul mantém a prática tarifária atual, inclui franquia de 23 kg de bagagem e sempre estará disponível para compra”, explicou a empresa.

A companhia começará a cobrança para os voos que partem do aeroporto de Viracopos, em Campinas, para 14 destinos nacionais. A companhia já tinha anunciado a promoção em março, mas precisou cancelar a ação porque uma liminar impediu que as novas regras de bagagem entrassem em vigor no dia 14 de março.

Nova regra de bagagem

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) editou novas regras para a franquia de bagagem no transporte aéreo brasileiro. Antes, elas não podiam cobrar taxas adicionais pelo despacho de bagagem. O preço, na prática, estava embutido no valor da passagem.

A nova regra deveria entrar em vigor em 14 de março, mas uma liminarobtida pelo Ministério Público de São Paulo impediu a mudança. A decisão foi revertida no último sábado (29).

Antes da liminar, Azul, Latam e Gol tinham anunciado que cobrariam pelo despacho de bagagens em passagens promocionais.

Gol e Latam disseram que estão reavaliando a regra e ainda não informaram quando pretendem iniciar a cobrança de bagagem. A Avianca não pretendia cobrar pela bagagem no primeiro momento.

 

 

Grupo Odebrecht atrasa publicação do balanço de 2016

Odebrecht S.A., holding que concentra todas as empresas do grupo Odebrecht, não publicou o balanço consolidado de suas operações referentes a 2016 dentro do prazo legal, no fim de abril. O grupo está no centro das investigações de corrupção da operação Lava Jato.

A Odebrecht confirmou ainda não ter divulgado suas demonstrações financeiras do ano passado. No entanto, informou estar “trabalhando intensamente para finalizar os balanços” e disse que “pretende publicá-los em breve”. A empresa não informou o motivo do atraso.

A lei determina que as empresas de capital fechado que compõem sociedades anônimas (SAs) de grande porte têm quatro meses para fechar e divulgar seus balanços após o fim do ano fiscal, geralmente em dezembro.

Empresas que descumprem o prazo de publicação de seus balanços ficam impedidas de registrar novos atos societários, explica ao G1 o especialista em direito Empresarial, Adelmo Emerenciano, sócio do escritório Emerenciano, Baggio e Associados. “Há também consequências comerciais, como a dificuldade em obter crédito e a impossibilidade de participar de licitações”, afirma.

As subsidiárias da Odebrecht estão impedidas desde dezembro de 2014 de participar de licitações da Petrobras, devido ao possível envolvimento com atos ilícitos da Lava Jato. Outra dificuldade é obter crédito para financiar projetos em andamento, além de planos de vender R$ 10 bilhões em ativos para fazer caixa.

Em 2015, o grupo Odebrecht teve prejuízo de R$ 298 milhões (equivalente a US$ 88 milhões), revertendo o lucro líquido de R$ 494 milhões obtido em 2014 (US$ 210 milhões). O balanço, divulgado somente em julho, foi auditado pela PricewaterhouseCoopers (PwC).

MAIS: Empreiteiras encolheram e perderam protagonismo após Lava Jato

Em fevereiro, a Braskem, uma das empresas do grupo e com capital aberto, divulgou um comunicado informando que “estendeu o cronograma dos trabalhos junto aos auditores independentes” e, por isso, não havia finalizado suas demonstrações financeiras auditadas do exercício de 2016.

Acordos e multas no Brasil e exterior

A Odebrecht fechou acordo de colaboração com o Ministério Público Federal (MPF) e se comprometeu a pagar R$ 5,3 bilhões às autoridades brasileiras, referentes às irregularidades apontadas nas investigações.

No exterior, a construtora do grupo pagou propina para garantir contratos em mais de 100 projetos em Angola, Argentina, Brasil, Colômbia, República Dominicana, Equador, Guatemala, México, Moçambique, Panamá, Peru e Venezuela, segundo o Departamento de Justiça dos EUA.

A empresa alcançou acordos judiciais com os governos de EUA, Brasil e Suíça para pagar multas que somavam até janeiro US$ 2,047 bilhões. A empresa também pagou US$ 8,9 milhões em um acordo preliminar com o Peru no último dia 5 de janeiro, que deverá ter a quantia elevada, segundo as autoridades do país.

O grupo nasceu com construtora, mas expandiu sua atuação para outras áreas, como petroquímica, naval e agroindustrial. Fazem parte do conglomerado, entre outras, as empresas Odebrecht Engenharia e Construção (OEC), Braskem e Odebrecht Agroindustrial.

 

Lucro do Bradesco chega a R$ 4,07 bilhões no 1º trimestre

O Bradesco anunciou ter registrado lucro líquido contábil de R$ 4,07 bilhões no primeiro trimestre de 2017, uma queda de 1,2% em comparação ao mesmo período do ano passado, quando o resultado foi de R$ 4,12 bilhões.

Em comparação com o trimestre anterior, quando o lucro foi de R$ 3,59 bilhões, houve alta de 13,3%.

Já o lucro líquido ajustado foi de R$ 4,64 bilhões no primeiro trimestre, alta de 13% em relação a mesmo período de 2016, de R$ 4,113 bilhões. Em relação ao último trimestre de 2016, foi de R$ 4,385 bilhões, aumento de 6%. Segundo o banco, a diferença do lucro líquido para o ajustado vem principalmente dos R$ 554 milhões em ágio com a aquisição do HSBC Brasil.

O índice de ínadimplência superior a 90 dias chegou a 5,6%, acima dos 4,2% registrados no primeiro trimestre de 2016. O resultado também é superior do que os 5,5% registrados no quarto trimestre de 2016.

Segundo o Bradesco, o índice de inadimplência chega a 5,2%, desconsiderando um cliente corporativo específico, que já estava provisionado (5,5% em dezembro de 2016 e 4,2% em março de 2016).

A carteira de crédito chegou a R$ 502,71 bilhões em março, uma queda de 2,4% em relação ao saldo de dezembro, de R$ 514,99 bilhões. Na comparação com o mesmo período do ano passado, com resultado de R$ 463,20 bilhões, houve aumento de 8,5%.

A provisão para perdas esperadas com calotes totalizou R$ 4,86 bilhões no primeiro trimestre de 2017, uma queda de 10,8% em comparação com o mesmo período do ano anterior, quando o resultado foi de R$ 5,44 bilhões. Também houve queda na comparação com o trimestre imediatamente anterior, de 12%, quando foram registrados R$ 5,52 bilhões.

As despesas administrativas do Bradesco com pessoal de janeiro a março chegaram a R$ 9,676 bilhões, um aumento de 22,9% na medição anual (R$ 7,87 bilhões). Já na comparação com o trimestre anterior, o resultado caiu 7,7% (R$ 10,48 bilhões).

O braço de seguros, que responde por cerca de um terço do resultado do grupo, teve queda de 8,7% do lucro sobre o trimestre anterior e de 0,4% ano a ano, para R$ 1,37 bilhão. O declínio reflete entre outros fatores o avanço da sinistralidade e o volume de indenizações pagas.

O retorno sobre patrimônio líquido médio ajustado (ROE) do Bradesco, índice que mede como o banco remunera seus acionistas, ficou em 18,3%, ante 17,5% um ano antes e 17,6% no fim de 2016.

A margem financeira se manteve praticamente estável no primeiro trimestre deste ano em comparação com os três meses anteriores, indo de 16,74 bilhões para 15,90 bilhões. A taxa média da margem de juros acumulada em 12 meses saiu de 7,5% em dezembro para 7,4% em março.

Previsões

O Bradesco prevê que em 2017 o montante para despesas de provisões para calotes será de R$ 21 bilhões a R$ 24 bilhões.

O banco também estima que o ano será fraco para crédito, período para o qual previu expansão de 1 a 5%. Além disso, diante do ciclo de queda da Selic, a estimativa para margem financeira com juros pró-forma foi fixada no intervalo de queda de 4% a 0%.

Por outro lado, a instituição previu para suas despesas operacionais em 2017 um intervalo que vai de queda de 1% até alta de 3%, também na base pró-forma.

 

 

Juro do cartão de crédito rotativo sobe para 490% ao ano em março

Os juros cobrados pelos bancos em suas operações com cheque especial e cartão de crédito rotativo voltaram a subir em março, após apresentarem queda em fevereiro deste ano, informou o Banco Central.

No caso do cartão de crédito rotativo, a taxa passou de 487,8% ao ano em fevereiro para 490,3% ao ano em março deste ano. Com isso, atingiu o maior patamar desde janeiro (497,5% ao ano). A série histórica dessa modalidade de crédito foi revisada.

Já os juros do cheque especial, ainda de acordo com a autoridade monetária, avançaram de 327% ano em fevereiro para 328% ao ano em março, também o maior nível desde janeiro (328,3% ao ano).

Especialistas recomendam que essas modalidades de crédito (cartão e cheque especial) só devem ser utilizadas em momentos de emergência e por um prazo curto de tempo, devido ao custo proibitivo. No caso do cartão de crédito, a recomendação dos economistas é que os clientes bancários paguem toda a fatura no vencimento para não deixar saldo devedor.

Mudanças no cartão de crédito e competição bancária

O mês de março foi o último antes das mudanças nas regras do cartão de crédito. Pelas novas normas, que começaram a valer neste mês de abril, o rotativo só poderá ser usado até o vencimento da fatura seguinte. Se na data do vencimento o cliente não tiver feito o pagamento total do valor da fatura, o restante terá que ser parcelado ou quitado.

A expectativa do governo federal é que as medidas façam com que os juros do cartão caiam pela metade do patamar atual, ou seja, para cerca de 245% ao ano. Mesmo com essa queda, a taxa de juros cobrada pelos bancos ainda seria muito elevada pelos padrões internacionais.

O BC, que tem informado que busca estimular a competição entre os bancos para baixar os juros, informou recentemente que os quatro maiores conglomerados bancários - Itaú-Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal - detinham, no fim de 2016, 78,99% de todas as operações de crédito feitas por instituições financeiras no país e também 78,48% dos depósitos.

Juro bancário médio cai em março

Apesar do aumento dos juros do cartão de crédito e do cheque especial, os números do BC mostram que houve, em março, queda dos juros médios cobrados pelos bancos tanto nos empréstimos a pessoas físicas quanto a empresas nas operações com recursos livres (que excluem crédito imobiliário, rural e do BNDES).

Em março, de acordo com a autoridade monetária, a taxa média de juros das operações com recursos livres para as pessoas físicas somou 72,7% ao ano, contra 73,5% ao ano em fevereiro. Trata-se do menor patamar desde dezembro do ano passado (72,4% ao ano). A taxa cobrada das empresas, por sua vez, recuou de 28,7% ao ano em fevereiro para 27,5% ao ano em março.

A queda dos juros bancários acontece em momento de recuo da Selic, a taxa básica de juros da economia, fixada pelo Banco Central, que influencia a chamada “taxa de captação” dos bancos, ou seja, quanto eles pagam pelos recursos.

Desde outubro do ano passado, os juros básicos da economia recuaram de 14,25% para 11,25% ao ano, uma queda de três pontos percentuais.

Nesse mesmo período, porém, os juros bancários médios nas operações com pessoas físicas passou de 74,3% ao ano para 72,7% ao ano - um recuo de 1,6 ponto percentual. Com isso, os juros bancários cobrados das pessoas físicas recuaram metade do corte da taxa básica de juros promovido pelo Banco Central desde outubro do ano passado.

 

Embraer anuncia parceria com Uber

A imagem de carros que voam dos desenhos animados dos Jetsons está cada vez mais próxima da realidade. A Embraer anunciou que fechou uma parceria com a Uber para o desenvolvimento de um projeto para desenvolvimento pequenos veículos elétricos com decolagem e aterrissagem vertical (VTOLs, na sigla em inglês) para deslocamentos curtos no espaço urbano. O projeto, chamado de Uber Elevate Network, foi anunciado em Dallas, nos Estados Unidos, durante o Uber Elevate Summit.

Executivos de ambas as empresas apontaram a importância dos estudos e da inovação para estarem à frente do que serão as tecnologias no transporte aéreo do futuro. O diretor-executivo da Embraer, Paulo Cesar de Souza e Silva, destacou que é preciso explorar vários novos conceitos de negócios que podem afetar o transporte aéreo no futuro.

“Essa é uma oportunidade única para ajudarmos a complementar o conhecimento de transporte aéreo dessa que é uma empresa revolucionária e visionária no transporte terrestre. No exercício dessa parceria, vamos desenvolver novas tecnologias, novos produtos e novos modelos de negócios que podem gerar oportunidades para a Embraer no futuro”, disse ele.

A liderança da Embraer na fabricação de jatos comerciais de até 130 assentos foi ressaltada pelo diretor de Engenharia de Aviação da Uber, Mark Moore. “Seu conhecimento de certificação de aeronaves com tecnologia fly-by-wire embarcadas e sua confiança de que eles podem igualmente tornar essa tecnologia acessível a aeronaves muito menores é um ingrediente essencial para o nosso sucesso”.

 

 

Consultas ao BNDES para infraestrutura crescem 25%

As consultas ao BNDES para financiamento de projetos de infraestrutura aumentaram 25% no primeiro trimestre de 2017, em comparação a igual período de 2016, informou a presidente do banco, Maria Silvia Bastos Marques. Os números do primeiro trimestre serão divulgados amanhã. As consultas são o primeiro passo do processo de obtenção de crédito no BNDES e mostram a disposição do empresariado de investir. E os investimentos em infraestrutura são apontados como o motor da retomada da economia.

Segundo Maria Silvia, este e outros dados que serão divulgados amanhã são sinais claros de que a a economia está retomando crescimento. Entre outros indicadores está o aumento de 35% das aprovações (etapa anterior ao desembolso) do Finame, programa que financia máquinas e equipamentos. O Finame costuma ter liberação bem mais rápida do que projetos de infraestrutura, pois os valores são menores. Os dados também mostram crescimento de 345% da concessão de capital de giro no primeiro trimestre.

— São sinais mais claros (de que a recessão está chegando ao fim). Não havia esse crescimento no ano passado. Esses sinais começam a acontecer este ano. Capital de giro não é necessariamente sinal de retomada, mas é ao menos sinal de preservação. Mas as consultas também melhoraram. É um gradativo retomar do interesse pelos investimentos — disse Maria Silvia, após participar de evento da FGV, na sede da Firjan, no Rio.

Os desembolsos, que em sua maioria refletem financiamentos tomados em anos anteriores, vão continuar apresentando queda no trimestre. Nos dois primeiros meses do ano, o recuo foi de 16%, refletindo a recessão por que passa o país. Maria Silvia frisou que a necessidade de reformas continua mesmo com o fim da crise.


Ao acabar a recessão e ter a retomada econômica, a gente não pode esquecer que é preciso fazer as reformas estruturais. O ambiente, ao melhorar, não quer dizer que a gente pode prescindir dessas reformas. Temos uma agenda importante de previdência e trabalhista, que, ao contrário do que se diz, não é para perda de direitos. É para criar empregos. Hoje, a legislação trabalhista é contra a criação de empregos — disse.

A presidente do banco adiantou ainda que dois projetos de energia solar, avaliados em mais de R$ 400 milhões cada, acabaram de entrar no banco. A ideia é que sejam aprovados em até 180 dias. A meta do BNDES é que 50% dos projetos que entrarem no banco este ano sejam aprovados dentro desse prazo.

Ela voltou a dizer que o financiamento de longo prazo para o Galeão deve acontecer se a reprogramação do pagamento das outorgas for aprovado e se houver a entrada de um novo sócio. E preferiu não comentar as reuniões que acontecem esta semana entre representantes de banco contratados pelo BNDES e potenciais investidores com objetivo de fazer captação externa. A última captação no exterior feita pelo BNDES foi em 2014.


 

 

Brasil fecha só 63 mil  empregos com carteira assinada  em março

Depois de gerar empregos em fevereiro, a economia brasileira voltou a demitir mais do que contratar em março. No mês de março, as demissões superaram as contratações em 63.624 vagas. Os números do emprego divulgados têm como base o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

A redução das 63.624 vagas de emprego é resultado de 1.251.332 admissões e de 1.324.956 demissões em março. No acumulado do primeiro trimestre de 2017, o país registrou o fechamento de 64.378 postos de trabalho.

No mês de fevereiro, após 22 meses de queda no número de postos de trabalho formal, o Brasil voltou a gerar emprego, com um saldo de 35.612 novos postos de trabalho com carteira assinada.

Em 2016, o país fechou 1,32 milhão de vagas formais. Apesar de o número ainda ser alto, houve uma pequena melhora em relação ao ano de 2015, quando 1,54 milhão de brasileiros perderam o emprego com carteira assinada.

 

Entrada de dólares supera saída em US$ 7 bilhões

O fluxo de dólares na economia brasileira segue positivo, com os ingressos de recursos superando as retiradas em U$ 7,049 bilhões no acumulado em abril até o dia 13, informou o Banco Central .

Somente entre os dias 10 e 13 de abril, o país recebeu US$ 4,094 bilhões.

No acumulado no ano, a entrada de dólares superou a saída em US$ 9,019 bilhão. No mesmo período de 2016, US$ 7,217 bilhões saíram na economia brasileira.

Se confirmado o fluxo positivo no fechamento de abril, este será o segundo mês seguido de ingresso líquido de dólares na economia brasileira. Em março, a entrada de dólares superou a evasão US$ 2,87 bilhões.

Impacto no dólar

A entrada de dólares favorece, em tese, a desvalorização da moeda em relação ao real. Isso porque, com mais dólares no mercado, seu preço tenderia a cair. Em março, porém, o dólar registrou alta de 0,57%. Foi o primeiro avanço mensal desde novembro de 2016. No primeiro trimestre, porém, acumulou queda de 3,65% em relação ao real.

Segundo analistas, além do fluxo de dólares, outros fatores influenciam a cotação da moeda norte-americana, como o cenário externo (com a alta dos juros nos Estados Unidos, que tende a atrair capital para aquela economia) e o cenário político no Brasil (com o andamento das reformas no Congresso Nacional e as denúncias da Lava Jato).

 

FMI: Brasil crescerá 0,2% em 2017 e 1,7% em 2018



O Fundo Monetário Internacional (FMI) previu que o Brasil deverá crescer 0,2% neste ano e 1,7% em 2018. Para isso, contudo, precisa aprofundar as mudanças econômicas que têm realizado para sair da “profunda recessão” que afetou o país nos últimos dois anos, indicou o fundo na abertura de seu encontro anual de primavera (no Hemisfério Norte), que ocorre na capital americana.

Esperamos que o Brasil saia de uma de suas mais profundas recessões com previsão de crescimento de 0,2% em 2017 e 1,7% em 2018. Esta recuperação gradual será sustentada com a redução da incerteza política, facilitação da política monetária (corte de juros) e futuros progressos na agenda de reformas”, afirma o Panorama da Economia Mundial (WEO, na sigla em inglês)


As novas projeções para o Brasil indicam uma lenta recuperação. Em relação às expectativas divulgadas em janeiro, o crescimento de 2017 se manteve estável, enquanto que a previsão para 2018 foi acrescida de uma alta de 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos em um ano). O país viveu dois anos de forte retração que reduziu o PIB em 7,2% no período.

“No Brasil, o ritmo da contração diminuiu, mas não ainda (a contração) do investimento e da produção no fim de 2016, enquanto a crise fiscal em muitos estados continuou a piorar. A inflação surpreendeu positivamente, permitindo a perspectiva de uma flexibilização monetária mais rápida. O crescimento é projetado para recuperar gradualmente e se manter moderado”, afirmou o fundo, que espera que o país esteja crescendo 2% ao ano em 2020.


O Panorama indica ainda que espera a implementação de “medidas estruturais ambiciosas” na economia e reformas fiscais, como a reforma da previdência. Assim, afirma o FMI, haverá o potencial para restaurar e melhorar o nível de vida da população após a profunda recessão, mas facilitar a consolidação fiscal, buscar avanços de produtividade e melhorias de infraestrutura no longo prazo.

'BOAS SURPRESAS'

Maurice Obstfeld, economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou na manhã desta terça-feira, na abertura do encontro anual de primavera da entidade, na capital americana, que o Brasil deu “boas surpresas” à economia mundial no começo do ano. Ele se mostra mais otimista com a economia global, inclusive afirmando que a previsão de crescimento mundial de 3,5% para este ano pode ser superado.

- Sem dúvida vemos aspectos positivos no aumento da confiança e do nível de investimento mundial. Neste primeiro trimestre tivemos surpresas positivas do Japão, da China e do Brasil. Existe a possibilidade que nossas previsões sejam superadas

 

Economia do Brasil cresce 1,3% em fevereiro

A economia brasileira voltou a crescer. Nas contas do Banco Central, a expansão foi de 1,3% em fevereiro. A previsão dos analistas para o Índice de Atividade Econômica da autoridade monetária (IBC-Br), divulgado pela autarquia era uma alta de 0,6%.

O BC revisou o dado de janeiro de uma queda de 0,26% para uma alta de 0,62%. Isso reflete uma revisão intensa dos dados referentes a janeiro nos setores de serviço e comércio divulgados pelo IBGE se deu por causa de uma mudança metodológica que segue as normas internacionais.

Boletim do Bradesco, assinado pelo economista-chefe, Fernando Honorato Barbosa, afirma que o resultado surpreendeu positivamente, "impulsionado pelas revisões altistas dos dados de vendas do varejo e de receitas de serviços".

Na semana passada, o IBGE informou que o varejo brasileiro registrou expansão de 5,5% em janeiro, na comparação com dezembro, em vez da retração de 0,7% que havia sido anteriormente informada. Nesta quinta-feira, o instituto revisou o número de janeiro para o setor de serviços, de uma queda de 2,2% para uma alta de 0,2%.

 

 

Até quanto o Copom pode cortar os juros do Brasil?


 

Com a certeza de inflação abaixo da meta do governo até 2021, menor que os 4,5% fiixados pelo governo, o caminho está aberto para que o Banco Central seja ainda mais ousado do que foi na quarta-feira, quando acelerou o corte dos juros. A dúvida é até onde vai a autoridade monetária na redução de juros.

O mercado financeiro já vê a taxa básica de juros (Selic) a 8,50% ao ano no fim de 2017, de acordo com a pesquisa feita pela própria autoridade monetária divulgada na segunda-feira. Ou seja, já se espera que o BC leve a Selic para abaixo do juro de equilíbrio, o chamado juro neutro, estimado por alguns analistas em 9% ao ano. O juro neutro é aquela taxa que não influencia a trajetória da inflação e não impede o crescimento econômico. O país consegue crescer dentro do seu potencial, atualmente muito baixo no Brasil, sem que a inflação suba.

Para economistas, não seria uma boa ideia o Comitê de Política Monetária (Copom) derrubar os juros para um patamar em que teria de voltar atrás rapidamente. Essa estratégia poderia tirar uma possível sensação de estabilidade no quadro econômico. Por outro lado, há a percepção de que o juro neutro da economia pode estar em queda por causa do andamento das reformas estruturais que estão em andamento e das medidas de crédito tomadas pelo BC.

Luiz Fernando Figueiredo, ex-diretor de Política Monetária do Banco Central, diz que o juro neutro deve estar entre 8,25% ao ano e 9% ao ano. No entanto, ele alerta que esse patamar pode ser completamente diferente no fim do ano, pois as reformas prometidas pelo governo devem interferir. Se forem adotadas as medidas necessárias para a estabilização da economia, o nível do chamado juro neutro pode cair ainda mais e abrir mais caminho para o país ter uma taxa básica mais próxima do restante do mundo.

— É difícil saber com precisão até onde o BC vai. Dependerá das condições lá na frente como inflação, atividade, reformas e expectativas de inflação — argumentou o economista. — Acho que vai parar em torno disso. Não vejo como testar muito para baixo do juro neutro.

Já na opinião de outro ex-diretor do Banco Central, há espaço para o BC ser mais ousado e testar o juro neutro. Carlos Thadeu de Freitas diz que o país está com a inflação controlada e não há tendências de alta de preços por aumento de consumo e nem pela alta do dólar. Só isso, segundo ele, permitiria ao BC cortar juros abaixo da taxa de equilíbrio.

Não tem sentido manter na taxa neutra. Não tem problema no curto prazo ter uma taxa menor _ garante. _ Temos capacidade ociosa em todos os lugares. Pode ficar abaixo do neutro por algum tempo a não ser que tenha um choque agrícola, mas não vejo essa possibilidade até onde a minha vista alcança.

 

 

Azul é empresa aérea mais valiosa da América Latina

A Azul entrou na lista de empresas aéreas mais valiosas da América Latina. O valor de mercado da Azul no fim do dia era de R$ 27,9 bilhões (ou US$ 8,89 bilhões), de acordo com a empresa de informação econômica Economatica.

O valor da Azul superou o da Latam, maior empresa da América Latina, que vale US$ 8,1 bilhões, e o da Gol, a 13ª do ranking da região, que vale US$ 1,13 bilhão, segundo a Economática.

A ação da empresa disparou 6,6% no pregão desta terça-feira (11), puxada por notícias de que o governo brasileiro iria liberar o capital estrangeiro em companhias aéreas. Hoje a atuação de estrangeiros é limitada a 20% do capital votante neste setor.

O governo, no entanto, mudou de estratégia no fim do dia e, em vez de editar a decisão por meio de medida provisória, decidiu elevar o controle de capital estrangeiro por meio de projeto de lei.

No ranking do continente, a Azul é a sexta empresa mais valiosa, perdendo apenas para companhias americanas.

1.         Southwest Airlines (EUA): US$ 33,88 bilhões

2.         Delta Airlines (EUA): US$ 33,1 bilhões

3.         United Airlines (EUA): US$ 22,23 bilhões

4.         American Airlines (EUA): US$ 22,15 bilhões

5.         Alaska Air Group (EUA): US$ 10,97 bilhões

6.         Azul (Brasil): US$ 8,89 bilhões

7.         Latam (Chile): US$ 8,11 bilhões

8.         JetBlue (EUA): US$ 7,26 bilhões

9.         Spirit Airlines (EUA): US$ 3,65 bilhões

10.       Skywest (EUA): US$ 1,67 bilhão

A empresa também entrou na lista das 20 empresas mais valiosas do Brasil, na 16ª posição, segundo a Economatica.

 

 

 

Brasil pode perder até US$ 1,5 bi em exportação de carne



O Brasil pode perder de 5% a 10% de participação nas exportações globais de carne como consequência da operação Carne Fraca, da Polícia Federal, estimou o ministro Blairo Maggi, da Agricultura, em entrevista a jornalistas. O recuo representaria uma perda de US$ 1,5 bilhão. Segundo o ministro, o cálculo é preliminar.

O Brasil é o maior exportador de frango e carne do mundo, tendo comercializado US$ 14,2 bilhões (cerca de R$ 45 bilhões) em proteína bovina no ano passado.

Segundo o ministro, o impacto total da operação ainda não ficou explícito nos dados de exportação de março, disse ele. De acordo com Maggi, ele pode ser amenizado pela ocorrência de casos de gripe aviária em outros países.


O ministro observou que a Arábia Saudita está finalizando auditoria nos frigoríficos brasileiros e que o Brasil conseguiu convencer governos a continuar importando do país. Blairo Maggi deve se encontrar com representantes daquele país nesta terça-feira.

— A próxima etapa é a mais complicada porque é com o cliente, o consumidor que, na ponta, escolhe um ou outro produto — disse o ministro.

O governo teme que possíveis desdobramentos da Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, dificultem o acesso da carne brasileira no exterior. Dependendo do que a PF encontrar a mais no esquema de corrupção que liberava a venda de carnes vencidas ou com aditivos não permitidos pela legislação sanitária, os estragos à imagem do Brasil como fornecedor de proteína animal serão marcantes e duradouros. “É um buraco negro”, resumiu uma fonte do governo.


 

 

Meirelles diz que reforma da Previdência é fundamental para recuperação



O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, defendeu a reforma da Previdência no Brasil. Ele participou do seminário “Previdência Social no Brasil: aonde queremos chegar”, realizado no Cento do Rio de Janeiro.

— É imprescindível fazer a reforma da Previdência. Não é uma questão de opinião. É necessidade. Se a reforma não for feita, será insustentável. Um dos problemas do Rio de Janeiro é a previdência. E isso ocorre em vários estados. Tem que fazer a reforma agora enquanto há tempo para fazer. Não se pode postergar, se não a situação lá na frente será pior — disse Meirelles em sua apresentação.



O ministro destacou ainda que “é importante que se aprove o mais rápido possível a reforma da previdência”.

— A aprovação mais rápida tem impacto nas expectativas das empresas e dos consumidores. E isso é fundamental para a recuperação da economia em 2017. Tem que se aprovar a reforma o mais rapidamente possível de maneira que as expectativas continuem melhorando e que a economia continue crescendo, como já está dando sinais disso — afirmou Meirelles.

Ele lembrou ainda que, ao olhar dados de longo prazo, a Previdência, sem uma reforma, é insustentável. Ele citou o caso de países que tiveram que cortar a previdência de quem já estava recebendo.


Esses países esperaram muitos anos. A reforma é importante que seja feita agora. Estamos trabalhando com organizações internacionais, como o Banco Mundial, que fez um estudo sobre a previdência do Brasil, e há um outro estudo que está começando com a OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), grupo de 36 países relevantes do mundo. São órgãos técnicos internacionais isentos que fazem estudos para mostrar que há um déficit enorme da Previdência Social no Brasil e é crescente. Todos queremos que o brasileiro receba sua previdência e com segurança 


 

 

Governo eleva previsão de déficit primário para 2018


 

Um dia depois de  anunciar recuos na reforma da |previdência o governo informou, , que trabalhará com um rombo maior nas contas públicas em 2018. A meta fiscal será um déficit primário de R$ 129 bilhões para o governo central. Originalmente, a equipe econômica havia indicado que a meta do ano que vem seria um déficit primário de R$ 79 bilhões, mas esse número dificilmente seria cumprido.

Por isso, para evitar mais especulações, o presidente Michel Temer ordenou à equipe econômica que anunciasse logo o novo número. A meta fiscal é fixada no projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO), que tradicionalmente é enviada ao Legislativo no dia 15 de abril. No entanto, Temer quis explicar logo ao mercado que está trabalhando com números realistas e que o governo está comprometido com o ajuste fiscal apesar das mudanças na reforma da Previdência e na meta. Por isso, decidiu antecipar o anúncio.

Nas últimas semanas, parte da equipe econômica defendeu uma mudança na meta de 2018. Esse grupo alegava que, diante do fraco desempenho das receitas e da dificuldade em enxugar despesas, a meta de R$ 79 bilhões já não era mais realista e deveria ser alterada logo. Outro grupo, no entanto, acreditava que seria melhor mandar o PLDO de 2018 com a meta atual e esperar uma aprovação da reforma da Previdência, o que daria um compromisso mais firme com a austeridade.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que a revisão do rombo das contas públicas em 2018 se deve aos efeitos defasados da crise econômica de 2015 e 2016, que impactaram a arrecadação. A meta fiscal de 2019 também foi revista. Originalmente, o resultado primário seria equivalente a zero. Agora, ele se transformou num déficit primário de R$ 65 bilhões. Segundo Meirelles, as contas públicas só voltarão ao azul em 2020, quando o governo espera um superávit primário de R$ 10 bilhões para o governo central.

— O que embasa esses números são os efeitos da crise em 2015 e 2016, com efeito defasado na arrecadação




 

 

Saída de recursos da poupança soma R$ 17,4 bilhões

A caderneta de poupança continuou registrando perda de recursos no mês de março e, também, no primeiro trimestre deste ano, mas em menor valor do que o mesmo período dos dois anos anteriores, segundo informações divulgadas pelo Banco Central.

Em março, as retiradas superaram os depósitos em poupança em R$ 4,99 bilhões. Com isso, a evasão de recursos da poupança foi menor do que o mesmo mês de 2016 (-R$ 5,37 bilhões) e também de 2015, quando as retiradas líquidas somaram R$ 11,43 bilhões.

Já no primeiro trimestre deste ano, ainda de acordo com os dados da autoridade monetária, a retirada de recursos somou R$ 17,4 bilhões - ficando abaixo da saída registrada em 2016 (-R$ 24,05 bilhões) e 2015 (-R$ 23,23 bilhões).

Em todo ano de 2016, R$ 40,7 bilhões deixaram a poupança. O resultado foi o segundo pior da série histórica, que começa em 1995, atrás apenas de 2015, quando saíram da poupança R$ 53,5 bilhões.

A saída de recursos da caderneta de poupança acontece em um momento de baixo nível de atividade econômica, com aumento do desemprego e inadimplência em patamar elevado. Além disso, a poupança também tem registrado baixo rendimento frente a outras aplicações financeiras.

Saldo da poupança

Com a retirada líquida de recursos da poupança, no final de março o estoque dos valores depositados, ou seja, o volume total aplicado, registrou queda.

No fim de dezembro de 2016, o saldo da poupança estava em R$ 664,9 bilhões. Ao fim de fevereiro de 2017, somava R$ 660,6 bilhões e, em março, recuou para R$ 659,4 bilhões.

Além dos depósitos e das retiradas, os rendimentos creditados nas contas dos poupadores também são contabilizados no estoque da poupança. Em março, os rendimentos totaliaram R$ 3,75 bilhões.

Rendimento

O baixo rendimento da poupança também tem contribuído para as retiradas. Enquanto o rendimento dos fundos de renda fixa sobe junto com a Selic (a taxa básica de juros determinada pelo Banco Central), o das cadernetas fica limitado a 6,17% ao ano mais a variação da Taxa Referencial (TR) quando a Selic está acima de 8,5% ao ano.

Atualmente, a Selic está em 12,25% ao ano.

Segundo a Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), na atual situação as aplicações em renda fixa, como fundos de investimento, ganham mais atratividade porque o rendimento fica acima do da poupança na maioria dos casos. A poupança continua atrativa somente para fundos com taxas de administração acima de 2,5% ao ano.

No ano passado, de acordo com a Economatica, a caderneta de poupança rendeu 8,3%. Ou seja, o rendimento das cadernetas foi superior à inflação de 2016, que ficou em 6,29%. Foi o melhor resultado desde 2009, quando o ganho foi de 2,63%.

Mesmo assim, a poupança perdeu para a Bovespa (30,72% de rentabilidade, descontada a inflação) e para a renda fixa, representada pelo CDI, que teve ganho real de 7,25% em 2016.

Analistas avaliam que o Tesouro Direto, programa que permite que pessoas físicas comprem títulos públicos pela internet, via banco ou corretora, sem necessidade de aplicar em um fundo de investimentos, também pode ser uma boa opção para os investidores. O programa tem atraído a atenção de aplicadores nos últimos anos.

 

Com acordo, Hipercard deve ser aceito em todas máquinas de cartão

 


O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) homologou um acordo com o Itaú Unibanco e a rede de cartões Hipercard Banco Múltiplo. O Termo de Cessação de Conduta (TCC) permitirá que a bandeira Hipercard seja aceita em qualquer máquina de cartões, não mais apenas pelas máquinas da Rede, credenciadora ligada ao Itaú.

O acordo decorreu de um inquérito, aberto pelo Cade, que questionava a exclusividade, para esse tipo de cartão, às máquinas da Rede. O inquérito ainda investiga essa mesma relação entre os cartões Elo e Amex em relação à Cielo. Para essas empresas, no entanto, não houve acordo e o caso ainda está aberto.

— Se um consumidor quisesse utilizar cartão de crédito Hipercard, só poderia fazer isso em estabelecimentos que tivessem a maquininha da Rede. O acordo acaba com essa exclusividade. Isso significa que a Hipercard vai poder ser passada em qualquer maquininha, vai poder ser utilizado por qualquer credenciadora. Isso fomenta bastante a concorrência entre as credenciadoras — explicou o superintendente-geral do Cade, Eduardo Frade.

Pelo acordo, as Hipercard terá que estar aberta a novos credenciadores a partir de 30 de abril. Depois desse período, terá um cronograma de cumprimento de metas de dois anos.

MÁQUINAS INTERCAMBIÁVEIS

Um outro TCC firmado com a Rede diz respeito a reciprocidade das máquinas de cartão, aqueles casos em que um mesmo aparelho aceita várias redes de cartões de crédito e débito. Um outro inquérito aberto pelo Cade mostra que a Rede e a Cielo abriam as suas máquinas uma para a outra, mas não o faziam para empresas menores, o que as excluía do mercado.


Se um lojista quisesse aceitar um credenciador menor, teria que ter uma maquininha para cada. Com o acordo, pode agora contratar a Rede e aceitar várias credenciadoras na mesma máquina. Isso também fomenta a concorrência nesse mercado _ explicou Frade.

Também nesse caso, a Cielo continua sob investigação.

O Itaú Unibanco divulgou uma nota afirmando estar “comprometido com a evolução do setor de cartões, buscando o alinhamento a práticas internacionais de abertura de mercado. A Resolução que define as regras para o uso do rotativo e os compromissos assumidos perante o CADE são passos importantes nessa direção”.


 

 

Exportação de frangos e suínos recua em março


O embargo de alguns países à carne de frango e suínos do Brasil, depois da operação Carne Fraca, da Polícia Federal, resultou numa queda das exportações desses produtos em março, em relação ao mesmo mês do ano passado, segundo levantamento da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). No caso de frangos, a queda foi de 4,1% enquanto os embarques suínos caíram 3,4% no mês passado na comparação anual.

No mercado de frango, considerando todos os produtos, entre in natura, embutidos e processados foram embarcadas 386,4 mil toneladas, no mês passado, frente a 402,9 mil toneladas em 2016.

O presidente-executivo da ABPA, Francisco Turra, destacou que os embargos impostos por China e Hong Hong, que estão entre os maiores compradores de carne brasileira tiveram impacto nas exportações de março.

— Os embarques de carne de frango in natura para a China, por exemplo, retraíram 30% em relação ao mesmo período do ano passado. Hong Kong importou 12% a menos - disse Turra.

RECEITA CRESCEU

Em receita, entretanto, houve crescimento de 13,6% em março na comparação com o mesmo período do ano passado, com total de US$ 661,3 milhões neste ano frente aos US$ 582,1 milhões no ano anterior.

— A suspensão temporária da emissão de certificados de exportação para determinados mercados alterou o ‘mix’ dos embarques, aumentando a presença de produtos com maior valor no saldo final do mês, o que fez o preço médio da tonelada subir - explicou o presidente-executivo da ABPA.

No acumulado do ano, os resultados seguem positivos, com altas de 3,8% nos volumes embarcados neste primeiro trimestre, na comparação com o mesmo período do ano anterior – com 1,079 milhão de toneladas - e de 22,8% em receita – com US$ 1,829 bilhão.



No mercado de suínos, foram embarcadas 54,8 mil toneladas, no mês passado, frente a 56,7 mil toneladas no ano passado. Já em receita, houve crescimento de 39,5%, com US$ 138,3 milhões neste ano (frente a US$ 99,1 milhões no ano anterior).

No saldo total do primeiro trimestre, as exportações de carne suína in natura cresceram 9,9% na comparação com os três primeiros meses do ano anterior, chegando a 153,4 mil toneladas em 2017. Em receita, a alta chega a 47,9%, totalizando US$ 365,5 milhões neste ano.

— As exportações de carne suína in natura para a China retraíram 24% em março em relação ao ano anterior. Para Hong Kong, a queda chegou a 27%. A maior retração aconteceu nas vendas para o Chile, que atingiu 33%”, disse o vice-presidente de mercados da ABPA, Ricardo Santin.


 

 

Cade aprova venda de fatia em área da Petrobras

 

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a venda dos direitos de 22,5% detidos pela Petrobras na área de concessão denominada Iara, no bloco BM-S-11, para a petroleira francesa Total, segundo despacho publicado nesta segunda-feira no Diário Oficial da União.
A concessão, no pré-sal da Bacia de Santos, inclui os campos de Berbigão, Sururu e Atapu Oeste, segundo documentos enviados pelas empresas ao Cade.

O negócio faz parte de uma aliança estratégica assinada pelas duas empresas no fim de dezembro. Os contratos do negócio foram assinados no início do mês passado e envolveram um total de US$ 2,2 bilhões.

Na defesa do negócio envolvendo Iara junto ao Cade, as empresas disseram que os campos envolvidos nesta operação estão em fase de desenvolvimento e não apresentam produção.

"Quando a produção for iniciada, e considerando o pico de produção dos campos, estima-se que esse valor representará menos de 7 por cento da produção nacional de petróleo", disseram elas em documento.

 

Os preços dos remédios poderão subir até 4,76%

Resolução da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed), órgão do governo formado por representantes de vários ministérios, fixou em 4,76% o reajuste máximo permitido aos fabricantes na definição dos preços dos medicamentos. A decisão foi publicada no "Diário Oficial da União".

A regulação é válida para um universo de mais de 19 mil medicamentos disponíveis no mercado varejista brasileiro.

Em 2016, o reajuste máximo autorizado foi de 12,5%. Em 2015, foi de 7,7%. Em 2014, o reajuste foi de 5,68%.

De acordo com a portaria, o reajuste leva em conta o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 10 de março de 2017, cuja taxa foi de 4,76% no período de março de 2016 a fevereiro de 2017.

Grupos

Foram autorizados 3 níveis diferentes de alta, conforme o perfil de concorrência dos produtos, seguindo a lógica de que, nas categorias com um maior número de genéricos, a concorrência é maior e, portanto, o aumento também pode ser maior.

De acordo com o Ministério da Saúde, o primeiro grupo é o dos medicamentos de maior concorrência, são aqueles que possuem mais laboratórios produzindo diversas marcas ou genéricos substitutos. São, por exemplo, os medicamentos inibidores da bomba de prótons (omeprazol, pantoprazol, etc.) e estatinas (sinvastatinas, atorvastatina, etc.). Esses produtos podem aumentar em até 4,76%.

O segundo grupo de medicamentos são os que têm concorrência moderada, como antifúngicos sistêmicos (cetoconazol, fluconazol, etc.) e analgésicos narcóticos (tramadol, morfina, etc.). Esses medicamentos vão poder ter aumentos de seus preços máximos em até 3,06%.

Já o terceiro grupo é o dos medicamentos com baixa concorrência, como os corticosteroides oral puro (betametasona, dexametasona, etc.) e penicilinas injetáveis (ampicilina, amoxicilina, etc.). Os medicamentos desse grupo respondem por mais da metade do mercado de medicamentos e terão os menores ajustes, em no máximo 1,36%.

Menor reajuste em 10 anos

De acordo com o Ministério da Saúde, o reajuste é o menor registrado nos últimos 10 anos. Para este ano, o ajuste médio autorizado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos ficou em 2,63%, valor abaixo da inflação acumulada de 4,76%.

De acordo com o ministério, nos últimos 10 anos, enquanto o IPCA variou 82,30%, o ajuste dos medicamentos medido pelo IPCA farmacêutico foi de 64,88%. “Descontando-se a inflação, portanto, observa-se uma queda real nos preços autorizados pela Cmed ao longo dos últimos anos”, diz o ministério em nota.

O ministério informou que a fórmula do reajuste leva em conta o IPCA e fatores relacionados à concorrência de mercado, produtividade da indústria farmacêutica e os custos de produção. O ministro da Saúde, Ricardo Barros, avalia que a queda nas taxas da energia elétrica e do câmbio impactaram nos cálculos deste ano.

O Ministério da Saúde esclarece que o percentual de ajuste publicado pela Cmed não é um índice automático de aumento de preços, uma vez que é aplicado ao valor máximo para a venda dos medicamentos. Para ter direito ao ajuste, as fabricantes devem encaminhar as informações de vendas realizadas no segundo semestre do ano passado e informar qual percentual de ajuste pretende aplicar, o que não pode ultrapassar o máximo autorizado para cada classe de medicamentos.

Reajuste não deve ser total

Para a Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), o índice máximo será aplicado aos medicamentos com maior oferta no mercado. Assim, por conta da concorrência e dos descontos em farmácias, o reajuste não deve ser aplicado em sua totalidade.

A Interfarma afirma ainda que a média dos reajustes está novamente abaixo da inflação, fato que se repetiu quase todos os anos desde 2005. “O reajuste não é totalmente aplicado, na prática, porque a concorrência de mercado resulta em descontos expressivos nas vendas em farmácias. E existem descontos obrigatórios para o governo, além de abatimentos negociados”, explica o presidente-executivo, Antônio Britto.

A entidade diz que os índices de reajuste são calculados com base no IPCA e também levam em conta fatores de produtividade e de concorrência apontados pela CMED. Segundo a associação, no ano passado, o índice acabou sendo mais alto porque o país passava por um período de alta na inflação. “A indústria farmacêutica também havia sido impactada pelas variações do câmbio e pela alta da energia elétrica – todos fatores previstos no cálculo oficial para o índice de reajuste”, afirma.

Reajuste não é imediato

De acordo com o Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma), o reajuste atualiza a tabela de Preços Máximos ao Consumidor (PMC) e não gera aumentos automáticos nem imediatos nas farmácias e drogarias, principalmente em relação aos medicamentos que apresentam grande concorrência.

Em regra, há um período de ajuste, que dura de dois a três meses. As primeiras variações de preço acontecem frequentemente em junho ou julho, quando começam as reposições de estoque, já que o varejo costuma antecipar compras antes da entrada em vigor do reajuste, segundo o Sindusfarma.

Para o Sindusfarma, com o reajuste médio de 2,63%, esses índices autorizados "não repõem a inflação passada (IPCA), no acumulado de 12 meses (março de 2016 a fevereiro de 2017) e muito menos os aumentos incorporados à estrutura de custos do setor".

"Entre 2008 a 2016, para um reajuste de preços dos medicamentos acumulado de 58,83%, a inflação geral acumulada atingiu 77,20% (INPC-IBGE) e os aumentos de salário concedidos pelo setor somaram 93,41%. Se todas as apresentações de medicamentos forem reajustadas pelos índices máximos autorizados, o aumento médio de preços dos medicamentos deverá ficar abaixo da inflação geral", informou.

 

 

Programa de regularização Tributária (PRT) no âmbito da (RFB)

 

Em 04 de janeiro do corrente ano, o presidente da República em exercício editou a Medida Provisória (MP) 766/2017, que instituiu o Programa de Regularização Tributária (PRT) junto à Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) e à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). No âmbito da Receita Federal, objeto dessa resenha, a regulamentação do Programa se deu através da Instrução Normativa (IN) RFB n° 1.687, de 31 de janeiro de 2017. Já os débitos inscritos em Dívida Ativa da União deverão ser negociados conforme disciplinado pela PGFN, mediante a Portaria PGFN n° 152, de 02 de fevereiro de 2017.

Entre os objetivos do Programa estão a prevenção e a redução de litígios administrativos ou judiciais relacionados a créditos tributários e não tributários, bem como a regularização de dívidas tributárias exigíveis, parceladas ou com exigibilidade suspensa.O estímulo à regularização de passivo tributário de pessoas físicas e jurídicas (de direito público ou privado) abrange também débitos objeto de lançamento de ofício, efetuados inclusive após a publicação da MP, desde que tenham os mesmos vencimentos das dívidas abrangidas pelo PRT (30 de novembro de 2016).

De acordo com um levantamento feito pela RFB (base: junho/2016), o total de créditos ativos (devedores, parcelados e com exigibilidade suspensa por litígios administrativo ou judicial) ultrapassa o montante de R$ 1,54 trilhões, somente no âmbito da RFB. O PRT busca a redução desses litígios e o consequente aumento na arrecadação do país. Em relação à regularização de dívidas exigíveis, a exposição de motivos da MP justifica a proposta pela “necessidade de proporcionar às empresas condições de enfrentarem a crise econômica atual por que passa o País, permitindo que voltem a gerar renda e empregos e a arrecadar seus tributos”.

Por outro lado, o Programa não abrange os débitos vencidos após 30 de novembro de 2016, os débitos apurados na forma do Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Simples Nacional), os débitos apurados na forma do Regime Unificado de Tributos, de Contribuições e dos Demais Encargos do Empregador Doméstico (Simples Doméstico) e os débitos apurados na forma do Regime Especial de Tributação (RET), instituído pela Lei 10.931/2004.

No âmbito da RFB, o sujeito passivo poderá liquidar os débitos abrangidos pelo PRT mediante a opção por uma das modalidades abaixo, durante o prazo de adesão (de 01 de fevereiro de 2017 a 31 de maio de 2017), através do Portal e-CAC:

 

Hong Kong recolhe toda a carne de frigoríficos brasileiros


A região administrativa de Hong Kong — o terceiro maior comprador de carne do Brasil — vai tirar do mercado toda a carne brasileira procedente de frigoríficos envolvidos no escândalo da operação “Carne Fraca” da Polícia Federal. Cinco dos 21 investigados, que já haviam sido interditados pelo governo brasileiro, exportaram mercadoria para a cidade. A decisão foi anunciada pelo secretário de Segurança Alimentar e Higiene Ambiental, Ko Wing-man, após encontro com o cônsul-geral do Brasil. As autoridades locais estavam relutantes em adotar esta medida pela dificuldade de recolher o que já está no mercado. Em outro revés para a imagem do Brasil no exterior, as lojas McDonald’s e KFC de Hong Kong decidiram tirar a carne brasileira do cardápio para tranquilizar a clientela.

As plantas que venderam carnes para Hong Kong foram Frango DM Indústria e Comércio de Alimentos Ltda, Seara Alimentos Ltda, BRF S/A, JJZ Alimentos S.A. e Frigorífico Larisa Ltda.

— Não pudemos eliminar completamente os riscos ocultos em termos de segurança alimentar — disse o secretário Ko Wing-man.

No caso de McDonald’s e KFC, acredita-se que o movimento se repita em outros estabelecimentos na cidade até que as autoridades liberem as importações da carne do Brasil (suspensas desde a terça-feira). O Centro para Segurança Alimentar (CFS) de Hong Kong deu esperanças aos produtores de que poderá voltar atrás em breve e anunciou que os primeiros resultados de testes realizados esta semana em amostras de carnes brasileiras foram “satisfatórios”.

A entidade, contudo, não deu prazos para o fim das restrições e afirmou que vai rever seus próximos passos de acordo com os dados fornecidos pelo Brasil. “O centro vai continuar em contato com as autoridades brasileiras para obter mais informações detalhadas sobre riscos e vai rever oportunamente suas próximas ações em resposta aos últimos acontecimentos”. Desde o dia 21 de março, segundo o CFS, 27 amostras foram retiradas dos carregamentos importados e do varejo para medir os graus de deterioração da mercadoria ou outros indicadores de segurança alimentar (tais como contaminação metálica).

A lista completa dos frigoríficos investigados

Diante do embargo, o McDonald’s Hong Kong explicou que suspendeu as vendas do “BBQ McWings”, ou asas de galinha grelhadas porque descobriu-se que alguns lotes da mercadoria poderiam ter vindo do Brasil. Ao GLOBO, a empresa garantiu que o frango grelhado e McChicken que estão sendo oferecidos nas cerca de 240 lojas da marca em Hong Kong são provenientes da China. “Para garantir a tranquilidade dos consumidores, tiramos temporariamente os “BBQ McWings” do cardápio como medida de precaução. Confirmamos que o frango grelhado e o McChicken disponíveis nos restaurantes são todos da China”, diz, lembrando que não há qualquer ingrediente servido em suas lojas que tenha sido importado dos 21 frigoríficos que estão sob investigação no Brasil na operação “Carne Fraca” da Polícia Federal.

 

 

Governo está fazendo 'o máximo' para evitar aumento de impostos

O Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que o governo federal está se esforçando para evitar a necessidade de aumento de impostos, como medida para compensar a queda na previsão de arrecadação.

"Nós estamos exatamente fazendo o máximo possível para evitar [alta de tributos], por isso que não anunciamos precipitadamente ontem", disse o ministro, após participar de cerimônia no Palácio do Planalto.

O ministro se refere ao anúncio, na quarta, de que a arrecadação federal será menor que a prevista e, as despesas do governo, um pouco maiores, o que gerou um buraco de R$ 58,2 bilhões no orçamento de 2017.

Esse rombo surgiu porque, quando da elaboração do orçamento, o governo previa um crescimento de 1,6% para a economia brasileira neste ano. Entretanto, essa estimativa foi revista e agora é de crescimento de apenas 0,5%.

Com desempenho mais fraco da economia, o governo teve que rever, para baixo, a sua previsão para a arrecadação com impostos e tributos, que será R$ 54,7 bilhões menor. Além disso, as despesas serão R$ 3,4 bilhões maiores neste ano. Com a soma dos dois valores, chega-se ao rombo de R$ 58,2 bilhões no orçamento.

Corte de gastos e alta de impostos

Por conta disso, havia a expectativa de que o governo anunciaria, na quarta, as medidas para cobrir esse buraco no orçamento. Entre as possibilidades estão corte de despesas e aumento de impostos, além de receitas extras com a venda ou concessão de bens.

Sem cobrir o rombo no orçamento, o governo não consegue cumprir a meta fiscal, que já é de déficit (despesas maiores que receitas) de R$ 139 bilhões em 2017.

Meirelles, entretanto, anunciou na quarta que o governo vai esperar até a próxima semana para definir quais medidas serão adotadas. Ele adiantou, porém, que os R$ 58,2 bilhões não serão totalmente cobertos por corte de gastos. E disse que há "uma grande possibilidade" de elevação de impostos para conseguir esses recursos.

 

Governo comunista do  (PT)  no Brasil estagnou o Índice de IDH da ONU



Pela primeira vez em 25 anos, o Brasil estacionou no ranking do desenvolvimento humano. A maior recessão da história fez a renda da população despencar e freou o avanço constante que se observava no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), calculado pelas Nações Unidas, desde 1990. Ele permaneceu em 0,754 entre 2014 e 2015 e manteve o Brasil na 79ª posição num ranking de 188 nações. Pelos critérios da ONU, quanto mais próximo de 1, maior é o desenvolvimento humano de um país. O IDH é calculado com base em indicadores de saúde, educação e renda.

A coordenadora do Relatório de Desenvolvimento Humano (RDH) Nacional, Andréa Bolzon, afirmou, nesta terça-feira, que o fato de o Brasil ter ficado estagnado no desenvolvimento humano em 2015 acende uma luz amarela para o país. Ela destacou que o país vinha melhorando consistentemente desde 1990, mas pisou no freio por causa da queda na renda.

- É uma luz amarela - disse ela.


Outro aspecto preocupante, segundo Andréa, é o fato de o Brasil perder posições no desenvolvimento humano quando o indicador é calculado levando em consideração as desigualdades. Quando elas entram na fórmula, o Brasil perde nada menos que 19 posições no ranking do desenvolvimento humano. O país só fica atrás do Irã (que perde 40 posições) e de Botsuana (que perde 23). Também neste caso, a renda é o principal problema brasileiro. Ela é o principal fator de desigualdade entre os brasileiros.

De acordo com o Relatório de Desenvolvimento Humano (RDH) 2016, divulgado nesta terça-feira pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), o Brasil – que está na lista de nações com alto desenvolvimento humano – conseguiu avanços discretos em saúde e educação. A expectativa de vida ao nascer, por exemplo, subiu de 74,5 anos para 74,7 anos. Já a média de anos de estudo passou de 7,7 anos para 7,8 anos entre 2014 e 2015. A expectativa de anos de estudo (quanto tempo se espera que uma pessoa passará na escola) ficou em 15,2 anos.

No entanto, a Renda Nacional Bruta (RNB) per capita caiu de US$ 14.858 para US$ 14.145, o que representa uma retração de 4,8%. Segundo a coordenadora do RDH, esse foi o fator responsável pela estagnação do IDH brasileiro. Ela destacou que apenas cinco países não conseguiram avançar no ranking da ONU.


Subir uma ou duas posições não é difícil no ranking do IDH. Por isso a estagnação do Brasil é algo significativo e preocupante — disse Andréa.


 

 

 

‘O estrago já está feito’, afirma Moreira Franco em relação à carne



O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Moreira Franco, disse que o “estrago” da Operação Carne Fraca da Polícia Federal na economia já está feito e que, agora, o governo brasileiro está trabalhando para contornar o problema junto aos mercados compradores. E neste sentido, destacou, todos os esforços serão no sentido de demonstrar a “robustez” do sistema de fiscalização do país. Moreira disse que está havendo uma “espetacularização” da cobertura.

— A espetacularização da cobertura é muito mais grave que o fato. Se acontece um problema nesse setor, as dimensões econômico-financeiras e no emprego são infinitamente superiores a do setor de petróleo e gás (em referência às investigações conduzidas pela PF na Petrobras). O estrago foi feito e nós estamos correndo para segurar- disse o ministro.

Ele destacou que a cobertura de assuntos econômicos exige mais cuidados, diferentemente das "futricas" da política. Mencionou ainda que todo o ambiente deflagrado com a Operação da PF acaba favorecendo os competidores do Brasil:

— Você não pode tratar as questões econômicas com a mesma ligeireza da cobertura das futricas do Salão Verde e do Salão Azul, da Câmara dos Deputados e do Senado. No mercado europeu, por exemplo, França e Irlanda disputam palmo a palmo com a carne brasileira.


 

 

IGP-M registra variação de 0,08% na segunda prévia de março

Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), também chamado de "inflação do aluguel", porque é usado para reajustar a maioria dos contratos imobiliários, chegou a 0,08% na segunda prévia de março. No mesmo período do mês anterior, a variação foi de 0,02%.

Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o indicador acumula alta de 0,81% no ano e de 4,92% em 12 meses.

Usado no cálculo do IGP-M, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que avalia os preços no atacado, teve variação de -0,08%. No mesmo período do mês de fevereiro, havia ficado em -0,15%.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), outro subíndice, com peso menor, que calcula os preços no varejo, apresentou taxa de variação de 0,32%, na segunda prévia de março. No mesmo período do mês anterior, a taxa foi de 0,36%. Três das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação. A principal contribuição partiu do grupo educação, leitura e recreação (2,27% para -0,40%).

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou variação de 0,52%, no início de março. No mês anterior, esse índice apresentou taxa de variação de 0,35%.

 

 

Governo privatiza quatro aeroportos por R$ 3,7 bilhões



Três grupos europeus arremataram os quatro aeroportos oferecidos pelo governo federal em leilão realizado na Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa). Considerando todo o período de concessão dos quatro terminais, o governo vai arrecadar R$ 3,720 bilhões, ágio de cerca de 23% sobre o valor inicial esperado de R$ 3 bilhões.

O aeroporto de Fortaleza foi arrematado pela alemã Fraport por R$ 425 milhões, a oferta mínima era de R$ 360 milhões. A concorrente neste ativo era a francesa Vinci e, no total, foram dados seis lances pelo terminal. A Fraport também levou o terminal de Porto Alegre com lance de R$ 290,512 milhões, a oferta inicial mínima era de R$ 31 milhões. O ágio foi de 837%. Neste caso, a alemã disputou com Zurich. No total, foram ofertados oito lances para Porto Alegre.

Já o terminal de Salvador ficou com a francesa Vinci por R$ 660,943 milhões. A Vinci foi a única proponente interessada no aeroporto baiano e, portanto, não houve concorrência.

O aeroporto de Florianópolis foi bem disputado pelas empresas Zurich e Fraport, com onze lances feitos ao longo da 1h30 de leilão. Ao final a vitoriosa foi a Zurich, com lance de R$ 83,3 milhões, contra valor inicial de R$ 53 milhões.

Porto Alegre foi o aeroporto com maior ágio (837%) desse leilão. Nas concessões anteriores, o prêmio sobre o aeroporto de Brasília, em 2012, foi de 673,9%. No entanto, nos certames passados o ágio era calculado sobre o valor total da outorga, e não apenas sobre a parcela à vista de 25%. Os prêmios nas demais praças foram os seguintes: 18% em Fortaleza, 57% Florianópolis, e 113% para Salvador.

Os lances mínimos foram fixados com base em 25% do valor da outorga. Esses valores ser pagos a vista, no momento da assinatura do contrato. Nesta etapa, o governo vai arrecadar R$ 1,46 bilhão, ágio de quase 93,75% sobre o valor mínimo estabelecido pelo edital (R$ 753 milhões). Os investimentos esperados ao longo do prazo de concessão totalizam R$ 6,613 bilhões. A concessão dura de 30 anos, prorrogáveis por mais cinco, com exceção do aeroporto de Porto Alegre, em que o período é de 25 anos, extensíveis por mais cinco.

Levando em conta o valor total da outorga, e não apenas os 25% usados como base dos lances, os ágios para cada terminal são menores. No caso de Porto Alegre, cai para 209,3%; Salvador 28,3%; Florianópolis 14,3% e Fortaleza de apenas 4,5%, menores do que em leilões anteriores.


 

 

Com crise, desigualdade no país aumenta pela primeira vez em 22 anos

A desigualdade voltou a aumentar no país. Ao atingir patamares recordes em 2016, o desemprego fez com que a disparidade da renda domiciliar per capita no Brasil registrasse o primeiro aumento em 22 anos, desde o início do Plano Real, mostra o índice de Gini calculado pela FGV Social. O indicador — que varia de zero a um e que, quanto mais perto de zero estiver, mais igual é a sociedade — chegou a 0,5229 no ano passado, alta de 1,6% em relação ao ano anterior. Com o resultado, o Brasil voltou três anos no tempo e anulou a redução da desigualdade registrada em 2014 e 2015.

— Além do aumento do desemprego, tem a inflação corroendo a renda média. O desemprego se tornou sério porque aumentou, mas também porque é de longa duração. A pessoa fica desempregada e demora a sair da situação — analisa o economista Marcelo Neri, diretor da FGV Social e ex-presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Segundo Neri, o aumento na desigualdade registrado no ano passado preocupa principalmente porque o bolo a ser dividido não só encolheu, mas murchou para os mais pobres. Além do custo social, o economista observa que os efeitos sobre esse grupo são muito ruins para a economia, pois os mais pobres comprometem a maior parte da renda com consumo. Eles são, portanto, parte importante na demanda que tanto se espera destravar para que a atividade econômica brasileira volte a crescer.

Estamos andando para trás em justiça social. Em 2015, apesar de o índice de Gini ter ficado estável, a renda dos 5% mais pobres já havia caído 14%, e a pobreza, aumentado 19,3%. O resultado de 2016 penalizando este grupo novamente é uma desgraça. Se os mais pobres estão perdendo mais, as empresas vendem menos. A queda do consumo é mais forte quando a desigualdade aumenta. Programas voltados aos mais pobres, como o Bolsa Família, têm um impacto multiplicador sobre a demanda da economia três vezes maior que o da Previdência ou o do FGTS — exemplifica o diretor da FGV Social.

Mais pobres são os mais penalizados

Manuel Thedim, economista do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iets), não se surpreende com esses dados:

— Quem perde o emprego primeiro na recessão são os mais pobres e menos escolarizados, logo, o de menor produtividade. Um economista, na década de 1950, conseguiu comprovar que renda, escolaridade e produtividade têm uma correlação forte. Quem tem mais anos de estudo terá mais renda do que quem tem menos anos de estudo. Se o desemprego tivesse atingido os mais ricos, a desigualdade teria caído.



 

 

 

Presidente da Petrobras: ‘Venda de ativos não é uma escolha, é uma necessidade



Quase dez meses depois de assumir o cargo, e cercado por liminares e exigências de órgãos reguladores, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, afirma que a empresa melhorou do ponto de vista operacional, “mas continua tendo a mesma dívida de US$ 100 bilhões, a maior do mundo entre empresas do setor”. Segundo ele, “vender ativos não é uma escolha, é uma necessidade” para garantir o futuro da Petrobras.

A Petrobras está enfrentado uma série de problemas. Um deles com o TCU. Como vai enfrentá-los?

É importante deixar claro que a empresa melhorou do ponto de vista operacional, mas continuava tendo, no terceiro trimestre de 2016, uma dívida liquida acima de US$ 100,3 bilhões. Nossa obrigação é chamar atenção de que, sob o ponto de vista patrimonial, o problema está do mesmo tamanho.

A Petrobras continua em crise?

Ainda é uma dívida extremamente elevada, ainda é a maior dívida de todas as empresas de petróleo relevantes de todo o mundo. Por isso, esse programa de desinvestimento é fundamental para o futuro da Petrobras, porque seu grande objetivo não é pagar dívidas, é viabilizar o nível de investimentos futuros. Porque a dívida tem que ser paga.

O programa de venda de ativos enfrenta forte oposição, principalmente entre sindicatos da categoria...

Existe uma reação ideológica muito grande contra o programa de vendas de ativos e parcerias. Mas essa venda começou no tempo da Graça (ex-presidente da Petrobras Graça Foster), no tempo do PT. Eles venderam campos de petróleo em produção. Fica evidente a inspiração ideológica da discussão.

Que alternativa existe para a venda de ativos?


Este programa não é uma alternativa, não é uma escolha. Ele é uma necessidade, a gente precisa desse programa. Fizemos operações de alongamento do perfil da dívida. Trocamos dívida velha por dívida nova, mas isso não muda o tamanho da dívida.

O Tribunal de Contas da União (TCU) suspendeu o programa de vendas de ativos da companhia exigindo mudanças...

O TCU quer melhorar as características do nosso programa para se adequarem melhor aos princípios constitucionais. E o TCU tem divergência antiga com relação ao decreto que deu à Petrobras um regime especial para realizar suas compras.

Quais as principais mudanças exigidas pelo TCU?

Mandamos convite para todos os possíveis interessados que possam se adequar às exigências do projeto, mas não fazemos um edital público. O TCU acha que não está de acordo com os princípios da publicidade. Vamos seguir a orientação do Tribunal, continuar escolhendo, mas vamos dar publicidade.

Essas mudanças nos procedimentos serão retroativas aos negócios já em andamento?

Existem cinco operações que estavam bem adiantadas que pudemos continuar, apesar de duas não terem sido concluídas por liminares (venda dos campos de Tartaruga Verde e Baúna e de campos no Golfo do México). Tem projetos em estágio avançado dentro da sistemática anterior, um terceiro conjunto de transações muito preliminares. Para essas em estágio avançado, a gente não sabe qual vai ser a orientação do TCU. Os ministros vão decidir quarta-feira. É importante ter certeza de que o processo não seja atacado no futuro. O ideal é que o assunto seja definido o mais rapidamente possível.


A venda do controle da Petrobras Distribuidora (BR) está dentro da lista dos projetos que aguardam decisão do TCU?

A BR está dentro desse processo, e tem uma liminar na Justiça também. Se tivermos que recomeçar as negociações, a liminar cai por falta de objeto.

Essa demora na venda de ativos pode afugentar os potenciais interessados?

Sim, pode. Alguns já conhecem o Brasil e entendem essas idas e vindas. Quem não conhece se assusta mais. Não houve desistência formal, mas uma das empresas interessadas já desmobilizou a equipe.

Foi o caso da australiana Karoon, que estava negociando a compra dos campos de Tartaruga Verde e Baúna?

Não posso comentar casos específicos.

Qual é o plano B para este ano, se atrasar a venda de ativos?

Não podemos deixar de pagar as dívidas. Portanto, teríamos que voltar a fazer ajustes nas outras três variáveis, que são a política de preços (dos combustíveis), investimentos e custos.

 

 

Dificuldade em marcar consultas nos planos de  saúde e juros dos cartões



Dificuldade em marcar consulta nos planos de saúde e juros abusivos nos cartões de crédito foram as principais reclamações registradas pelos cerca de setenta consumidores que procuraram,  a equipe itinerante da Comissão Municipal de Defesa do Consumidor, em frente a escola de samba Império Serrano, em Madureira. Nesta terça-feira, os agentes estarão na Rua dos Romeiros, na Penha, a partir das 10h, orientando e recebendo reclamações, que serão encaminhadas aos órgãos responsáveis para que as medidas legais sejam tomadas e acompanhadas pelos técnicos.

Segundo a presidente da comissão, vereadora Vera Lins (PP), a Semana do Consumidor tem como objetivo tirar dúvidas dos consumidores e orientá-los da melhor maneira possível para que tenham seu problema resolvido rapidamente.

— Estaremos durante toda essa semana percorrendo diversos bairros, orientando os consumidores e distribuindo exemplares do Código de Defesa do Consumidor, que, hoje, já pode ser considerado o livro de cabeceira de muitas pessoas. Temos por finalidade garantir que o direito dos consumidores seja preservado em toda sua plenitude, já que muitos encontram dificuldade na hora de trocar um produto ou reclamar de alguma outra situação. Que fique claro que até que se prove o contrário, o consumidor tem sempre razão — garantiu.

A vereadora disse ainda que é cada vez maior o número de produtos piratas comercializados nas ruas da cidade, e que, apesar das constantes fiscalizações e operações feitas pelos órgãos responsáveis, não para de subir.

Os consumidores que quiserem reclamar ou denunciar o direito violado, podem encaminhar suas reclamações através do e-mail consumidor@camara.rj.gov.br, e postá-las no site da Câmara Municipal clicando no “reclame aqui” do link da Defesa do Consumidor.

 

 

 

Agências da Caixa têm filas no 1º dia de saque de contas inativas

O saque das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) começou , e as agências da Caixa Econômica Federal já registravam filas antes da abertura antecipada, às 8h. Em todo o o país, têm direito a retirar o dinheiro neste mês 4,8 milhões de beneficiários nascidos em janeiro e em fevereiro. Na Paraíba, por exemplo, as agências registram filas desde as 4h.

As pessoas poderão retirar o dinheiro de acordo com um calendário de saques. No primeiro lote, que abriu nesta sexta-feira e vai até 10 de abril, apenas pessoas nascidas em janeiro e fevereiro poderão sacar.

 O início do prazo provocou uma corrida nas agências da Caixa Econômica em todo o país. Mesmo quem nasceu depois de fevereiro decidiu ir à Caixa no primeiro dia do saque. O taxista Ronildo dos Santos saiu de casa com o Cartão Cidadão e vai às agências tentar ver quanto tem em contas inativas do FGTS. Ele nasceu em outubro e só poderá fazer o saque em julho, mas mesmo assim vai tirar uma hora do seu dia para ir a uma agência.

"Estou vendo todo mundo ir lá. Quero ir também e ver quanto tenho de dinheiro. Pode resolver meus problemas", disse. Ele não consultou o saldo no site ou no app da Caixa e pretende fazer isso na agência.

Veja a situação em cada estado:

Acre

No Acre, os saques do FGTS inativo só começam neste sábado (11), porque esta sexta é feriado estadual pelo Dia Internacional da Mulher – que foi transferido neste ano do dia 8 para o dia 10.

Alagoas

Em Maceió, estava prevista uma grande movimentação nas agências, por isso, as equipes foram reforçadas, e funcionários estão na área de autoatendimento para orientar as pessoas. "Tinha uma fila logo cedo na entrada, mas logo ela foi diminuindo. As pessoas que estão com o cartão já sacam nos caixas. As que estão com algum problema, seguem para atendimento dentro da agência", disse Alexandre Barros Toledo, gerente de uma agência no centro. Segundo ele, de cada dez pessoas que comparecem hoje à agência, cerca de oito não têm saldo. "Muitas pessoas estão vindo consultar, mas não têm dinheiro a receber."

Amapá

Desde às 6h30 desta sexta-feira amapaenses aguardavam na fila para atendimento em Macapá. O movimento é considerado “dentro da normalidade” pela Caixa. "Acredito que não vamos ter maiores demandas”, disse o superintendente da Caixa no Amapá, Ederson Negri. Mas trabalhadores enfrentaram problemas na leitura do cartão e encontraram saldos indisponíveis. “Eu vim para sacar mesmo, só que está dando falha na leitura do cartão nesses dois caixas. Para sacar eu vou ter que ir lá dentro, mas a fila está muito grande, acho que vou voltar só amanhã”, lamentou o vendedor Ricardo Filho.

Amazonas

Antes mesmo da abertura das agências, trabalhadores de Manaus já faziam fila para sacar o FGTS inativo. O motorista Ronaldo Souto, de 41 anos, chegou às 5h20 para garantir o lugar da esposa, Claudia Froés, na fila. "Vamos quitar umas poucas dívidas que temos, gastar um pouco também e o restante vai pra poupança."

Bahia

No bairro do Comércio, em Salvador, por volta das 7h a fila na agência da Caixa já tinha 20 pessoas. As portas foram abertas às 9h. No entanto, a maior preocupação dos trabalhadores não era com a espera, e sim com a segurança ao sair da agência. "Fico com medo de ser assaltada. É um dinheiro que estava esperando para pagar uma conta", disse a operadora de seguros Tatiana Jesus.

Ceará

Debaixo de chuva, clientes formaram longas filas em uma das agências da Caixa em Fortaleza. A agência do Bairro Parangaba também registrou filas, que começaram a se formar por volta das 5h, bem antes da abertura da unidade. Por volta das 8h, cerca de 200 pessoas já estavam na porta na agência.

Distrito Federal

No primeiro dia de saque do FGTS, as filas em agências da Caixa no Distrito Federal começaram a se formar antes das 9h. Pouco depois, no entanto, não havia registro de longas filas. Na agência do Conjunto Nacional, próximo à rodoviária do Plano Piloto, não tinha fila. A espera foi grande somente para quem precisou de atendimento pessoal para outros serviços.

 

Embraer tem lucro líquido de R$ 648,3 milhões

A Embraer teve lucro líquido de R$ 648,3 milhões no 4º trimestre de 2016, resultado, 52,2% maior do que os R$ 425,8 milhões registrados no mesmo período de 2015. O lucro por ação foi de R$ 0,8813 (R$ 694,2 milhões e R$ 0,9437, excluindo-se impostos diferidos e itens não recorrentes).

No ano, o lucro líquido total foi de R$ 585,4 milhões e o lucro por ação ficou em R$ 0,7959 (R$ 969,4 milhões e R$ 1,3179 excluindo esses mesmos itens). Em 2015, o lucro foi R$ 241,6 milhões.

A empresa ainda apurou a geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de R$ 1,258 bilhão entre outubro e dezembro, mais que o dobro dos R$ 579,5 milhões observados no último trimestre de 2015.

No 4º trimestre, a empresa entregou 32 aeronaves comerciais e 43 executivas (25 jatos leves e 18 grandes). No ano, foram entregues um total de 108 aeronaves comerciais e 117 aeronaves executivas (73 jatos leves e 44 grandes), alcançando sua estimativa de entregas para 2016.

Para 2017, a estimativa da companhia é de atingir receita líquida de US$ 5,7 a US$ 6,1 bilhões, impulsionada pelas entregas estimadas de 97 a 102 jatos na Aviação Comercial e de 105 a 125 jatos na Aviação Executiva. A estimativa é de que a margem EBIT consolidada fique entre 8% a 9% e que o fluxo de caixa livre seja de um consumo máximo de US$ 150 milhões.

Trimestre anterior

No terceiro trimestre de 2016, a fabricantes de aeronaves registrou prejuízo de R$ 107 milhões, abaixo dos R$ 372 milhões registrados um ano antes. O resultado foi impactado por contingências feitas para arcar com um plano de demissão voluntária, custos para encerrar uma investigação internacional sobre práticas anticompetitivas e baixas contábeis pela reavaliação de ativos. A empresa cortou quase 8% de sua força de trabalho para reduzir despesas operacionais.

 

CVM manda Petrobras refazer balanços

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) determinou que a Petrobras refaça e reapresente as demonstrações financeiras anuais completas de 2013, 2014 e 2015 e também os balanços trimestrais de 2016, a fim de contemplar estornos de efeitos contábeis decorrentes da prática de contabilidade de hedge.

A decisão da CVM, porém, está suspensa por ora, uma vez que a autarquia reconheceu a premissa da Petrobras de recorrer da determinação.

Em nota ao mercado, a petroleira afirmou que "tomará as medidas necessárias para defesa de seus interesses". A Petrobras também tentou suspender a publicação da decisão até que houvesse uma decisão definitiva da autarquia, alegando que a informação poderia impactar o seu processo de reestruturação, mas o pedido não foi acatado pela CVM.


CONTABILIDADE SOBRE EXPORTAÇÕES

A companhia observou que a determinação poderia gerar forte instabilidade na cotação das ações, além do risco de suscitar incorreta associação entre a decisão e os fatos relacionados à Operação Lava-Jato, que no passado já tinham levado à republicação de balanços trimestrais de 2014 para inclusão de perdas com corrupção.

As ações preferenciais da Petrobras operava em baixa de 1,7%, por volta das 12h25, sendo um dos destaques negativos do Ibovespa.

A Petrobras ainda reiterou que "as demonstrações financeiras da companhia relativas aos anos de 2013, 2014 e 2015 estão de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, assim como com as normas internacionais de contabilidade (IFRS) e foram auditadas por auditor independente".

Em maio de 2013, a Petrobras passou a aplicar um mecanismo conhecido como contabilidade de hedge, a fim de minimizar o impacto de oscilações cambiais em seu resultado financeiro.



A CVM abriu investigação para analisar o uso da contabilidade de hedge pela estatal em abril do ano passado.

Ainda não há data prevista para a estatal divulgar o seu balanço do quarto trimestre de 2016, assim como as demonstrações financeiras do ano, segundo informou a assessoria de imprensa da estatal.

* Uma versão inicial da reportagem falava sobre o pedido para que a Petrobras refizesse e reapresentasse as demonstrações financeiras, mas não esclarecia que a decisão estava suspensa por enquanto.

 

Recessão faz indústria e investimentos retrocederem a 2009



O Produto Interno Bruto (PIB), que mostra o quanto o país produziu de bens e serviços em um ano, caiu pelo segundo ano seguido, fazendo a capacidade produtiva recuar seis anos, voltando ao mesmo patamar de 2010. Com o recuo acumulado de 7,2% em dois anos de recessão, o PIB voltou ao patamar do terceiro trimestre daquele ano, quando crescemos 7,5% Os anos seguintes também foram de resultados positivos: 4% em 2011; 1,9% em 2012; 3% em 2013; e uma discreta alta de 0,5% em 2014. Segundo o IBGE, isso significa que a recessão anulou todos esses ganhos. É como se a economia brasileira tivesse parado no tempo.

Agropecuária

O setor agropecuário encolheu, em 2016, 6,6%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, voltou ao nível do primeiro trimestre de 2013. Segundo o órgão, o mau desempenho da atividade decorreu, principalmente, da agricultura. A queda é o pior resultado do setor dos últimos 20 anos. Nesse período, desde 1996, só caiu duas vezes. Uma em 2012, quando retraiu 3,1% e outra em 2009, quando encolheu 3,7%.

Indústria

 A indústria encolheu, em 2016, 3,8%. Caiu menos do que no ano anterior, quando a retração foi de 6,3%. Este já é o terceiro ano seguido de queda da geração de renda desse componente. Com esse resultado, a indústria retrocedeu ao terceiro trimestre de 2009. No setor, o destaque positivo em 2016 foi o desempenho da atividade de eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana, que cresceu 4,7% em relação a 2015. A indústria de transformação teve queda de 5,2% no ano. Foi o primeiro resultado anual negativo desde 2013, quando havia encolhido 3,2%. A construção sofreu contração de 5,2%, enquanto que a extrativa mineral acumulou recuo de 2,9%, influenciada pela queda da extração de minérios ferrosos. Ambos os segmentos caem há três anos seguidos.

Serviços

O setor de serviços caiu pelo segundo ano consecutivo. A queda em 2016 foi 2,7%, mesma magnitude já observada em 2015. Foram as primeiras quedas desde 1996. Com isso, retomou ao mesmo patamar do primeiro trimestre de 2011.

Consumo das famílias

A queda do consumo das famílias, que responde por 60% do resultado do PIB brasileiro, pela ótica da demanda, se aprofundou em 2016, recuando 4,2%, frente à queda de 3,9% registrada no ano anterior. Essa piora é reflexo de um primeiro semestre muito ruim para as famílias, com inflação ainda alta e o desemprego acelerando, o que corroeu os salários e reduziu ainda mais o poder de compra do brasileiro. No último trimestre, a retração foi de 2,9% em relação ao trimestre anterior. Em 2015, primeiro ano da recessão, o consumo das famílias caiu depois de 11 anos seguidos de resultados positivos. A última queda havia ocorrido em 2003, de -0,5%. Com esse resultado, o nível de consumo está no mesmo patamar de 2011.

 

 

 

Atividade do comércio esboça reação em fevereiro

 

A atividade do comércio cresceu 1,8% no país em fevereiro, ante janeiro, feitos os ajustes sazonais. Na comparação com o mesmo período em 2016, houve queda de 2,7%, segundo dados da Serasa Experian. Em 12 meses, a atividade do setor cai 5,9%, ante recuo de 6,1% nos 12 meses encerrados em janeiro.

Segundo os economistas da Serasa, depois da queda de 2,1% em janeiro, ante dezembro, houve certa reação do varejo em fevereiro, mas parcial. "Apesar do impacto benéfico da queda da inflação sobre alguns segmentos varejistas (supermercados, por exemplo), fatores como a alta do desemprego ainda impedem uma recuperação mais significativa do varejo", diz o birô de crédito em nota.

Com alta de 2,1% em fevereiro, material de construção teve o melhor desempenho do setor, após ter caído 3,5% em janeiro, na série com ajuste sazonal. Supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas avançou 1,0% em fevereiro ante janeiro. As vendas de veículos, motos e peças cresceram 0,3%, ao passo que, com alta de 0,1% ficaram empatados os segmentos de móveis, eletroeletrônicos e informática e o de combustíveis e lubrificantes. Apenas o segmento de tecidos, vestuário, calçados e acessórios recuou no período (-0,2%).

Na comparação com fevereiro de 2016, houve queda em todos os segmentos: de 5,2% em supermercados, 12,5% em móveis e eletrodomésticos, 2,5% em combustíveis e lubrificantes, 11,9% em veículos, de 10,7% em tecidos, vestuário, calçados e de 13,4% em materiais de construção.

 

 

Maia diz que empregador  no Brasil é ‘herói’



Após se reunir com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e com o secretário de Previdência, Marcelo Caetano, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, disse  que não é preciso flexibilizar nenhum ponto da reforma da Previdência. Defendeu mudanças no Benefício de Prestação Continuada e a taxação de 5% para aposentadoria rural. Maia afirmou que até a semana passada acreditava ser necessário ampliar a regra de transição, mas que hoje foi convencido de que não é preciso. Ele disse que quer encerrar essa votação na Câmara até a segunda quinzena de abril. Depois de votada na Câmara, a reforma da Previdência tem que ser votada pelo Senado.

A regra de transição vai ter sempre polêmica poque alguém vai ficar de fora e reclamar. Acho que da forma como foi explicado hoje estou convencido de que os pontos são defensáveis. A própria aposentadoria rural é defensável. O governo não está propondo nenhuma taxação absurda, é uma taxação mínima — avaliou.

A reforma da Previdência, disse Maia, trará redução "radical" da taxa de juros e benefícios no curto, no longo e no médio prazo para a economia. Ele aproveitou para defender outra reforma proposta pelo governo, a trabalhista, pois, segundo ele, com as regras atuais, o empresário que contrata um empregado hoje seguindo as leis trabalhistas é um "herói".

— Acho que a modernização das leis trabalhistas vai avançar muito, já que hoje contratar no Brasil é uma missão se herói — comparou.

Maia também disse que colocará em votação na semana de 14 de março o projeto que regulamenta a terceirização. Ao estressar sua defesa sobre o tema, disse que milhões de brasileiros, inclusive ele, estão "extremamente endividados". Na reunião na Fazenda, Maia disse que questionou um dos pontos, a anistia de multa, e pediu que os técnicos da equipe econômica estudassem isso.


Será um grande avanço para a garantia da segurança jurídica dos empregos terceirizados. O mais importante é que a gente tenha regras claras. Há milhões de brasileiros que estão endividados, como eu também estou — disse.

Outro projeto que o presidente da Câmara afirmou que levará a votação nessa mesma semana de 14 de março é o da renegociação da dívida dos estados. Ele reconhece a dificuldade de convencer a maioria dos deputados da necessidade de ter as contrapartidas expressas no texto, e por isso disse que precisará de toda a semana que vem para manter conversas com os líderes partidários.

— Essa semana (que vem) vai ser difícil (colocar o projeto em votação) porque o texto veio com as contrapartidas. Há uma maioria na Câmara que pensa diferente dessa necessidade. Vou tentar convencer os líderes de que mais importante que as nossas convicções, é importante aprovar o texto que veio (do governo) — apontou.

 

Produção de petróleo já chega a quase 50% do total nacional



A produção de petróleo nos campos do pré-sal, descoberto há 11 anos, já representa quase a metade da produção total do país. No mês de janeiro a produção em 73 poços no pré-sal atingiu 1,27 milhão de barris por dia, 47,4% do total produzido no país de 2,68 milhões de barris diários, incluindo a produção de 41 empresas (Petrobras e demais petroleiras privadas) . . Considerando a produção de 49,5 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural nos campos do pré-sal, a produção total de petróleo e gás na região atingiu 1,58 milhão de barris por dia, de acordo com o Boletim Mensal de Produção da Agência Nacional do Petróleo (ANP). A produção no pré-sal em janeiro foi 1,1% superior ao mês anterior e representou um novo recorde.

Por sua vez a produção total de petróleo no país de 2,68 milhões de barris diários foi 1,6% inferior ao mês de dezembro, mas 14,2% maior em relação ao mesmo mês do ano passado. Já a produção total de gás natural no país em janeiro atingiu 109,9 milhões de metros cúbicos por dia, também 1,6% inferior ao mês anterior e 13,1% maior em comparação a janeiro de 1016. A maior parte da produção de petróleo veio dos campos marítimos que representaram 94,8% da produção total.

Considerando a produção de petróleo e gás natural juntas totalizou em janeiro 3,37 milhões de barris por dia equivalentes (´óleo e gás).

O campo maior produtor do país foi o campo de Lula, no pré-sal na Bacia de Santos . Em janeiro Lula produziu uma média de 729,5 milhões de barris por dia de petróleo e 31,6 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural. Lula tem dez poços produzindo uma média de 30 mil barris por dia, cada um. A produção de petróleo de Lula é a maior já atingida por um campo no país.


O Estado do Rio de Janeiro continua sendo o maior produtor de petróleo e gás natural do país tendo atingido um total de 2,15 milhões de barris por dia em janeiro com 43 campos produtores. Em segundo lugar está o Espírito Santo com uma produção total de óleo e gás de 471,3 mil barris diários. o Estado de São Paulo é o terceiro maior produtor de petróleo e gás com um total de 430,3 mil barris por dia.

Dentre as 41 empresas que atuam no país, a Petrobras é a maior produtora de petróleo e gás natural tendo atingido o volume de 2,65 milhões de barris por dia.A segunda maior produtora é a BG (comprada pela Shell), uma das parceiras da Petrobras nos campos do pré-sal, com um total 333,6 mil barris diários. A Petrogal, também parceira da Petrobras no pré-sal, com um total de 93,5 mil barris diários em janeiro último.

 

Banco não poderá cobrar juros de mercado por atraso de pagamentos

 

O Diário Oficial da União publicou, uma resolução oficializando a decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN) estabelecendo que as instituições financeiras não poderão mais cobrar taxas de juros de mercado dos clientes no caso de atraso de pagamentos. A resolução do Banco Central (BC) foi anunciada no último dia 23 e entra em vigor em 1° de setembro.

Atualmente, os bancos podem cobrar juros de mora e juros remuneratórios. No caso dos juros remuneratórios, aplicados por dia de atraso, os bancos podem fixar a taxa com base nos juros definidos na ocasião da assinatura do contrato ou de acordo com as taxas vigentes de mercado.

Segundo a resolução, as instituições financeiras poderão cobrar dos clientes juros remuneratórios por dia de atraso, sobre a parcela vencida, que deverão ser calculados pela taxa pactuada em contrato, além de multa e juros de mora. Assim, a cobrança dos encargos por atraso de pagamento de obrigações deve constar dos contratos firmados.

Antes, caso o cliente atrasasse uma parcela, o banco poderia cobrar os juros de mercado em vez dos estabelecidos em contrato, o que poderia acarretar em aumento de custos para o consumidor.

Medida não significa juros mais baratos

No atual momento de queda de juros, no entanto, a medida não significa juros mais baratos, já que as taxas de mercado (dos novos contratos) podem estar mais baixas do que os juros fixados no momento de assinatura dos contratos. Ao anunciar a medida, o Banco Central destacou que ela traz mais uniformidade às operações de crédito e torna as regras mais claras para os clientes.


 

Carnaval esquenta ocupação dos hotéis da Barra da Tijuca


 

O carnaval de 2017 no Rio tomou o rumo de outra Avenida, a das Américas. Nos hotéis da Barra da Tijuca, o verão funcionou como o esquenta para a mais alta taxa de ocupação da cidade para os dias de folia, chegando a 75% antes da abertura dos festejos de Momo. Está três pontos percentuais acima da média da hotelaria carioca, que é de 72% superando o desempenho de toda a Zona Sul, de acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio (ABIH-RJ). Essa evolução foi puxada por diárias em média 25% mais baratas que as praticadas em bairros como Ipanema, Leblon, Copacabana e Botafogo.

Alfredo Lopes, presidente ABIH-RJ, destaca que os Jogos Rio 2016 ajudaram a colocar a região em evidência como um novo destino. E a programação carnavalesca cresceu, com mais de 30 blocos desfilando na orla do bairro.

O movimento já foi sentido no réveillon, quando a Barra bateu 79% de aproveitamento em seus hotéis, superando os 78% registrados em toda a cidade. Foi também a única região a apresentar aumento na ocupação na festa da virada. Marcou o início de uma retomada, conta Lopes, após um tombo na taxa de ocupação após os Jogos, quando chegou a ficar abaixo dos 30%.

— As cidades que sediam os Jogos já sabem que vão enfrentar uma “ressaca olímpica”. No nosso caso, foi agravada pela crise econômica. Mas o verão e a alta temporada de verão já levantaram a ocupação. A partir de março, a cidade trabalha com um calendário de eventos para atrair mais visitantes — explica o presidente da ABIH-RJ.

O Windsor Barra, um dos três hotéis do grupo carioca no bairro da Zona Oeste, já bateu 98% de ocupação para o carnaval. É a mesma taxa do Windsor Oceânico, enquanto o Windsor Marapendi, maior que os outros dois e padrão cinco estrelas, tem 73% de aproveitamento.

Os hotéis da Windsor na Zona Sul não estão lotados. Em Copacabana, a previsão é de 74% de ocupação em nossas unidades, contra 90% em 2016. É efeito da crise. Na Barra, as pessoas estão mais curiosas pelo destino. Há sensação de maior segurança, praia tranquila e opção de folia para quem quer pular o carnaval — explica Marcos Bezerra, gerente geral do Windsor Barra.

OPÇÕES PARA TODOS OS ORÇAMENTOS

Os preços médios das tarifas não são diferentes dos praticados na Zona Sul pela rede, conta ele, mas a Barra acaba oferecendo produtos mais completos para o lazer. Um pacote de três noites, custa R$ 3.200 no bairro. Ele também destaca o aumento da procura nos fins de semana por cariocas, impulsionando as operações.



Fora do carnaval, há diárias entre R$ 320 e R$ 380 em média na Barra. É boa relação custo/benefício para quem busca lazer perto de casa — diz Bezerra.

O Hilton Barra se prepara para seu segundo carnaval, com ocupação 10% maior que a de 2016. Apostou em uma programação para a turma do samba. Fez uma feijoada na semana anterior à folia, terá outra neste sábado. E já avalia realizar um baile em 2018, conta Laura Castagnini, gerente geral do hotel.

 

 

Imposto sobre herança e doações sobe no Brasil

 

A alíquota do imposto sobre heranças ou doações, o ITCMD (Imposto sobre a Transmissão Causa Mortis e Doação), subiu em 13 dos 26 estados mais o Distrito Federal, segundo um levantamento da Ernst & Young (EY) divulgado A pesquisa levou em conta a legislação vigente em todos os distritos.

O ITCMD é um tributo estadual que incide sobre o valor de venda (valor venal) de bens ou direitos, como imóveis, veículos, ações e dinheiro, quando eles são transmitidos a herdeiros em caso de morte, ou por doações feitas em vida. As alíquotas cobradas sobre heranças podem ser diferentes das de doação, conforme a regra de cada estado.

Maiores altas

Pernambuco foi o estado recordista em aumento do imposto, segundo a pesquisa. Até 2015, o estado cobrava alíquota de 5% sobre heranças e 2% sobre doações. Hoje, os dois casos são taxados em 8%, percentual máximo permitido pela legislação nacional.

Os estados de Tocantins, Paraíba, Mato Grosso e Ceará também passaram a cobrar dos contribuintes a alíquota máxima (8%) tanto para heranças como para doações. O Rio de Janeiro subiu o percentual cobrado no ITCMD de 4% para 5%, em ambas situações.

Por outro lado, mantiveram até agora a alíquota para herança e doações, vigente em 2015, estados como São Paulo, Bahia, Amazonas, Minas Gerais, Espírito Santo e Santa Catarina.

Veja os distritos que subiram as alíquotas sobre doações (2015 a 2017):

Ceará: 4% para 8%

Distrito Federal: 4% para 6%

Goiás: 4% para 8%

Mato Grosso: 4% para 8%

Mato Grosso do Sul: 2% para 3%

Paraíba: 4% para 8%

Pernambuco: 2% para 8%

Rio de Janeiro: 4% para 5%

Rio Grande do Norte: 3% para 6%

Rio Grande do Sul: 3% para 4%

Tocantins: 4% para 8%

Veja os distritos que subiram as alíquotas sobre herança (2015 a 2017):

Distrito Federal: 4% para 6%

Goiás: 4% para 8%

Mato Grosso: 4% para 8%

Mato Grosso do Sul: 4% para 6%

Paraíba: 4% para 8%

Pernambuco: 5% para 8%

Piauí: 4% para 6%

Rio de Janeiro: 4% para 5%

Rio Grande do Norte: 4% para 6%

Rio Grande do Sul: 4% para 6%

Sergipe: 4% para 8%

Tocantins: 4% para 8%

Comparação com outros países

Apesar do aumento da taxa em vários estados brasileiros, o teto da alíquota de 8% estabelecido no Brasil para o ITCMD ainda está muito abaixo do de outros países, mostra o levantamento.

Nos Estados Unidos, o limite máximo de taxação é de 40%; na Alemanha, 50%, e na França , que é recordista da lista e com uma forte política de taxação em grandes heranças, 60%, de acordo com o valor do benefício, segundo a EY.

 

Confiança do consumidor sobe e atinge maior nível desde de 2014

O índice de Confiança do Consumidor (ICC) da Fundação Getulio Vargas subiu 2,5 pontos em fevereiro, alcançando 81,8 pontos, o maior nível desde dezembro de 2014 (86,4).

“A segunda alta consecutiva neste ano parece estar relacionada à aceleração do ajuste orçamentário das famílias propiciado pela desaceleração da inflação e aceleração no ritmo de queda dos juros básicos da economia” afirma, em nota, Viviane Seda Bittencourt, coordenadora da Sondagem do Consumidor.

Em fevereiro, todos subíndices considerados no cálculo do indicador subiram na comparação com o mês anterior. O Índice da Situação Atual (ISA) avançou 2,2 pontos, para 70,3 pontos, o maior nível desde agosto de 2015 (71,8), enquanto o Índice de Expectativas (IE) alcançou o maior patamar desde outubro de 2014 (93,4), ao subir de 88,1 para 90,6 pontos.

A confiança dos consumidores com renda familiar mensal entre R$ 2.100,01 e R$ 4.800 se manteve estável variando 0,2 ponto. Enquanto os consumidores com maior poder aquisitivo (acima de R$ 9.600) atingiu 87,1 pontos, o maior nível desde outubro de 2014 (92,1 pontos).

Contas de luz podem ficar 7,17% mais caras no ano 



A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) bateu o martelo sobre uma conta de R$ 62,2 bilhões para pagamento de indenizações a transmissoras de energia e que deverá ser cobrada pelas contas de luz até 2025. O impacto dessa decisão deverá significar 4,53 pontos percentuais do aumento médio previsto de 10,30% para a Light, no processo em curso. No país, o efeito médio será de 7,17% nas contas deste ano, mas o percentual de cada distribuidora varia e o resultado dos reajustes pode ser bastante distinto para cada uma.

Apesar de cumprida pela agência, a decisão desagradou a todos os envolvidos: consumidores, transmissoras e até a própria diretoria da agência, que apresentou críticas à decisão do governo federal sobre como conduziu o processo.

— Quem vai pagar gostaria de pagar menos e quem vai receber gostaria de receber mais. Também temos essa preocupação, mas estamos simplesmente cumprindo as obrigações legais. Para a Aneel, não restou alternativa, que não fosse aplicar o que foi estabelecido. A preocupação é grande — disse Reive de Barros, diretor da Aneel que relatou o processo.

A Associação Brasileira dos Grandes Consumidores de Energia (Abrace) bem que tentou amenizar esse impacto, mas não teve praticamente nenhum pleito atendido pela Aneel. A entidade não descarta recorrer à Justiça.

— Se não conseguirmos na sustentação oral, o caminho é a Justiça — disse Edvaldo Santana, presidente da Abrace, antes da decisão.

O valor será o valor total pago em indenizações a transmissoras de energia por consequência da renovação antecipada dos contratos em 2012, para se reduzir as tarifas em 20%.



A conta chegou cinco anos depois e vai perdurar até 2025, incidindo sobre as tarifas. Nem mesmo as transmissoras estão satisfeitas com a decisão, porque acreditam que deveriam receber mais.

— É uma devolução do que nos tiraram em 2012 — disse Mario Miranda, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Transmissão de Energia Elétrica (Abrate).

O diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, destacou que parte das críticas da Abrace se refere a competências do governo, que não poderiam ser revisadas pela agência reguladora. Ele reconheceu que a demora na decisão potencializou seus efeitos e criticou a instabilidade e insegurança geradas por esse lapso de tempo.

Miranda destacou que a demora no pagamento prejudicou a participação das transmissoras em leilões de linhas de transmissão, prejudicando os próprios consumidores por limitar a concorrência pela construção de linhas. Rufino reconheceu o efeito no mercado.

HERANÇA DO PASSADO

O custo que agora se apresenta ao consumidor é reflexo de decisões passadas do setor de energia. Por um lado, a Eletrobras acabou participando com suas subsidiárias, sob pressão do governo, dos leilões de construção das usinas de Santo Antônio e Jirau, no Rio Madeira. O incentivo foi motivado pelo desejo do governo de fazer grandes projetos saírem do papel.

Além disso, o governo lançou em 2012 a Medida Provisória (MP) 579, que tentou baixar à força o preço da energia no país, com uma proposta de renovação antecipada dos contratos do setor em troca de tarifas menores. Nesse contexto, o valor dos ativos da Eletrobras despencou. E a empresa celebrou contratos em que se comprometia a vender energia elétrica a R$ 9 o megawatt hora (MWh), preço 92,5% menor que a média de R$ 120 praticada pelo setor hidrelétrico.

 

 

'Temos força de parar o país', diz Paulinho da Força



O relator da reforma da Previdência, deputado Arthur Maia (PPS-BA), que o projeto da reforma deve sair da comissão responsável pelo tema até abril.

— Se sair no fim de abril, será um grande negócio — afirmou ele durante visita a sede da Força Sindical, em São Paulo.

O parlamentar defendeu durante sua fala aos trabalhadores que o “mérito da PEC é acabar de maneira peremptória com todos os privilégios”. Também se mostrou alinhado a algumas das bandeiras dos sindicalistas, como o fim da desonerações sobre as folhas de pagamento e sobre as exportações do agronegócio.

Os principais pontos de divergência entre o relator e o presidente da Força, o deputado Paulo Pereira da Silva (Solidariedade-SP), o Paulinho da Força, apresentados no debate são a idade mínima para aposentadoria de 65 anos e a determinação da mesma idade para homens e mulheres.


Te peço muita calma na negociação porque esses pontos são muito importantes e nós não vamos aceitar — disse Paulinho da Força, para acrescentar: — Temos força de parar o país a hora que quisermos e isso não é uma ameaça, mas não vamos aceitar nenhum direito a menos.

Apesar da pressão dos trabalhadores, o relator da PEC insistiu que a expectativa de vida do brasileiro é de 76 anos, o que viabiliza a aposentadoria aos 65 anos. E também disse considerar uma “tese difícil de defender” a de que mulheres devem se aposentar antes de homens.

— Há muita mulher que não tem dependente, por exemplo, e não têm jornada dupla — comentou, e completou: — Essa regra (de idades diferentes) é demodé — completou.

Sobre a redução da idade mínima, Maia disse que essa é uma questão “atuarial”, que dependerá da sustentabilidade do sistema previdenciário.

Ele também afirmou que seu relatório terá uma proposta alternativa às regras de transição propostas pelo governo. A intenção é que a transição seja mais suave. Para ele, é “injusto que um trabalhador que fez 50 anos no dia da promulgação da reforma esteja em uma situação melhor do que aquele com 49 anos, 11 meses e 30 dias”.

Alguns presidentes de sindicatos filiados à Força se mostraram totalmente contrários à reforma. Sergio Butka, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba, chegou a dizer que o Paulinho “está se queimando” com sua base ao propor emendas à reforma, já que ele deveria se opor.



Não é a reforma trabalhista ou da Previdência que vai salvar o Brasil. Nós divergimos da posição do Paulinho. Os sindicatos vão combater a proposta. O governo deve buscar outras alternativas — afirmou Butka.

Para João Carlos Gonçalves, o Juruna, secretário-geral da Força, se opor à reforma não é um bom posicionamento, defendendo que haja o debate sobre o tema.

— Ser contra a reforma é uma posição que parece revolucionária. Mas não estamos em época de revolução. Temos de marchar juntos. Não aceitaremos nenhum direito a menos. Estamos abertos ao debate — afirmou.

 

 

Gol reduz prejuízo para R$ 30,2 milhões no 4º trimestre

A Gol reportou) um prejuízo líquido de R$ 30,2 milhões no quarto trimestre de 2016, bem menor que o resultado negativo de R$ 1,13 bilhão amargado em igual período de 2015, favorecido pelo corte de despesas e ganhos de eficiência e receita gerados pela reestruturação da frota.

No acumulado de 2016, a aérea registrou lucro líquido de R$ 1,1 bilhão, revertendo o prejuízo de R$ 4,29 bilhões de 2015.

A receita operacional líquida da companhia aérea aumentou 0,5% no 4 trimestre na comparação anual, paraR$ 2,664 bilhões, puxada principalmente pelo aumento de 19% na tarifa média, compensado pela queda de 18,8% na disponibilidade de assentos.

O número de passageiros transportados caiu 15,4% no quarto trimestre, mas a taxa de ocupação subiu 2,2 pontos percentuais, para 77,6%.

Além disso, a Gol reduziu em 10,1% os custos operacionais no período de outubro a dezembro, para R$ 2,469 bilhões. Só os gastos com combustível de aviação recuaram 22%, enquanto desembolsos com comerciais e publicidade caíram 1,9% e a linha de despesas com o arrendamento de aeronaves cedeu 68,1%.

A geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação, amortização e aluguel de aeronaves (Ebitdar) foi de R$ 440,5 milhões entre outubro e dezembro, alta de 10,4% em relação ao último trimestre de 2015.

Perspectivas para 2017

Para 2017, a Gol projeta receita líquida de aproximadamente 10 bilhões de reais, o que, se confirmado, renovará o recorde de 9,867 bilhões de reais estabelecido em 2016.

"Além de manter altos níveis de produtividade e rentabilidade, os resultados de curto prazo serão impulsionados pela manutenção da disciplina de capacidade", informou a empresa no material de divulgação do balanço.

A companhia aérea manteve a estimativa de uma taxa de ocupação de 77% a 79% neste ano, frota de 115 aeronaves e redução de 3% a 5% na oferta total de assentos.

Já a previsão da margem Ebit em 2017 foi revisada para 6% a 8%, de 5% a 7% anteriormente. No ano passado, a margem Ebit foi de 7,1%.

A Gol ainda estima margem Ebitda de 11% a 13% neste ano, ante 11,6% em 2016.

 

 

Itaú ultrapassa BB e se torna maior banco do país

Itaú Unibanco passou a ser o maior banco brasileiro por ativos no fim de 2016, superando o Banco do Brasil, segundo dados dos balanços publicados pelas instituições financeiras.

O BB anunciou ter fechado o ano passado com R$ 1,401 trilhão em ativos, queda ante os R$ 1,448 trilhão do fim de setembro. Já os ativos do Itaú Unibanco subiram de R$ 1,399 trilhão para R$ 1,426 trilhão no período.

O Banco do Brasil anunciou ter registrado lucro líquido de R$ 8,034 bilhões em 2016, 44,2% abaixo dos R$ 14,4 bilhões obtidos no ano anterior. Já o Itaú informou na semana passadar que o lucro do banco em 2016 somou R$ 21,6 bilhões, 7% abaixo dos R$ 23,3 bilhões registrados em 2015.

Em número de agências, o Banco do Brasil ainda supera o Itaú. Segundo dados do Banco Central, a rede do BB reunia 5.440 agências em dezembro de 2016, enquanto que a do Itaú tinha 3.464.

Em termos de valor de mercado na Bovespa, o Itaú também lidera, avaliado em R$ 252 bilhões, seguido pelo Bradesco (R$ 179,7 bilhões), Santander (R$ 132,3 bilhões) e BB (R$ 88,7 bilhões).

Leia também: Presidente do Itaú se diz 'cautelosamente otimista' com economia em 2017

 

Um terço das pessoas que podem sacar conta inativa do FGTS é de SP

O Estado de São Paulo concentra um terço dos 30,2 milhóes de trabalhadores com direito a sacar o dinheiro das contas inativas do FGTS este ano, segundo dados da Caixa divulgados. Já o saldo das contas inativas dos trabalhadores de São Paulo soma 43,8% dos R$ 43,6 bilhões disponíveis para o saque em todo o país, ou R$ 19,1 milhões.

Minas Gerais é o segundo estado com mais pessoas aptas a sacar o dinheiro do fundo. Segundo a Caixa, 3,3 milhões de mineiros terão direito a retirar R$ 3,2 bilhões do FGTS. Esse valor corresponde a 7,49% de todo o saldo das contas inativas até 31 de dezembro de 2015.

 (Foto: Arte/G1)  (Foto: Arte/G1) Em seguida, o Rio de Janeiro aparece com 2,8 milhões de trabalhadores que poderão fazer o resgate do dinheiro, o que corresponde a 9,46% do total de pessoas contempladas pela medida do governo.

Apesar de o Rio de Janeiro ter menos pessoas que Minas Gerais aptas a sacar o FGTS, o volume de dinheiro que o estado poderá sacar é maior que o dos mineiros: são R$ 5,1 bilhões, de acordo com o ranking da Caixa.

3 estados têm 63% do saldo

Juntos, os três estados (São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro) concentram 63,1% de todo o volume disponível para saque das contas inativas no país. Na outra ponta, os estados do Acre, Tocantins e Alagoas somam menos de 1% do saldo que poderá ser resgatado.

O governo anunciou em dezembro que os trabalhadores com contas inativas do FGTS até o fim de 2015 terão direito a sacar o dinheiro. Segundo a Caixa, os regates obedecerão a um calendário de ssques que terá início no dia 10 março e será encerrado no fim de julho, de acordo com o mês de aniversário.

De acordo com o governo, são mais de R$ 43 bilhões parados nessas contas e o governo calcula que, desse total, R$ 34 bilhões serão sacados por trabalhadores.

Mais da metade dos trabalhadores tem, no máximo, R$ 500 para sacar, segundo o governo. Outros 24% têm saldo entre R$ 500 e R$ 1.500. Os dois grupos representam 80% do total de pessoas com direito a sacar o dinheiro. Os demais têm mais de R$ 1.500 a receber.

Antes, só tinha direito a sacar o FGTS de uma conta inativa quem estivesse desempregado por, no mínimo, três anos ininterruptos. Agora, a pessoa que pediu demissão ou foi demitida por justa causa até 31 de dezembro de 2015 vai poder sacar o saldo que ficou na conta.

 

 

 

Agências da Caixa abrirão mais cedo e aos sábados

 

Para atender aos trabalhadores que querem sacar os recursos das contas inativas do FGTS, 1.891 agências da Caixa Econômica Federal – selecionadas do total de 4,2 mil unidades de atendimento – funcionarão um sábado por mês, das 9h às 15h, de fevereiro a julho (com exceção de abril), em todo o Brasil. Além disso, hoje  até sexta-feira, todas as 3,4 mil agências do banco abrirão duas horas mais cedo, portanto, às 8h. O objetivo é prestar informações e fazer atualização cadastral de trabalhadores que possuem contas inativas do FGTS e têm interesse em sacar os recursos a partir de 10 de março, quando começa o calendário de retiradas.

O próximo sábado (18 de fevereiro) já será o primeiro dia de atendimento especial. Nos demais meses, o calendário de saques já terá começado: 11 de março, 13 de maio, 17 de junho e 15 de julho. Vale lembrar que em todas estas datas o regime será de dedicação exclusiva ao assunto FGTS. Ou seja: não haverá outro tipo de atendimento (abertura de conta, pagamento de fatura etc).

Informações sobre o saque das contas inativas podem ser obtidas pelo telefone 0800-726-2017 ou pelo site exclusivo criado pela Caixa. No endereço, também é possível encontrar a relação das 1.891 agências que funcionarão aos sábados.



Das 30,2 milhões de clientes com contas inativas e passíveis de saque, 90% têm saldo até R$ 3 mil. 8%, ou 2,3 milhões de contas, têm recursos de R$ 3.001 a R$ 10.000; 2%, o equivalente a 500 milhões de contas, estão na faixa de R$ 10.001 até R$ 50.000; e cerca de 50 milhões de contas, com percentual de cerca de 0,2%, têm acima de R$ 50.001. São 49,6 milhões de contas, com um valor estimado em R$ 43,6 bilhões.

Têm direito ao saque trabalhadores com saldo na conta inativa e que saíram do emprego (pediram demissão ou foram demitidos por justa causa) até 31/12/2015. É comum trabalhadores com mais de uma conta inativa.



Não tem direito quem não tiver saldo na conta e tenha deixado o emprego a partir de 01/01/2016.

O cronograma para a retirada do dinheiro leva em consideração a data de aniversário do trabalhador. Assim, quem nasceu nos meses de janeiro e fevereiro, pode sacar os recursos a partir de 10 de março, por exemplo. As datas do calendário correspondem ao primeiro dia permitido para o saque. O dinheiro, porém, estará disponível para todos os trabalhadores elegíveis até 31 de julho deste ano.

Confira o calendário para saque:

A PARTIR DE 10 DE MARÇO - trabalhadores nascidos em janeiro e fevereiro

A PARTIR DE 10 DE ABRIL - trabalhadores nascidos em março, abril e maio

A PARTIR DE 12 DE MAIO - trabalhadores nascidos em junho, julho e agosto

A PARTIR DE 16 DE JUNHO - trabalhadores nascidos em setembro, outubro e novembro


A PARTIR DE 14 DE JULHO - trabalhadores nascidos em dezembro

30,2 MILHÕES DE TRABALHADORES

Segundo a Caixa, a medida engloba 49,6 milhões de contas - com saldo de R$ 43,6 bilhões -, o que vai beneficiar 30,2 milhões de trabalhadores. A previsão é que a medida injete mais de R$ 30 bilhões na economia brasileira.

Nosite exclusivo da caixa para facilitar o atendimento ao trabalhador. Segundo a Caixa, é possível visualizar as contas inativas, o valor que tem a receber, a data do saque e os canais disponíveis para realização do pagamento.

 

 

 

Recebeu SMS do banco? Cuidado, pode ser golpe


A tecnologia proporciona ferramentas que se tornam perigosas na mão de criminosos, e a quantidade de golpes cresce a cada dia. Por isso, a prevenção é a melhor solução, segundo especialistas da área.

Sonia Amaro, advogada e representante da Associação de Consumidores Proteste, lembra que os consumidores precisam ficar atentos:

— É preciso desconfiar quando o cliente é procurado por telefone, e-mail, mensagem e até WhatsApp. Por via das dúvidas, ao menor sinal de que o funcionário não é realmente da empresa que ele se apresenta, o consumidor deve desligar ou não clicar em casa, para entrar em contato realmente com a empresa.

A delegada Daniela Terra, titular da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), lembra que as vítimas precisam registrar queixas nas delegacias:

— Assim, a polícia pode abrir uma investigação e prender os criminosos.

HACKER PEDE PARA CLIENTE DESBLOQUEAR APLICATIVO

 

Uma professora de Arraial do Cabo, na Região dos Lagos, foi vítima de criminosos que se passavam por funcionários do serviço de atendimento do Banco do Brasil. O motivo da ligação é que os bandidos queriam que a cliente, sem perceber, desbloqueasse o acesso deles ao aplicativo da conta bancária dela.

Atenção: os bancos afirmam que não costumam enviar esses tipos de mensagem e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) ressalta que os clientes jamais devem revelar a senha a terceiros e nunca informar dados pessoais e senhas em sites que não sejam os do banco. O mesmo cuidado deve ser adotado até mesmo no terminal de autoatendimento, para não desbloquear dispositivos que não sejam realmente seus.



MENSAGEM DE TEXTO SUPOSTAMENTE DE BANCO

A delegada Daniela Terra, titular da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), afirma que esse é um crime muito comum envolvendo bancos “A vítima recebe um SMS como se fosse do banco pedindo a atualização de dados. Essa mensagem de texto é apenas uma isca, e, ao clicar no link ou seguir o passo a passo, o cliente acaba passando informações pessoais para os criminosos”.

Fique alerta: os bancos afirmam que não costumam enviar esses tipos de mensagem e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) lembra que é mais seguro deletar os e-mails e mensagens não solicitadas e que o cliente não tenha absoluta certeza que procedem de fonte confiável.

Vítimas desbloqueia iphone para assaltantes


Segundo a delegada, há também casos que pessoas que tiveram iPhones roubados recebem mensagens que supostamente seriam da Apple. Na tentativa de localizar o aparelho roubado, a vítima acaba enviando informações para os criminosos, que conseguem desbloquear o smartphone para usá-lo ou revendê-lo.

Preste atenção: a Apple não envia esse tipo de mensagem para os usuários de iPhone. Segundo a Proteste, o ideal é não passar as informações confidenciais para desconhecidos nesta e em outras situações.

FALSO EMPREGO CAUSA PREJUÍZO

A delegada Daniela Terra alerta também para a oferta de empregos pelo Facebook. Muitas vezes, a pessoa se interessa por uma vaga, mas os supostos recrutadores pedem um depósito de um determinado valor para que a pessoa comece a trabalhar. Depois que conseguem o dinheiro por um depósito ou transferência bancária, somem com os valores, e a vítima descobre que não havia emprego algum.

O que fazer: pesquise se a vaga realmente existe e, em hipótese alguma, deposite valores na esperança de um emprego.


FALSO EMPRÉSTIMO TAMBÉM É RISCO

Ainda segundo a delegada Daniela Terra, outro golpe comum é usado por criminosos: eles ligam ou postam no Facebook que a pessoa tem um determinado valor pré-aprovado para empréstimos pessoais, sem necessidade de comprovação de renda. No entanto, os bandidos pedem que o cliente faça um depósito de um determinado valor, usando a desculpa que o dinheiro serve para a liberação da documentação e do empréstimo. Depois, somem com a parcela que a pessoa depositou na esperança de conseguir crédito.

Fique atento: desconfie das facilidades oferecidas por desconhecidos e só pegue empréstimos em instituições financeiras conhecidas e, mesmo assim, cuidado com os juros. Segundo a Febraban, o consumidor deve desconfiar de mensagens recebidas de terceiros (sejam eles identificados como amigos ou não) propondo negociações de dívidas, desconto ou benefícios. Existem alguns tipos de ataques que podem interceptar e alterar mensagens enviadas por amigos ou conhecidos, tanto por e-mail quando pelas redes sociais.



CENTRAL TELEFÔNICA DESVIADA

O golpe acontece da seguinte maneira. Um criminoso telefona para a vítima e, para dar veracidade à história, diz que há um problema com a conta dela e pede retorno para a central telefônica do banco. Mas o telefone da pessoa já está nas mãos dos hackers, que interceptam a ligação e simulam o atendimento oficial do instituição. Durante a ligação, têm acesso a todos os dados, inclusive senhas, da vítima, e concretizam o golpe assim que a ligação é finalizada.

Dica: na dúvida, procure o telefone da central de telefone em contas ou documentos e ligue de outro telefone, no qual não recebeu a ligação suspeita. A Febraban orienta que os clientes que recebem ligações de pessoas que se dizem funcionários do banco jamais informem dados pessoais ou digitem a senha em uma central eletrônica.


BANDIDO “ROUBA” INFORMAÇÕES PARA GANHAR SMARTPHONE

O caso aconteceu com uma família carioca que descobriu que três linhas de celulares haviam sido transferidas, por uma pessoa que se passou por titular da conta, para outra operadora. O motivo: o criminoso queria aproveitar uma promoção da empresa, que dava um smartphone para quem transferia três linhas da concorrência para a operadora. Ele resgatou o celular e desapareceu sem deixar rastros.

Recomendação: o Procon Estadual alerta que a transferência de operadora de um telefone celular é um tipo de operação que, para ser realizada, demanda a verificação da veracidade dos dados do consumidor. Se este tipo de operação é realizado sem o aval do titular, este pode se considerar lesado de acordo com o Código de Defesa do Consumidor e deve buscar a anulação do ato e o ressarcimento de perdas e danos, caso elas ocorram. Se o cliente tiver dificuldades para conseguir essa anulação com as empresas envolvidas, deverá procurar um órgão de defesa do consumidor para auxiliá-
 

 

Número de desenvolvedores de games cresce 600%


Quanto o setor de serviços no Brasil tem sofrido quedas consecutivas, um nicho prospera em tendência oposta. Trata-se do mercado de produção de jogos virtuais. Em oito anos, o número de empresas desenvolvedoras de games aumentou em quase 600%. Já o faturamento do setor no país cresceu 25% entre 2014 e 2016.

"Em 2008, tínhamos 43 empresas de games no Brasil. Em 2014, esse número subiu para 130. Hoje, são aproximadamente 300 empresas de games no país”, apontou Eliana Russi, diretora da Associação Brasileira dos Desenvolvedores de Jogos Digitais (Abragames).

Segundo a entidade, levantamento feito pela NewZoo, uma das principais condutoras de pesquisas sobre a indústria dos games no mundo, mostra que em 2016 o setor faturou US$ 1,6 bilhão no Brasil, um aumento de 25% em relação a 2014, quando o mercado Segundo o IBGE, na comparação entre novembro de 2016 com o mesmo mês do ano anterior, o volume de serviços no país registrou queda de 4,6%. Em contrapartida, o volume dos serviços de tecnologia da informação cresceram 4,2%. De acordo com o analista da Coordenação de Serviços e Comércios do IBGE, Roberto Saldanha, esse crescimento se deve ao mercado de games.

“O setor de informática vem apresentando crescimento real ao longo dos últimos meses. A produção de games é o que tem impulsionado bastante o setor”, destacou o economista do IBGE.

Outro dado da Abragames que evidencia o aquecimento do setor é a rodada de negócios realizada no BIG Festival. Organizado pela entidade, ele é considerado o terceiro maior festival de jogos independentes do mundo e o maior da América Latina.

Segundo a Abragames, em 2014 o valor de negócios fechados a partir do festival foi de US$ 2,9 milhões. Em 2015, a soma foi de US$ 11 milhões na geração de negócios. Já na quarta edição do evento, realizada em 2016, a estimativa da entidade é que a soma de negócios fechados chegue a US$ 20,7 milhões – um crescimento de cerca de 700% em dois anos.

Dedicação exclusiva

Há 14 anos, o professor Raoni Dorim, de 37 anos, trabalha com jogos digitais, sempre prestando serviços a terceiros. Diante do aquecimento do setor, no entanto, em 2016 ele percebeu que era hora de se dedicar exclusivamente ao mercado. Beneficiado por dois programas de aceleração no exterior, um no Vale do Silício e outro na Malásia, passou meses fora do Brasil e voltou disposto a investir no crescimento do mercado.

“Depois dessas viagens, eu voltei pilhado. A primeira coisa que fiz foi montar a Gameing, Associação Mineira de Jogos”, disse Dorim.

 

 

Petrobras quer deixar sociedade Braskem e Odebrecht   

A Petrobras confirmou, em esclarecimento enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que avalia "possíveis alterações" nos acordos de acionistas nas empresas em que têm participação, como na petroquímica Braskem, para buscar a "valorização de seu portfólio".

"A Petrobras e a Odebrecht devem começar em breve negociação para rever o acordo de Acionistas da Braskem", disse a estatal em comunicado. "Para a Petrobras, é imperativo rever as condições do acordo para que possa vender sua participação na Braskem. Em setembro do ano passado, a estatal anunciou que pretende sair do segmento petroquímico", disse a empresa.

O documento foi enviado como resposta a questionamento da autarquia sobre notícia do jornal Valor Econômico afirmando que a Petrobras e a Odebrecht devem rever o acordo de acionistas da Braskem para que a estatal possa vender sua fatia e deixar o negócio.

No esclarecimento , a Petrobras reforça que pretende "sair integralmente" do setor petroquímico para reduzir sua alavancagem financeira, preservar o caixa e se concentrar nos investimentos prioritários, como na produção de petróleo e gás no Brasil em áreas de grande produtividade e retorno. A estatal ressalta que tais informações foram divulgadas no plano de negócios e gestão 2017-2020.

A empresa informou, no entanto, que até o momento "não foi iniciado processo para alienação da participação acionária detida na Braskem".

Nafta

A companhia também respondeu às informações de que houve perdas financeiras com a nafta fornecida à Braskem. Segundo o esclarecimento, no que diz respeito ao contrato de fornecimento de nafta celebrado em 2009 e às perdas associadas, a Petrobras prestou "as devidas informações ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal" ao longo de 2015, "conforme solicitações recebidas durante as investigações que deram origem às ações em curso no âmbito da Operação Lava-Jato".

A petrolífera diz ainda que comunicou ao mercado, em julho daquele ano, sobre as solicitações das autoridades no âmbito da Lava-Jato e que se compromete a divulgar "tempestivamente" ao mercado novos fatos julgados relevantes sobre o assunto.

 

 

Brasil registra entrada de US$ 3,66 bilhões em janeiro de 2017

O Ingresso de dólares na economia brasileira superou a retirada de recursos em US$ 3,66 bilhões em janeiro, informou o Banco Central .

No começo de fevereiro (1º a 3), porém, houve mais saída que entrada de recursos do país, no valor de US$ 1,8 bilhão.

No acumulado deste ano, até a última sexta-feira (3), foi registrado mais ingresso do que saída de valores no país. Neste período, US$ 1,85 bilhões entraram do Brasil, de acordo com o BC. No mesmo período de 2016, R$ 1,43 bilhão haviam ingressado na economia brasileira.

Impacto no dólar

O ingresso de dólares em janeiro favoreceria, em tese, a desvalorização da moeda em relação ao real. Isso porque, com mais dólar no mercado, seu preço tende a cair. Em janeiro, de fato, o dólar registrou queda.

No fim do ano passado, o dólar estava cotado a R$ 3,249 e, no fechamento de janeiro, foi negociado a R$ 3,15 - com queda de 3% no primeiro mês deste ano. Nesta quarta-feira (8), por volta das 12h40, operava ao redor de R$ 3,12. Veja a cotação.

Segundo analistas, além do fluxo de dólares, outros fatores influenciam a cotação da moeda norte-americana, como o cenário externo (com a alta dos juros nos Estados Unidos, que tende a atrair capital para aquela economia) e o cenário político no Brasil (com o andamento das reformas no Congresso Nacional).

Interferência do BC

Outro fator que influencia a cotação do dólar são as operações de swap cambial, que funcionam como uma venda futura de dólares, ou de "swaps reversos", que funcionam como uma compra de dólares no mercado futuro.

Nestas operações, o BC faz oferta de dólares para tentar controlar a cotação da moeda e impedir grandes oscilações. Além disso, essas operações servem para oferecer garantia (hedge) a empresas contra a valorização do moeda.

 


Meirelles diz que Brasil e Argentina tem que  ‘recuperar tempo perdido’



O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que os governos de Brasil e Argentina decidiram "recuperar o tempo perdido" em suas relações de parceria. Entre os temas de relevância econômica tratadas entre os países estão comércio exterior, situação tributária e redução de barreiras não-tarifárias, como ambiental e fitossanitárias.

O fato novo é que os dois governos resolveram de fato recuperar o tempo perdido e avançar em uma série de temas comuns aos dois países. No caso da Fazenda, estamos discutindo revisão da convenção para evitar a bitributação, que data já de muito tempo, e está desatualizada. Ambos concordamos que é necessário mudar e está avançando muito bem — disse Meirelles.

Segundo o ministro brasileiro, foi discutida também a inclusão em um tratado internacional para evitar a erosão da base tributária. Também o tratamento igualitário da tributação de pessoas físicas brasileiras na Argentina também foi debatido entre as autoridades.

Segundo nota do Itamaraty, os dois presidentes também assinaram uma carta ao presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) pedindo a realização de estudos sobre viabilidade de criação de uma agência para a convergência regulatória de Brasil e Argentina. Essa agência bilateral trataria da derrubadas de barreiras não-tarifárias no comércio entre os países.

Os presidentes tiveram como foco também a retomada do Mercosul, tanto no âmbito das relações internas do bloco, quanto na relação com outros de fora, principalmente a União Europeia e a Aliança do Pacífico - desta, destaque para o México.

Na visão do governo brasileiro, há uma clara convergência de posições e atitudes entre os presidentes Michel Temer e Maurício Macri que torna oportuna essa aproximação neste momento.



 

 

Mercado reduz pela quinta semana seguida projeção para inflação



O mercado reviu para baixo pela quinta semana seguida as projeções para a inflação brasileira em 2017, segundo o Boletim Focus, do Banco Central, que reúne as principais estimativas para a conjuntura econômica. Agora, a expectativa é de 4,64%, ante 4,70% na semana passada. Com isso, a taxa esperada se aproxima do centro da meta de inflação do governo para o ano, que é de 4,50%.

Em 2016, o país encerrou o ano com alta de 6,29%, após salto de 10,67% em 2015.

O mercado fez pequenos ajustes nas projeções para o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB). Para 2016, a expectativa caiu de 0,50% para 0,49%, enquanto para 2017 subiu de 2,20% para 2,25%.

Os demais indicadores mostraram pouca alteração. O mercado manteve as estimativas para o câmbio no fim do ano, de R$ 3,40, e da taxa Selic, de 9,50%.

Em relatório, o Bradesco destacou que esta é a segunda semana que o mercado faz pequenas revisões em suas expectativas para as principais variáveis econômicas para 2017 e de 2018. A estimativa da taxa Selic permaneceu em 9,5% para o fim de 2017 e 9% para o fim de 2018.

 

 

Presidente americano  começa com criação de empregos acima do esperado



A criação de vagas de trabalho nos Estados Unidos superou as expectativas em janeiro diante do aumento nas contratações por parte das empresas de construção e varejistas. Com isso, o governo do presidente Donald Trump fica em boa posição para impulsionar a economia e o emprego.

Fora do setor agrícola, a criação de empregos foi de 227 mil vagas no mês passado, o maior ganho em quatro meses, informou o Departamento do Trabalho. Mas a taxa de desemprego subiu 0,1 ponto percentual, para 4,8%, e os salários aumentaram apenas modestamente, sugerindo que ainda há alguma folga no mercado de trabalho.

As revisões dos meses de novembro e dezembro mostraram que a economia criou 39 mil empregos a menos do que o relatado anteriormente. Ainda assim, o mercado de trabalho continua a apertar, o que poderia estimular um ritmo mais rápido de crescimento dos salários em breve. Autoridades do Federal Reserve, banco central dos EUA, vêem o mercado de trabalho como estando em pleno emprego ou perto dele.

Economistas consultados pela Reuters projetavam criação de 175 mil vagas no mês passado e que a taxa de desemprego permaneceria em 4,7%.


Na campanha eleitoral do ano passado, Trump prometeu um crescimento anual de 4% do Produto Interno Bruto, em grande parte com um plano para cortar impostos, reduzir regulações, aumentar os gastos com infraestrutura e renegociar acordos comerciais a favor dos Estados Unidos.

Embora ainda não haja detalhes sobre as propostas, a confiança empresarial e dos consumidores saltou na esteira da vitória de Trump em novembro. Mas com a economia perto do pleno emprego, alguns economistas mostram-se céticos sobre a promessa de expansão de 4 por cento. O crescimento anual do PIB não supera 2,6 por cento desde a recessão de 2007/08.

Crescimento do salário

O salário médio por hora aumentou apenas 3 centavos de dólar, 0,1%, no mês passado. O ganho do salário em dezembro foi revisado para baixo para 0,2%, ante 0,4% previamente relatado.

O pequeno aumento de janeiro no salário médio por hora é uma surpresa, já que o salário mínimo entrou em vigor em mais de uma dezena de Estados no mês passado. A pequena alta reduziu o aumento na comparação anual para 2,5%, ante 2,8% em dezembro.

Se persistir, o aumento fraco dos salários sugere apenas um ritmo gradual de altas de juros pelo Fed. O banco central dos EUA, que elevou a taxa de juros em dezembro, tem projetado três aumentos este ano.

Na quarta-feira, o Fed manteve a taxa de juros na faixa entre 0,50 e 0,75 por cento, dizendo que espera que as condições do mercado de trabalho se fortaleçam "um pouco mais".


Todos os setores da economia tiveram criação de vagas em janeiro. A indústria criou 5 mil empregos, enquanto a criação em construção saltou 36 mil, maior aumento desde março.

O varejo surpreendeu com a criação de 45.900 vagas, maior alta desde fevereiro. Os varejistas, incluindo Macy's, Sears, American Apparel e Abercrombie & Fitch anunciaram cortes de emprego em janeiro devido ao fechamento de lojas.

Entretanto, o emprego no setor público caiu pelo quarto mês consecutivo em janeiro, fechando 10 mil postos de trabalho. Outras quedas são prováveis, depois que a administração Trump impôs um congelamento das contratações para trabalhadores civis do governo em 22 de janeiro.


 

 

Governo precisa cortar R$ 39 bilhões para cumprir meta de 2017

O governo terá que fazer um corte de gastos da ordem de R$ 38,9 bilhões, o equivalente a cerca de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB), para atingir a meta fiscal de 2017, estimou a Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado Federal.

A criação da IFI foi aprovada pelo Senado em março do ano passado. O órgão deverá prestar consultoria econômica aos senadores e também acompanhar a qualidade dos programas e políticas fiscais do governo federal, mas não pode julgar as contas do governo - essa atribuição é do Tribunal de Contas da União (TCU).

Para 2017, a meta fiscal é de déficit (despesas maiores do que receitas) de até R$ 143 bilhões para o setor público consolidado (governo federal, estados, municípios e empresas estatais). Somente para o governo federal, a meta é de déficit nas contas de até R$ 139 bilhões. Essa conta não inclui os gastos com o pagamento de juros da dívida pública.

De acordo com o IFI, sem um bloqueio de despesas de R$ 38,9 bilhões na peça orçamentária o déficit primário do setor público consolidado poderá atingir a marca de R$ 182 bilhões em 2017, bem acima da meta.

"Nossas projeções embutem um aumento real de 0,2% para as receitas totais e um avanço de 2,4% para os gastos primários do governo central", acrescentou a entidade, por meio do seu primeiro relatório de avaliação fiscal, documento que passará a ser divulgado todos os meses.

O relatório informa ainda que as receitas extraordinárias (que embutem o Refis, uma nova rodada de "repatriação" de bens não declarados e mantidos por brasileiros no exterior, e um novo programa de regularização tributária) serão de R$ 35,6 bilhões, bem abaixo dos R$ 70,4 bilhões estimados no orçamento de 2017.

Corte 'factível'

O diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente, Felipe Salto, avaliou que "certamente vai ser necessário fazer um contingenciamento importante" para atingir a meta fiscal deste ano. Segundo ele, um corte de gastos de quase R$ 40 bilhões é "factível".

"Dependeria de corte de despesas obrigatórias e discricionárias [passíveis de bloqueio]. Os investimentos acabam sempre sofrendo mais do que as outras despesas", declarou.

Salto avaliou ainda que, mesmo assim, é preciso "botar a barba de molho" porque, na sua visão, "não haverá uma recuperação rápida dos resultados fiscais, mas sim paulatina".

"Não se pode descuidar do objetivo de fazer resultados primários", afirmou. Para a IFI, com as regras atuais, é difícil haver superávit primário antes de 2024. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, tem estimado que as contas voltarão ao azul em 2019.

Expectativa para o PIB de 2017

O governo confirmou recentemente que fará uma revisão do orçamento de 2017 em março e que pode implementar, assim como em todos os anos os anos, um bloqueio de despesas para tentar atingir a meta fiscal.

Até o momento, a equipe econômica tem informado que estima uma alta de 1% para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2017, mas o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, já anunciou que esta previsão será revisada para baixo. Com menos crescimento, a tendência é que também haja menos receitas, gerando a necessidade de um corte de gastos.

O mercado financeiro estimou, na semana passada, que o crescimento da economia brasileira será de 0,5% neste ano, valor que é a metade da expectativa de expansão do governo.

A Instituição Fiscal Independente, por sua vez, prevê que o PIB terá um crescimento de 0,46% em 2017 e diz ainda que há "probabilidade" de até 45% de o PIB ficar negativo em 2017.

"O PIB é a variável mais importante para analisar as repercussões da conjuntura econômica sobre a situação fiscal. Ele afeta diretamente tanto as receitas quanto as despesas públicas, tendo ainda impacto sobre a sustentabilidade da dívida. Os efeitos sobre as receitas se dão sobre canais diretos e indiretos", avaliou a IFI, em relatório.

Dívida pública em alta

De acordo com estimativa da IFI, a dívida bruta do setor público consolidado, indicador que é acompanhado com atenção por agências de classificação de risco e por investidores internacionais, deverá avançar de 69,5% do PIB (R$ 4,37 trilhões), patamar do fim de 2016 já considerado elevado para países emergentes, para 76,9% do PIB no fechamento de 2017 e para 84,3% no fim de 2021.

"O esforço primário [para conter o avanço da dívida pública] necessário para estabilizar este nível de endividamento, sob uma série de premissas teria de ser positivo em pelo menos 1,2% do PIB, bem acima do déficit de 1,2% do PIB projetado para 2021", avaliou a entidade.

Na ausência da PEC do teto - que institui um limite para os gastos públicos com base na inflação do ano anterior -, "certamente" o crescimento da dívida pública seria maior e a dívida superaria o patamar de 100% do PIB em 2021, estimou o economista Felipe Salto, da Instituição Fiscal Independente.

Para atingir as metas fiscais e estabilizar a dívida pública nos próximos anos, considerando os parâmetros da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), a Instituição Fiscal Independente estimou que será necessário um corte de gastos de R$ 39 bilhões neste ano, de R$ 84 bilhões em 2018, de R$ 140 bilhões em 2019, de R$ 122 bilhões em 2020 e de R$ 95 bilhões em 2021.

 

Confiança de micro e pequenos empresários sobe em relação a 2016

Confiança dos micro e pequenos empresários subiu 21,4% em janeiro na comparação com o mesmo mês do ano passado, aponta indicador calculado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Na comparação com o mês anterior, o aumento da confiança foi de 4,3%, para 51 pontos em uma escala de 0 a 100.

“A confiança ainda está longe de ser satisfatória e parece não encorajar o investimento”, avalia o presidente da CNDL, Honório Pinheiro. Ele afirma que a confiança é importante para a retomada do crescimento da economia, mas afirma que “a consolidação desse processo dependerá do avanço da agenda de reformas propostas pelo governo e de um ambiente político mais estável. ”

42% dos que dizem otimistas não sabem a razão

A pesquisa aponta que a percepção das condições gerais pelos empresários apresentou uma melhora em janeiro na compararão com 2016, passando de 26,6 pontos para 34,2 pontos na escala. O indicador que mede as expectativas dos empresários para o futuro também melhorou, saltando de 53,6 em janeiro do ano passado para 63,6.

Em termos percentuais, mais da metade (51%) dos entrevistados se diz confiante no futuro da economia. Porém, entre estes, 42% não sabem justificar a razão de seu otimismo, destaca a CNDL.

Para outros 26%, a justificativa é a percepção de que alguns indicadores econômicos têm mostrado sinais de melhora.

Já entre os empresários pessimistas com a economia são 17%. Entre eles, 42% citam as incertezas políticas. Para outros 19%, o que pesa é a percepção de que os problemas econômicos são graves e 15% se dizem pessimistas por não acreditarem que o país passará pelas reformas de que precisa.

 

Número de desempregados no Brasil sobe 37% em 2016

 

A taxa média de desemprego no país atingiu 11,5% em 2016 e o número de desempregados atingiu uma média de 11,8 milhões, informou o IBGE. Dois recordes para a série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. Em 2015, a taxa média do ano já havia disparado e ficado em 8,5%, com 8,6 milhões de pessoas desempregadas, contra os 6,8% do ano anterior. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) Trimestral, divulgados nesta terça-feira pelo IBGE. A taxa média de 2016 ficou abaixo do projetado por analistas ouvidos pela Bloomberg, que previam que ficaria entre 11,6% e 12%, com a mediana em 11,9%.

Nos dois anos de recessão, o número de desempregados quase dobrou. Eram 6,7 milhões de desocupados em 2014 e 11,7 milhões em 2016 (5 milhões de pessoas a mais desempregadas).

De acordo com o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, o efeito crise no mercado de trabalho fica evidente ao se analisar a combinação de três indicadores:

A população de 14 anos ou mais, considerada em idade de trabalhar, aumenta 5,8% em relação a 2012. A expectativa é que a população ocupada suba pelo menos nessa proporção, mas ela só aumentou 1% nesse período e o número de desempregados aumentou 65%. Então, em cinco anos, temos uma alta de 4,7 milhões de pessoas sem emprego.

Renda caiu 2,3% em 2016

A taxa do ano de 2016 é a maior média para um ano fechado desde o início da série histórica, iniciada em 2012. A população desocupada passou de 8,6 milhões, na média de 2015, para 11,8 milhões, em 2016 (alta de 37%). Já a população ocupada caiu de 92,1 milhões de pessoas para 90,4 milhões. O número de empregados com carteira assinada no setor privado recuou (-3,9%), passando de 35,7 milhões, em 2015, para 34,3 milhões em 2016. O rendimento médio real habitual de todos os trabalhos se contraiu em 2,3% entre 2015 e 2016 (caindo de R$ 2.076 para R$ 2.029). A massa de rendimento real habitual também registrou queda de 3,5% (de R$ 185.354 milhões para R$ 178.865 milhões). Os dois anos de recessão reduziram o rendimento médio real de todos os trabalhos em 2,6%, para R$ 2.029. Em 2014, esse valor estava em R$ 2.083.




 

Com persistência da crise, consumo de energia no país recua 0,9%

O consumo de energia no Brasil caiu 0,9% em 2016, informou a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), órgão ligado ao Ministério de Minas e Energia. O resultado é reflexo da crise econômica, que se manteve no ano passado.

A queda no consumo foi puxada principalmente pela indústria, que usou no ano passado 2,9% menos energia que no ano de 2015. Já o comércio consumiu em 2016 2,5% menos eletricidade. O único seguimento que registrou aumento no consumo foi o residencial: 1,4%.

De acordo com a EPE o setor de extração de minerais metálicos consumiu 16% menos energia que em 2015 e liderou a queda dentro do seguimento industrial. Também registraram queda os setores automotivo (-3,0%), têxtil (-3,8%), borracha e material plástico (-4,3%), produtos de metal, exceto maquinas e equipamentos (-6,4%), e produtos minerais não-metálicos (-9,6%).

Por outro lado, registraram aumento no consumo em 2016 os setores metalúrgico (3,1%), papel e celulose (2,4%), produtos alimentícios (0,9%) e químico (0,6%).

Alta em dezembro

De acordo com a EPE, porém, a indústria mostrou reação em dezembro de 2016, quando elevou o consumo de energia em 0,9%, na comparação com o mesmo mês de 2015. Foi a primeira alta mensal de consumo do seguimento industrial desde março de 2014.

"Apesar disso, os indicadores industriais do último mês do ano passado reforçaram a conjuntura econômica adversa do país, com reduzido nível de demanda interna, custos elevados (tributos, logística, matéria-prima, energia, etc) , dificuldades de acesso ao crédito e pela alta taxa de juros", diz a nota da EPE.

"Neste quadro recessivo, muitas empresasse encontram endividadas ou inadimplentes, a intenção de investir permanece baixa e a ociosidade do parque produtivo continua muito elevada, em torno de 28%, máxima histórica em dezembro conforme a série iniciada em 2001 pela FGV/IBRE", completa o documento.

A alta no consumo industrial de energia em dezebro de 2016 foi puxada pelo setor têxtil, que elevou o uso em 8,6% na comparação com o mesmo mês de 2015, seguindo pelo de papel e celulose (8,3%), automotivo (5,1%) e metalúrgico (3,8%).

 



Restrição ao rotativo pode gerar economia de 12% para endividados

 

A restrição ao uso do crédito rotativo para financiar dívidas do cartão, anunciada  pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), pode representar uma economia de quase 12% para endividados. A comparação considera a diferença entre os juros pagos ao rolar um débito por três meses e em um financiamento no crédito parcelado, modalidade que deve ser adotada por quem atrasar a fatura por mais de um mês. Hoje, consumidores podem ficar presos ao rotativo indefinidadamente. Com a resolução do CMN, que vale a partir de 3 de abril, esse tipo de financiamento só poderá ser usado por 30 dias.

Hoje, já é comum que bancos ofereçam condições mais vantajosas para quem esta com dívidas. A novidade é que, a partir de abril, o débito não vai mais crescer indefinidamente. Após 30 dias, ou o cliente terá que pagar à vista ou poderá parcelar com taxas obrigatoriamente menores que as do rotativo. Os bancos não são obrigados a oferecer um financiamento mas a expectativa de analistas é que, para não aumentarem os índices de inadimplência, as instituições financeiras proponham alternativas aos clientes.

De acordo com a pesquisa mais recente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), as taxas de rotativo chegaram a 15,33% ao mês, em dezembro do ano passado. Já a do crédito parcelado é de 8% ao mês. Considerando essa diferença, preparamos simulações de saldo devedor do cartão, financiado em 12 meses. No caso de uma dívida de R$ 1.000, o valor total pago ao longo de 12 meses no rotativo chegaria a R$ 2.245,08. No parcelamento com taxa menor, ficaria em R$ 1.592,28. A diferença é de R$ 652,80 ou 29,1%. Para um débito de R$ 3.000, a diferença entre os dois financiamentos chegaria a R$ 1.958,16, também na casa dos 29%.

— Vai fazer diferença. Ou o cliente paga integralmente ou vai ter o parcelamento com juros mais baixos. Os bancos vão ter liberdade para oferecer alternativas — avalia o diretor da Anefac.

A expectativa, segundo ele, é que os bancos criem condições de acordo com as possibilidades de pagamento dos clientes, tendo o pagamento mínimo da fatura como referência.

— O banco vai dar uma condição de prazo em que a parcela seja próxima do valor que o cliente pode — avalia.

Embora não haja uma estimativa oficial sobre tempo de uso do crédito rotativo, o especialista afirma que a tendência é que sair da dívida seja difícil, devido às altas taxas de juros.

Nicola Tingas, economista-chefe da Associação Nacional das Instituições de Crédito (Acrefi), avalia que a medida funciona como um mecanismo de saída dessa bola de neve. Ele considera que hoje exista um ciclo vicioso: a alta inadimplência incentiva os bancos a aumentarem o chamado spread (diferença entre a taxa de captação e a taxa cobrada ao consumidor), para compensar o risco.

— Isso não é bom para a instituição financeira, que quando tem um rombo (inadimplência) é obrigada a subir o spread. Esse mecanismo de financiamento gera uma situação ruim para o banco e ruim para o consumidor. A resolução propõe uma porta de saída — afirma.

 

 

Administração Lula/Dilma (PT) arrasaram a economia e as empresas aéreas

Oferta de voos nacionais no Brasil atingiu em 2016 o menor patamar desde 2010, reflexo do processo de revisão das malhas das empresas aéreas diante da crise econômica. Na prática, a malha aérea nacional atual é equivalente à que o país tinha há sete anos. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear).

De acordo com a entidade, o ano de 2016 registrou a menor demanda por passagens aéreas desde 2013 e o menor volume de passageiros transportados desde 2012.

As companhias aéreas do país transportaram 7,1 milhões de passageiros a menos no ano passado no mercado doméstico, segundo a Abear. O volume de passageiros transportados em 2016 caiu 7,45%, para 87,6 milhões, ante queda de 0,07% em 2015, quando foram transportados 94,7 milhões.

"Esses resultados são reflexo direto da crise econômica, de cautela com os gastos por parte do consumidor e recuo das atividades das empresas", explica Eduardo Sanovicz, presidente da Abear.

Retração

A associação do setor informou que a oferta de viagens acumula 16 períodos consecutivos de retração. Já a procura por voos domésticos e o volume de passageiros transportados acumulam 17 períodos consecutivos de queda.

“Os dados mostram que estamos fazendo um pouso suave. Um dos fatores é um enxugamento de oferta como não fazíamos em sete anos. Ano passado as empresas tiraram pouco mais de 50 aviões do país, isso é 10% da frota brasileira. Essa é uma medida que a gente toma depois de outras que foram tomadas antes para manter o setor sustentável, atravessando um momento de turbulência muito forte”, diz Eduardo Sanovicz.

O presidente da Abear explica que o pouso suave é por ajuste de oferta, levando em conta uma demanda cada vez menor. Esse ajuste começou há cerca de um ano, segundo ele, diante de um cenário muito ruim no país.

O setor encontrou uma “saída mitigadora natural”, com a retirada de aviões, o que fez com que os que continuaram em operação voassem mais cheios, o que fez com que a retração da oferta fosse maior que a retração da demanda, segundo ele.

Ao falar sobre valores de passagens, Sanovicz lembrou que no passado a primeira medida tomada para aquecer a procura foi baixar os preços, mas agora a solução encontrada foi a redução da oferta de voos.

O presidente da Abear considera a possibilidade de notícias melhores ao longo do segundo semestre deste ano, tanto na economia como um todo como para o setor aéreo. “Mas janeiro deste ano virá com resultados piores que o do ano passado”, prevê.

Já em relação ao aproveitamento dos voos domésticos, com a oferta recuando mais que a demanda, houve leve alta de 0,23 ponto percentual em relação a 2015, fechando em 80,14% de ocupação.

Mudanças na liderança

No ano passado, a Gol superou a Latam no transporte de passageiros no Brasil e passou a ser líder do setor. Veja a participação das empresas no tráfego doméstico em 2016:

Gol: 36,25%

Latam: 35,01%

Azul: 17,19%

Avianca: 11,55%

Mercado internacional

No mercado internacional, em 2016 houve retração da oferta de 3,09% ante expansão de 15,27% em 2015. Já a demanda teve queda de 0,21% ante expansão de 13,75% em 2015. Já o volume de passageiros teve crescimento de 2,54%, chegando ao total de 7,5 milhões embarcados ao longo do ano - o melhor de toda a série, segundo a Abear.

Participação das empresas no mercado internacional de jan a dez/2016:

Latam: 78,90%

Gol: 11,78%

Azul: 9,22%

Avianca: 0,10%

Transporte de cargas

O transporte doméstico teve redução de 5,77% em 2016, totalizando 321,9 mil toneladas de cargas. Já o mercado internacional movimentou 183,4 mil toneladas, crescimento de 1,64% ante 2015.

 

Lucro do Santander no Brasil  avança quase 10% e 4% no mundo


 

O Banco Santander reportou um aumento de 4% no lucro líquido de 2016, conforme resultados melhores no Brasil ajudaram a compensar performance mais fraca no Reino Unido.
Maior banco da zona do euro em valor de mercado, o grupo Santander obteve lucro líquido de € 6,2 bilhões (US$ 6,65 bilhões de dólares) em 2016, superando a expectativa média de analistas ouvidos pela Thompson Reuters, de € 6,12 bilhões. Considerando o padrão contábil espanhol, o Santander apurou lucro líquido de € 1,786 bilhão no Brasil em 2016, cifra 9,5% maior ante 2015. O desempenho melhor no Brasil e em outros mercados da América Latina ajudou o banco a lidar com um aperto das margens na Europa.

Somente no quarto trimestre, o lucro líquido do banco no mundo foi de € 1,6 bilhão, bem superior ao de € 25 milhões do mesmo trimestre de 2015, quando o resultado foi afetado por uma compensação de € 600 milhões no Reino Unido.

No Reino Unido, segundo principal mercado para o Santander depois do Brasil, o lucro líquido do banco caiu quase 15% em 2016, para € 1,68 bilhão, devido principalmente à depreciação da libra esterlina, que despencou para o nível mais baixo em quase três décadas após o voto pelo Brexit em junho do ano passado.

O Santander ainda reiterou nesta quarta-feira as metas para 2018. "No futuro, temos muitas oportunidades para crescer de modo lucrativo na Europa e nas Américas num ambiente que esperamos que será volátil, mas em geral melhor do que foi 2016 em nossos principais mercados", disse a presidente do grupo Santander, Ana Botín.

Diferentemente da maior parte dos bancos espanhóis, o Santander não deve ser prejudicado por uma recente decisão judicial na Europa que pode forçar outras instituições a reembolsar os clientes em até 4 bilhões de euros por hipotecas concedidas com taxas mínimas de juro não claramente explicadas.


 

Brasil pode ganhar com onda protecionista dos EUA

 

A saída dos Estados Unidos da Parceria Transpacífico (TPP), confirmada pelo presidente Donald Trump, foi comemorada, discretamente, pelo governo brasileiro. Entre as razões para isso, a principal é que os produtos em que o Brasil concorre com os EUA (soja, açúcar, suco de laranja, carne bovina, entre outros) nesses mercados do Pacífico, especialmente o Japão, ficariam mais caros em relação aos americanos. Isso porque as exportações americanas deixariam de ser tributadas, ao contrário das vendas provenientes do Brasil.

Na avaliação de fontes que estão na linha de frente da política externa brasileira, outro ponto favorável diz respeito às negociações entre Mercosul e União Europeia (UE). Espera-se que, com essa postura protecionista de Trump, os negociadores europeus voltem a focar o bloco sul-americano. Mesmo porque as perspectivas em torno da conclusão do Acordo de Parceria Transatlântica de Comércio entre EUA e UE são praticamente nulas neste momento.

— Com o TPP, o produto brasileiro sairia mais caro que o americano. Ficará mais fácil para nós — afirmou o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro.

Para Roberto Abdenur, ex-embaixador do Brasil em Washington, a saída do TPP é boa para o Brasil “entre aspas”.

— O TPP agravaria a marginalização do Brasil no comércio internacional, prejudicaria nosso acesso aos mercados dos países participantes e imporia novos padrões técnicos e regulatórios que iriam além do que nosso visceral protecionismo admite — completou.

O presidente do Conselho Empresarial Brasil-China, Luiz Augusto de Castro Neves, enfatizou que a saída do TPP já era esperada. Segundo ele, Trump tenta, com isso, proteger industriais americanos mais antigos e menos competitivos. Ele concorda com o fato de o Brasil se beneficiar com a medida, mas acredita que os chineses é que sairão ganhando.

— Será aberto um enorme espaço de negociação comercial para a China — disse Castro Neves.

No campo bilateral, equipes dos governos do Brasil e dos EUA começam a se reunir no mês que vem, para construírem uma agenda comum, com itens como facilitação de comércio e investimentos. Os primeiros contatos se darão através das embaixadas dos dois países. Na avaliação do Itamaraty, o aumento do protecionismo a ser patrocinado por Trump não preocupa tanto o Brasil como os outros parceiros internacionais.

— Nós não somos uma fonte de problemas para os EUA. Temos um déficit comercial com eles (US$ 646 milhões em 2016) e, portanto, não somos um país com o qual os EUA precisam consertar a relação comercial — disse uma fonte do Itamaraty.

Além disso, os EUA são o país com maior estoque de Investimentos Estrangeiros Diretos (IEDs). No acumulado de janeiro a novembro de 2016, os EUA investiram US$ 5,66 bilhões no Brasil, o que o posiciona como o terceiro maior investidor estrangeiro no país. Já os investimentos brasileiros diretos tiveram nos EUA (US$ 1,354 bilhão) o quarto principal destino em 2016, atrás das Ilhas Cayman, Bahamas e Países Baixos.

 

Impostos sobre itens escolares chega a quase 50% no Brasil


 

A volta às aulas está próxima e junto com elas o sustocom os preços da lista de materiais escolares. A carga pesada dos impostos deixa os itens ainda mais caros, segundo aponta levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT). As canetas esferográficas, por exemplo, tem 47,49% de cargas tributárias. Já na régua a incidência de impostos chega a 44,65%.

O presidente do IBPT, João Eloi Olenike, explica que incidem sobre os produtos impostos federais, estaduais e municipais. Ele critica a tributação de itens escolares.

— Além do Brasil não investir na educação, e possuir altas cargas tributárias que impedem os brasileiros de buscar uma melhor formação, o País é um dos únicos no mundo que tributam produtos de ensino. Por serem itens de necessidade básica, a educação deveria ser menos tributada e muito mais acessível aos consumidores — afirmou Olenike.

No tubo de cola o imposto chega a 42,71%, no estojo vai a 40,33% já a lancheira tem 39,74% de tributos.

Veja o levantamento completo do IBPT:

PRODUTOS (TRIBUTOS, %):

Agenda escolar (43,19%)

Apontador (43,19%)

Borracha escolar (43,19%)

Caderno Universitário (34,99%)

Caneta (47,49%)

Cola tenaz (42,71%)

Estojos para lápis (40,33%)

Fichário (39,38%)

Folhas para Fichário (37,77%)

Lancheiras (39,74%)

Lápis (34,99%)

Livro escolar (15,52%)

Papel carbono (38,68%)

Papel Pardo (34,99%)

Papel Sulfite (37,77%)

Pastas em Geral (39,97%)

Pastas Plásticas (40,09%)

Plástico 0,15 (39,89%)

Régua (44,65%)

Tinta Guache (36,13%)

Tinta Plástica (36,22%)


 

 

FGTS inativo poderá ser sacado de março a julho

 

Em visita a Porto Alegre o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, anunciou que os trabalhadores que possuem saldo em contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) poderão sacar os recursos no período de 13 de março até 14 de julho, obedecendo alguns critérios propostos pela Caixa e aprovados pelo presidente da República, Michel Temer.

Contas inativas são as que deixam de receber depósitos devido à rescisão do contrato de trabalho. A ordem para os saques será baseada no mês de aniversário do trabalhador. O ministro disse ainda que não haverá limitação.

"O que foi proposto ao presidente foram três itens: a ordem de chamada de aniversário, o tempo, que será de março a julho, e havia ainda três alternativas quanto ao montante a ser liberado. O total do valor era uma delas, e depois as duas outras o presidente resolveu nem considerar. Portanto, vai ser liberado o saldo total das contas inativas do Fundo de Garantia", afirmou Eliseu Padilha.

Em 22 de dezembro, Temer anunciou que o governo vai liberar o saque de contas do FGTS inativas até dezembro de 2015. A medida faz parte de uma tentativa do governo de reaquecer a economia.

O trabalhador, se quiser, poderá sacar, para qualquer fim, todo o valor que tem na conta inativa – aquela que deixa de receber depósitos do FGTS devido à rescisão do contrato de trabalho (saiba como consultar o saldo de contas inativas do FGTS).

O governo federal estima que cerca de 10, 2 milhões de trabalhadores podem sacar o dinheiro. O cálculo é que o valor alcance pouco mais de R$ 40 bilhões.

“Estamos falando de R$ 42 bilhões. Seguramente, R$ 30 bilhões ou mais virão para o mercado. Por quê? A gente sabe que em situações como essa, cerca de 70% até 73% buscam o dinheiro, vão fazer o saque. O resto vai continuar depositado”, analisou.

Padilha esteve em Porto Alegre para uma reunião com o governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, no Palácio Piratini. O motivo do encontro era firmar uma data para tratar da renegociação da dívida do estado com a União. Será na próxima terça (24), em Brasília.

Após o Rio de Janeiro, segundo o ministro, o caso do Rio Grande do Sul entrará na pauta do Ministério da Fazenda. “Nós deveremos ter o primeiro encontro, porque tão pronto seja firmado o acordo do Rio de Janeiro, o Rio Grande do Sul ganhará por inteiro a ocupação dos técnicos do ministério da Fazenda”, disse Padilha.

Questionado sobre as contrapartidas para firmar o acordo, Padilha frisou que é preciso que cada estado também proponha um ajuste fiscal.“Cada estado tem sua circunstâncias peculiares. No Rio Grande do Sul, medidas já foram tomadas. O estado tem que mostrar que vai fazer o seu ajuste fiscal. Essa é a contrapartida”, citou. “No caso do Rio de Janeiro, o que o governo federal propõe é que sejam suspensos os pagamentos das parcelas da dívida dos estados que tenham contrapartidas no sentido de tornar o estado também ajustado fiscalmente”, destacou.

Sartori disse estar com boa expectativa para o desfecho. "Nós estamos empenhados para que a vida do nosso país, e também com as instituições, na parte da credibilidade e na atração de investimentos, para que possamos superar todas as dificuldades".

Do lado de fora, servidores estaduais, entre eles representantes do Sindicato dos Professores (Cpers) fizeram um ato em frente ao local, na Praça da Matriz, lembrando um mês da votação do pacote apresentado pelo governador para amenizar a crise. Com bandeiras e carro de som, o grupo entoava gritos de "fora Sartori".

Há um mês, foi aprovada pela Assembleia Legislativa a extinção de fundações estaduais, um dos projetos mais polêmicos do pacote apresentado para reduzir a máquina pública. A justificativa do governo gaúcho é promover cortes para enxugar a estrutura do estado, que já decretou calamidade financeira.

 

  Corrupção no Brasil acaba com economia e telefonia celular

O Brasil perdeu 13,747 milhões de linhas móveis em 2016, informou a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Segundo a agência, o país fechou o ano com 244,066 milhões de linhas, que incluem chips de celular, placas de internet móvel, chips de máquinas de cartão de crédito e acessos máquina-máquina (M2M) usados, por exemplo, no rastreamento de veículos.

Só em dezembro, foram encerradas 4,381 milhões de linhas móveis, uma queda de 1,76% em relação a novembro de 2016.

Especialistas do setor creditam a redução das linhas móveis à crise econômica e à queda na tarifa de interconexão, que reduziu o valor da ligação entre operadoras diferentes acabando com o chamado “efeito clube”. Com a ligação mais barata, os consumidores pararam de ter vários chips.

Durante o ano, a Oi foi a empresa que teve o maior índice de queda: sua base de clientes caiu 12,32% entre 2015 e 2016. A base de clientes da Claro caiu 8,8% e, a da TIM, 4,25%. A VIVO apresentou uma leve alta de 0,7% em sua participação neste mercado.

Pós-pago

Apesar da queda no número de geral de acessos móveis, os acessos pós-pagos aumentaram em 6 milhões. Já os pré-pagos caíram em 19,841 milhões.

As conexões de 4G também aumentaram no ano passado, de 25,4 milhões para 60,1 milhões, um avanço de 136,2%. Os acessos M2M, que são usados no rastreamento de veículos, por exemplo, aumentaram em 1,509 milhão de acessos, ou 38,33%.

Já os acessos 3G e 2G caíram de 215,1 milhões para 166,7 milhões, uma redução de 22,5%, o que equivale a 48,4 milhões de acessos.

 

Andrade e UTC vão pagar R$ 195 milhões ao Cade

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) anunciou que assinou acordos com as empreiteiras Andrade Gutierrez e UTC dentro da investigação de prática de cartel e de conluio em licitações para obras da Petrobras e da usina nuclear de Angra 3.

Pelo acordo, homologado pelo Tribunal do Cade, as duas empreiteiras admitem participação nos crimes, se comprometem a suspender as práticas e a ajudar nas investigações e, ainda, aceitam pagar um total de R$ 196,1 milhões pelas irregularidades cometidas.

Em nota, o Cade informou que, do valor total, R$ 139,1 milhões serão pagos pela UTC em dois Termos de Compromisso de Cessação (TCC). Só no termo envolvendo cartel nas licitações da Petrobras, a construtora se comprometeu a pagar R$ 129,2 milhões o que, segundo o documento, “representa a maior contribuição pecuniária individual já negociada com uma empresa na história do Cade.”

A Andrade Gutierrez, por sua vez, vai pagar R$ 56 milhões também em dois acordos.

Em nota, a Andrade Gutierrez informou que "o acordo divulgado hoje pelo CADE está em linha com sua postura, desde o fechamento do acordo de leniência com o Ministério Público, de continuar colaborando com as investigações em curso."

A construtora diz ainda que "continuará realizando auditorias internas no intuito de esclarecer fatos do passado que possam ser do interesse da Justiça e dos órgãos competentes."

Lava Jato

Os acordos foram fechados pelo Cade dentro de um processo administrativo que apura a prática de cartel por construtoras investigadas na operação Lava Jato. Além de Andrade e UTC, funcionários e ex-funcionários das duas empreiteiras também assinaram acordo com o Cade.

O processo administrativo que trata de cartel nas licitações da Petrobras foi instaurado em dezembro de 2015, após a celebração de um acordo de leniência entre o Cade e as empresas Setal Engenharia e Construções e SOG Óleo e Gás, que fazem parte de um mesmo grupo.

Já a investigação do cartel em licitações de Angra 3 dentro do Cade teve início em novembro de 2015, após acordo de leniência com a Camargo Corrêa.

No acordo de leniência, uma empresa admite participação em cartel, que é um acordo para evitar concorrência em licitações, e se compromete a colaborar com a investigação. Em troca, pode ficar livre de multa e de responder processo na Justiça.

O acordo de leniência só pode ser fechado com a primeira empresa que aceita colaborar na investigação. Às demais envolvidas, restam os acordos do tipo TCC, como os firmados pelo Cade com UTC e Andrade Gutierrez.

Ao contrário dos acordos de leniência, os TCCs não evitam que a empresa responda a processo na Justiça nem a extinção completa da punição no próprio Cade. Além disso, há a obrigatoriedade do pagamento da contribuição pecuniária, uma espécie de multa.

16 licitações

Na nota, o conselho informa ainda que os documentos e informações apresentados pela UTC trazem evidências da prática de cartel em dez novas licitações.

Já no acordo com a Andrade Gutierrez, os documentos e informações fornecidos trazem evidências da irregularidade em outras seis licitações.

Com UTC e Andrade, já são três as empresas que firmaram acordo do tipo com o Cade, admitindo participação em cartel para licitações da Petrobras.  A primeira foi a Camargo Corrêa, em agosto de 2016.

Em novembro de 2016, o Cade também anunciou um  acordfo de lerniência  com Andrade Gutierrez, executivos e ex-executivos da empreiteira, no qual eles admitem a participação em um cartel para o leilão e as obras de construção da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará.

 

Governo estuda realizar duas rodadas do pré-sal neste ano

O governo Federal estuda a possibilidade de realizar mais uma rodada do pré-sal, sob regime de Partilha de Produção, neste ano além da que já estava programada, informou o Ministério de Minas e Energia.

Neste caso, seriam feitas em 2017 a segunda e a terceira rodadas do pré-sal. “O Governo Federal, por meio do MME, estuda a possibilidade de antecipar a terceira rodada de leilão do pré-sal e realiza-lá ainda este ano”, disse o ministério à Reuters por e-mail.

O ministério não explicou os motivos para a antecipação e quais áreas poderiam ser leiloadas.

Na semana passada, o ministro de Minas e Energia afirmou a jornalistas que o governo estudava antecipar a segunda rodada do pré-sal para o primeiro semestre deste ano. Anteriormente, o certame estava previsto para o segundo semestre.

Entretanto, segundo o ministro, uma antecipação dependeria de trâmites, como a publicação das áreas no Diário Oficial da União (DOU) e o cumprimento do prazo necessário para que a Petrobras defina se irá exercer seu direito de preferência para a operação dos ativos.

A segunda rodada do pré-sal irá ofertar quatro áreas adjacentes a grandes descobertas de óleo e gás já realizadas - portanto com menores riscos -, que precisarão passar por processo de unitização junto aos proprietários das jazidas.

Após a publicação dessas áreas no DOU, a Petrobras terá 30 dias para decidir se irá exercer direito de preferência, conforme o previsto nas novas regras que retiraram a obrigação da empresa ser operadora do pré-sal.

A primeira rodada do pré-sal ocorreu em 2013 e negociou a área de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos.

 


Brasil cai de 3ª posição para 7ª   em ranking de negócios



O Brasil despencou no ranking de países nos quais executivos de grandes empresas (CEOs) esperam obter crescimento em seus negócios nos próximos 12 meses. Isso é o que mostra pesquisa feita pela consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC) e divulgada nesta segunda-feira em Davos, na Suíça. O documento é tradicionalmente distribuído na véspera da abertura da reunião do Fórum Econômico Mundial (WEF).

O levantamento mostra que, entre 2011 e 2017, o Brasil passou da 3a para a 7a posição entre mercados que animam os CEOs. Há seis anos, 19% dos entrevistados citavam o país como um local no qual esperavam obter crescimento nos negócios. Já na pesquisa deste ano, somente 7% escolheram o mercado brasileiro como uma prioridade.

A pergunta respondida pelos executivos foi: “quais são os três países, tirando o seu próprio, que você considera mais importantes para o crescimento geral de sua organização nos próximos 12 meses?”. No topo lista de 2017 estão os Estados Unidos, que foram apontados por 43% dos empresários. Em 2011, o país estava em segundo lugar.

China perde uma posição

 China também caiu no ranking, mas perdeu apenas uma posição. Em 2011, era apontada por 39% dos CEOs e estava em primeiro lugar. Agora, em 2017, foi escolhida por 33%, caindo para a segunda posição. Ou seja, americanos e chineses trocaram de lugar na lista.

No documento, o Brasil é citado apenas seis vezes, contra 12 da China, por exemplo. Num trecho, a PwC destaca que o Brasil tomou um tombo no ranking nos últimos anos e “entrou numa recessão profunda”, embora já comece a dar alguns sinais de recuperação. É justamente para falar desses sinais que o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, decidiu vir a Davos.

A pedido do presidente Michel Temer, que também queria vir ao Fórum, mas preferiu ficar no Brasil para acompanhar de perto a reta final da eleição para a presidência da Câmara dos Deputados, Meirelles vai conversar com investidores e ressaltar avanços que já foram obtidos pelo governo no campo econômico. Um dos destaques será a aprovação pelo Congresso da proposta da emenda à Constituição (PEC) que fixa um teto para os gastos públicos. O ministro pretende ainda falar das propostas e reforma da Previdência e trabalhista. Também estarão no Fórum o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, os ministros do Desenvolvimento, Marcos, Pereira, de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, além do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

A pesquisa da PwC completa 20 anos em 2017 e tem como título “20 anos dentro das mentes dos CEOs. O que vem adiante?”. O levantamento mostra que incertezas em relação ao crescimento econômico, excesso de regulação e falta de mão de obra qualificada continuam sendo os principais fatores de risco para os executivos. Mesmo assim, a consultoria aponta que eles ficaram mais otimistas com o passar do tempo.

“Em 1997, quando completamos nossa primeira pesquisa, apenas um terço dos participantes estava muito confiante sobre o desempenho das receitas de seus negócios num prazo de três anos, embora o mercado mundial estivesse numa tendência de alta. Este ano, por outro lado, 51% dos CEOs estão extremamente positivos sobre as perspectivas de receitas para seus negócios”, diz a pequisa, que acrescenta ainda: “Outros 38% estão muito otimistas em relação aos resultados imediatos, contra 35% no ano passado”. O levantamento da PwC foi feito com 1.379 grandes executivos de 79 países. 

 

 

Graças ao PT o Brasil responderá por um terço dos novos desempregados



O Brasil responderá por mais de um terço dos novos desempregados que vão surgir em 2017 no mundo todo, com 1,2 milhão de pessoas a mais que perderão seus postos, reforçando o cenário de que a economia brasileira ainda patina para começar a se recuperar. Os dados são da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que prevê que existirão 3,4 milhões a mais de desempregados no mundo neste ano, levando o total para mais de 200 milhões.

No documento, a OIT chamou a atenção para a deterioração do mercado de trabalho brasileiro, onde a "recessão mais profunda que o esperado em 2016 vai continuar a ter efeitos em 2017".

Enquanto no mundo a taxa de desemprego deverá subir 0,1 ponto percentual, para 5,8%, no Brasil essa alta será de quase 1 ponto, passando de 11,5% em 2016 para 12,4% em 2017, projetou a OIT.

Para 2018, a expectativa é de que o desemprego continue subindo no país, com 200 mil pessoas a mais sem uma posição, para total de 13,8 milhões de brasileiros.


Na América Latina e Caribe, ainda segundo dados da OIT, 1,5 milhão de pessoas vão perder seus postos neste ano, somando 26,6 milhões de desempregados. Em 2018, esse número subirá a 27,1 milhões.

Dados do final de 2016 mostram que a atividade econômica no Brasil não deu sinais consistentes de retomada, o que deixa a recuperação esperada para este ano sob pressão.

A estimativa de crescimento para 2017 na pesquisa Focus do Banco Central é de apenas 0,5 por cento, depois de recuo de 3,49 por cento esperado para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2016.

 

Brasil lidera ranking de juros reais



Apesar da redução anunciada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) de reduzir a taxa básica de juros (Selic) em 0,75 ponto percentual, a 13%, o Brasil se mantém no primeiro lugar do ranking mundial de juros reais. São 7,93% ao ano, quase o dobro dos 4,76% na Rússia, a segunda maior taxa entre 40 países, cujos dados foram compilados por Vieira, da Infinity. O cálculo desconta da taxa básica vigente a projeção de inflação nos próximos 12 meses.

O último corte nessa proporção realizado pelo BC ocorreu em abril de 2012, quando a Selic passou de 9,75% para 9%. Nas duas últimas reuniões, em outubro e novembro de 2016, o BC optou por reduzir os juros em 0,25 ponto. Para economistas, a decisão do Copom pode incentivar a retomada do crescimento, mas eles ressaltam que as reformas são essenciais à recuperação da confiança na economia.

Em comunicado, o BC afirmou que os diretores chegaram a avaliar um corte de 0,50 ponto e sinalizar uma redução maior para a próxima reunião. “Entretanto, diante do ambiente com expectativas de inflação ancoradas, o Comitê entende que o atual cenário, com um processo de desinflação mais disseminado e atividade econômica aquém do esperado, já torna apropriada a antecipação do ciclo de distensão da política monetária, permitindo o estabelecimento do novo ritmo de flexibilização”, diz o documento.

“A inflação tem se mostrado mais favorável, o que pode sinalizar menor persistência no processo inflacionário; e o processo de aprovação e implementação das reformas e ajustes necessários na economia pode ocorrer de forma mais célere que o antecipado”, diz o texto. O comitê entendeu que, diante do cenário atual, a convergência da inflação para a meta de 4,5% no “horizonte relevante para a condução da política monetária” (2017 e 2018) “é compatível com a intensificação da flexibilização monetária”.

O corte já era aguardado pelo mercado, ainda que a maior parte dos analistas esperasse que a Selic passasse a 13,25%. A economista do Santander Tatiana Pinheiro projetava corte de 0,50, mas acredita que o BC deve replicar a dose de ontem nas próximas reuniões. Se essa avaliação for percebida pelo restante do mercado nos próximos dias, já será possível ver um rápido efeito nos juros futuros, que, por sua vez, influenciarão na queda do custo de financiamento e na retomada da atividade econômica ainda no primeiro semestre.

— Se o mercado, que esperava até hoje taxa de 10,25% ao ano, migrar e fechar o dia com uma expectativa de Selic a 9%, isso já é positivo. Já será marginalmente positivo para a atividade econômica. O importante da decisão de hoje é o impacto que ela tem nas expectativas de taxas de juros mais a médio prazo — afirmou Tatiana, que projeta crescimento de 0,7% este ano.

Eduardo Velho, economista-chefe do INVX Global Partners, também vê efeito da queda de taxa de juros sobre o PIB:

— Claramente tende a aumentar a probabilidade se ter um PIB positivo já no segundo trimestre.

O economista-chefe do Itaú Unibanco, Mario Mesquita, já esperava um corte de 0,75 ponto. Ele considerou a decisão acertada, tendo em vista os últimos dados de atividade econômica e inflação.

— Isso tende a limitar o risco de baixa para a atividade econômica. Acho que foi esse o objetivo da decisão, mas isso vai ficar mais claro com a divulgação da ata — disse Mesquita. — É uma decisão que favorece o investimento, mas esse impacto não é imediato. O empresário não vai tomar essa decisão de investimento só com isso (o corte da Selic).

Para Rodrigo Alves de Melo, economista-chefe da Icatu Vanguarda, o corte de 0,75 ponto “faz sentido”. Ele prevê reduções nesse mesmo ritmo nas próximas três reuniões, com a Selic fechando o ano a 9,5%. Mas ele está cético quanto ao efeito positivo da redução dos juros ontem na economia. Para ele, a recuperação depende de fatores que vão além da taxa de juros:

Não dá para confiar piamente que a política monetária vai salvar a lavoura. Pode ajudar em alguma coisa, mas o cenário de crescimento ainda é tenebroso. A atividade está bastante rastejante, e o desemprego vai subir até a metade do ano ou mais. Isso tem impacto negativo no consumo e no investimento. Não me parece que a retomada tem condições de acontecer este ano, e ainda temos o desafio da reforma fiscal no Congresso.

O ex-ministro da Fazenda Mailson da Nóbrega, por sua vez, ressalta que um crescimento sustentável só virá do ganho de produtividade:

— No governo Temer, vamos ter o que os economistas chamam de recuperação cíclica, baseada na ocupação da capacidade ociosa hoje existente. Não a baseada em ampliação de investimentos e de ganho de produtividade.

Para isso, afirmou, é preciso que a reforma da Previdência seja levada adiante neste governo Temer e que o próximo faça a reforma tributária:

— Portanto, só acredito que o país volte a crescer de forma consistente em 2019.

Para Fabio Silveira, sócio-diretor da MacroSector, ainda é cedo para prever uma retomada, principalmente por causa das incertezas nos EUA:

— Os riscos são de ter uma turbulência no mercado internacional, haver realocação de ativos em escala global, e a gente está no meio desse jogo. O Brasil é uma bolinha de gude num universo financeiro gigantesco. Muita atenção deve ser dada ao ambiente externo, porque Donald Trump pode levar a uma escalada da taxa de câmbio.

Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset, acredita que o BC foi ousado:

— Mas, dada a situação atual da inflação e de outros indicadores de atividade, por que não? Foi uma surpresa boa.

O corte de 0,75 ponto, no entanto, também foi alvo de críticas.

— Temos de esperar a ata para ter mais detalhes, mas a decisão de hoje indica que o BC está olhando para o crescimento, enquanto que seu mandato diz respeito à inflação. Eu acho que o BC pode ter cedido à pressão e tomado uma decisão mais política do que econômica — criticou Hugo Monteiro, gerente de produtos e soluções de investimentos do BullMark Financial Group.


O presidente Michel Temer comemorou a queda nos juros. Por meio de seu porta-voz, Alexandre Parola, Temer disse que o corte “respalda a convicção de que estão dados os elementos para uma retomada do crescimento”. A decisão do Copom ainda foi elogiada por Fiesp, Firjan e Força Sindical.

Momentos após o Copom anunciar sua decisão, Banco do Brasil (BB) e Bradesco também informaram que irão reduzir suas taxas de juros, tanto para pessoas físicas como jurídicas.


 

 

 

Governo estuda concessões para Santos Dumont e Congonhas


 

Depois de participar da reunião de infraestrutura com o presidente Michel Temer, o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, confirmou que os aeroportos de Santos Dumont (RJ) e Congonhas (SP) estão na lista de estudos do governo para possíveis novas concessões. Segundo ele, há vários projetos que estão sendo analisados para entrarem em um novo pacote de concessões. Oliveira não quis antecipar quais, mas citou que entrarão aeroportos, obras de saneamento e rodovias.
(Santos Dumont e Congonhas) Estão na lista de discussão, sim — disse Dyogo Oliveira, que informou que o governo também discute aumentar as concessões em projetos de saneamento e rodovias.

O ministro afirmou que na reunião os ministros fizeram um balanço ao presidente, informando que pagaram em dia todas as obras de suas áreas no ano passado. Segundo ele, o governo investiu R$ 42 bilhões em obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em 2016.

Um novo cronograma de obras do PAC para este ano deve ser apresentado em breve, disse. De acordo com Oliveira, os ministros foram cobrados a apresentar, na primeira semana de fevereiro, um balanço sobre o andamento das 1.600 obras inacabadas pela gestão da petista Dilma Rousseff e que foram retomadas no segundo semestre do ano passado para serem concluídas ao fim deste e do próximo ano. O custo estimado dessas obras é de R$ 2,07 bilhões.

Participaram da reunião no Palácio do Planalto, além de Oliveira, os ministros da Casa Civil (Eliseu Padilha), Meio Ambiente (Sarney Filho), Cidades (Bruno Araújo), Minas e Energia (Fernando Coelho), Integração Nacional (Helder Barbalho), Transportes (Maurício Quintella), o secretário do Programa de Parcerias e Investimentos (Moreira Franco), o líder do governo no Congresso (Romero Jucá) e o líder do governo na Câmara (André Moura).



 

 

Inflação do aluguel ganha força no início de janeiro

 

O indice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), conhecido como inflação do aluguel, porque é usado para reajustar a maioria dos contratos imobiliários, variou 0,86% na primeira semana de janeiro, depois de registrar alta de 0,20% no mesmo período de dezembro.

Em 12 meses, o IGP-M acumula alta de 6,88%, segundo informou a Fundação Getulio Vargas (FGV), nesta terça-feira (10).

Usado no cálculo do IGP-M e exercendo o maior peso, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que avalia os preços no atacado, acelerou de 0,3% para 1,13%.

Também mostrou avanço o subíndice que calcula os preços no varejo. De uma queda de 0,02% em dezembro, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apresentou uma alta de 0,40%, em janeiro.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que também é usado no cáluclo do IGP-M, mas com peso menor do que o dos outros subíndices registrou variação de 0,22%, contra 0,12%.

 

Movimento no comércio tem queda histórica de 6,6% em 2016

De acordo com o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio, o movimento dos consumidores nas lojas de todo o país caiu 6,6% no ano de 2016 em relação ao ano de 2015. Este foi o pior resultado do varejo nacional dos últimos 16 anos, ou seja, desde o início do levantamento da atividade comércio pela Serasa Experian. O pior resultado até então havia sido o recuo de 4,9% em 2002 por causa da crise do racionamento de energia elétrica, o famoso "apagão".

De acordo com os economistas da Serasa Experian, as dificuldades enfrentadas pelos consumidores durante o ano passado (juros altos nos crediários, desemprego em alta, confiança ainda em patamar deprimido) impactaram negativamente a atividade varejista, ao longo de todo o ano de 2016.

A maior retração do consumidor no ano passado ocorreu no segmento de veículos, motos e peças, que registrou queda de 13% frente ao mesmo período do ano passado.

Na semana passada, a Fenabrave, entidade que representa as concessionárias do país, informou que as vendas de veículos novos, em 2016, recuaram 20,19% em relação ao ano anterior. Foram vendidos em 2016 2,05 milhões de unidades

A segunda maior queda, de acordo com levantamento da Serasa, foi de 12,6%, observada no movimento dos consumidores nas lojas de tecidos, vestuário, calçados e acessórios. Houve recuo também significativo, de 11,1%, nas lojas de móveis, eletroeletrônicos e equipamentos de informática.

Retrações menores ocorreram nas lojas de material de construção (-5,4%) e nos supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas (-7%).

Somente o segmento de combustíveis e lubrificantes se mantém no terreno positivo, com alta de 1,8% em relação período acumulado de janeiro a dezembro do ano passado.


 

 

Governo pede ao STF encerramento de ações dos estados por repatriação



O governo federal pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para encerrar as ações em que os estados reivindicam parte dos valores arrecadados com a multa paga por quem aderiu ao programa de repatriação de recursos mantidos ilegalmente no exterior. Uma medida provisória (MP) publicada divide com as unidades da federação e com os municípios esse montante, o que não estava previsto anteriormente.

Até agora, a União concordava apenas em dividir a parcela obtida com o pagamento de Imposto de Renda (IR) recolhido pelos contribuintes que aderiram à repatriação, ficando todo o recursos vindo da multa nas mãos do governo federal. Diante da grave dificuldade financeira dos estados, os governadores recorreram ao STF para que o governo federal fosse obrigado a fazer a partilha.

A ministra Rosa Weber, relatora das ações que tratam do assunto no STF, determinou, em novembro, que a União depositasse em juízo o valor correspondente ao Fundo de Participação dos Estados, impedindo que o governo federal utilize os recursos.

Com a publicação da MP, em edição extraordinária do Diário Oficial da, o governo atendeu ao pleito dos estados e municípios e dividiu com os entes os recursos da multa.

O governo alega, agora, que “atendeu expressamente” ao pleito dos estados e que as ações perderam objeto, por isso devem ser extintas.


 

 

 

Meirelles diz que recuperação da economia está ‘cada vez mais perto’


 

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que está cada vez mais clara a recuperação da economia brasileira, mas reconheceu que o crescimento médio de 2017 ainda será em um patamar baixo. Ao ser questionado sobre a revisão da projeção da economia no próximo ano pelo Boletim Focus- que caiu de 0,70% para 0,58% -, ele explicou que isso reflete a média do ano.

A média de 2017 contra a média de 2016 tem essas característica. Mas se compararmos o quarto trimestre de 2017 com o quarto trimestre de 2016, já estamos prevendo mais de 2%. Isso é o que vai ser percebido pela sociedade — disse Meirelles, após participar de evento na Ilha Fiscal, no Rio.

O ministro apontou ainda que este é “um processo normal”, diante da crise da economia brasileira.

— É um processo normal. É a maior crise da história do Brasil. Não podemos subestimar isso. (...) A boa notícia é que as medidas estão sendo aprovadas. Isso é o mais importante.

Questionado sobre efeitos da crise política na economia, Meirelles afirmou que a agenda de ajustes está avançando.

 

Malafaia é alvo de condução coercitiva em caso de corrupção em royalties



A Polícia Federal (PF) realizou operação em 11 estados e no Distrito Federal contra uma organização criminosa investigada por esquema de corrupção em cobranças judiciais de royalties da exploração mineral. Como parte da Operação Timóteo, a PF tem um mandado de condução coercitiva de Silas Malafaia. O pastor ainda não foi ouvido, mas expectativa da PF é que Malafaia se apresente espontaneamente na superintendência da instituição em São Paulo. Embora envolvido, o pastor não é considerado um dos alvos principais da ação.

No topo da pirâmide do esquema estão o diretor do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) Marco Antônio Valadares e sua esposa, que é sócia de uma das empresas de consultoria que estão entre os alvos da operação. O grupo fraudava os valores de royalties de mineração devidos por mineradoras a municípios. A Vale estaria entre as empresas prejudicadas.

As investigações da Operação Timóteo envolvem também Alberto Jatene, filho do governador do Pará, Simão Jatene (PSDB). Procurado, o governo do estado não se manifestou ainda sobre o ocorrido.

Ao contrário do que foi informado anteriormente, a Vale e outras empresas do setor mineral não são investigadas por envolvimento no esquema. Na verdade, segundo investigadores, há forte suspeita de que as companhias eram vítimas da ação do grupo que é alvo da operação da PF.

Cerca de 300 policiais fazem 16 ações, em 52 endereços diferentes, em 11 estados (Bahia, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins) e no Distrito Federal. Por determinação da Justiça Federal, além de buscas, os policiais também cumprem 29 conduções coercitivas, quatro mandados de prisão preventiva, 12 mandados de prisão temporária, sequestro de três imóveis e bloqueio judicial de valores depositados que podem chegar a R$ 70 milhões.

O caso envolve cobranças judiciais de 65% da chamada Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), que tem como destino os municípios. Apenas em 2015 os valores recolhidos com os royalties de mineração pela CFEM chegaram a quase R$ 1,6 bilhão, de acordo com a PF.


Na sua conta em uma rede social, o pastor Malafaia disse que nesta manhã que foi acordado por um telefonema com a informação de que a PF estava em sua casa. “Estou em São Paulo e vou me apresentar”, disse Malafaia na conta.

Em seguida, o pastor comentou as investigações: “Recebi uma oferta de cem mil reais, de um membro da igreja do meu amigo pastor Michael Abud, não sei e não conheço o que ele faz, tanto é que o cheque foi depositado em conta. Por causa disso sou um ladrão? Sou corrupto? Recebo ofertas de inúmeras pessoas e declaro no imposto de renda tudo o que  recebo. Quer dizer que se alguém for bandido e me der uma oferta, sem eu saber a origem, sou bandido?”.


 

A economia  do Brasil encolheu 0,48% em outubro



A economia encolheu 0,48% em outubro nos cálculos do Banco Central (BC). A expectativa do mercado financeiro era de uma queda de 0,58% no Índice de Atividade Econômica da autoridade monetária (IBC-Br). Foi o quarto mês seguido de queda. O dado mostra que atividade econômica começou o 4º trimestre também no vermelho. Em 2016, houve expansão da atividade apenas em abril e julho. As informações foram divulgadas pela autarquia.
O índice do BC mostra uma forte retração da economia brasileira em 2016. Ao longo do ano, a atividade caiu 5,01% nas contas da autoridade monetária. Nos últimos 12 meses, a queda o IBC-Br foi de nada menos que 5,29%, aprofundando a retração já que em setembro a taxa ficou em -5,23%.

“O IBC-Br apresentou queda na passagem de setembro para outubro, fortalecendo nossa expectativa de novo desempenho negativo do PIB no quarto trimestre”, disseram os economistas do Bradesco em comunicado aos clientes. “A queda, que ficou em linha com as expectativas do mercado, de contração de 0,50%, se deu de forma generalizada, diante do desempenho negativo da produção industrial, das vendas do varejo e da atividade do setor de serviços no período.”

A instituição aposta em uma retração do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos no país) no quarto trimestre de 0,7%.

O pessimismo em relação ao mês veio dos dados setoriais. As vendas do comércio varejista, por exemplo, registraram a quarta queda seguida. No mês de outubro, em relação a setembro, o recuo foi de 0,8%. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) há dois dias. Nos últimos 12 meses, o setor acumula uma queda de 6,8%: a maior desde 2001.

Já a produção industrial teve recuou ainda maior: 1,1% em outubro na comparação com o mês anterior, segundo o IBGE. O resultado foi o pior para o mês nesta comparação desde 2013. Em 12 meses, houve um encolhimento na produção de 8,4%.

Para completar o resultado ruim, o O volume de vendas do setor de serviços recuou 2,4% em outubro, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE. Em 12 meses, encolheu 5,1%.



ICB-Br X PIB

Todos esses resultados influenciam o IBC-Br, que foi criado pelo BC para ser uma referência do comportamento da atividade econômica que sirva para orientar a política de controle da inflação pelo Comitê de Política Monetária (Copom), uma vez que o dado oficial do Produto Interno Bruto (PIB) é divulgado pelo IBGE com defasagem em torno de três meses. Tanto o IBC-Br quanto o PIB são indicadores que medem a atividade econômica, mas têm diferenças na metodologia.

O indicador do BC leva em conta trajetória de variáveis consideradas como bons indicadores para o desempenho dos setores da economia (indústria, agropecuária e serviços).

Já o PIB é calculado pelo IBGE a partir da soma dos bens e serviços produzidos na economia. Pelo lado da produção, considera-se a agropecuária, a indústria, os serviços, além dos impostos. Já pelo lado da demanda, são computados dados do consumo das famílias, consumo do governo e investimentos, além de exportações e importações.



 

 

Desemprego na América Latina sobe a 8,1%, arrastado pelo Brasil

 

O desemprego na América Latina e no Caribe subiu neste ano para o nível mais alto desde o início da década passada, a 8,1%, devido à contração da economia da região, principalmente no Brasil, na Argentina e na Venezuela, disse a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

A taxa de desemprego deu um salto preliminar de 1,5 ponto percentual ante os 6,6% do ano passado e a expectativa é de que suba para 8,4% em 2017, disse a agência em comunicado.

"Este nível de desemprego não havia sido observado desde o início da década passada (...) nem mesmo durante a crise financeira internacional entre 2008 e 2009", disse a OIT.

O número de desempregados na região exportadora de matérias-primas cresceu neste ano para 25 milhões de pessoas, cerca de cinco milhões de desempregados a mais na comparação com 2015, completou a organização.


Para o próximo ano, o aumento projetado da taxa significa que haverá 1,3 milhão de desempregados a mais na América Latina e no Caribe, acrescentou.

A OIT disse que o aumento da taxa de desemprego neste ano foi um fenômeno mais generalizado, porque ela cresceu em 13 dos 19 países que possuem dados disponíveis.

A OIT destacou a previsão de aumento da taxa de desemprego no Brasil de 2,9 pontos percentuais, enquanto no México ela deve cair em 0,4 ponto.


Anac aprova regra que autoriza aéreas cobrarem por bagagem

Novas  normas relativas a direitos e deveres dos consumidores de serviços aéreos. Entre as mudanças aprovadas pela diretoria da agência está a permissão para que as empresas passem a cobrar pelas bagagens despachadas. As novas regras começam a valer em 90 dias, a partir de 14 de março.

Com isso, a exemplo do que ocorre em outros países, as companhias aéreas poderão criar políticas próprias para despachar bagagens. Atualmente, as empresas são obrigadas a oferecer gratuitamente uma franquia de 23 quilos para passageiros domésticos e de duas malas de 32 quilos para voos internacionais.

A partir de agora, as aéreas poderão estipular franquias menores de bagagem e, em contrapartida, oferecer passagens mais baratas aos consumidores.

Segundo a Anac, apesar da possibilidade de as empresas passarem a cobrar pelo despacho de malas, cada companhia terá autonomia para criar suas regras próprias de bagagens, inclusive, mantendo as franquias atualmente em vigor.

Na prática, a mudança nas regras de bagagem deve impactar principalmente as passagens aéreas promocionais, mais baratas – como já acontece atualmente, por exemplo, nas companhias low-cost (baixo custo) americanas e europeias. A tendência é que as passagens mais caras deem a bagagem despachada como cortesia.

Bagagem de mão

A resolução da diretoria da Anac também aumenta de 5 para 10 quilos o peso máximo das bagagens de mão por passageiro.

As empresas aéreas argumentam que a flexibilização de bagagens vai baratear as passagens de quem não despachar mala.

“Mas esse peso pode ser maior, caso a companhia aérea entenda que é economicamente útil diferenciar o seu serviço das outras”, ponderou o diretor da Anac Ricardo Fenelon.

Recentemente, o presidente da Azul, Antonoaldo Neves, afirmou em Brasília que “quem embarca sem mala paga por quem está com mala, já que as companhias não podem discriminar preço”.

A Anac também reduziu para 7 dias o prazo máximo para a devolução de bagagens extraviadas em casos de voos domésticos e para 21 dias para voos internacionais. Após esse prazo, se a bagagem não for localizada, as empresas aéreas terão no máximo uma semana para indenizar os passageiros.

Nome

A mudança da regra altera também os procedimentos adotados quanto ao nome impresso na passagem aérea. O novo regulamento determina a correção de possíveis erros no preenchimento do nome e do sobrenome até o momento do embarque.

Política de cancelamento

A agência reguladora fixou ainda que o consumidor tem direito a desistir da compra até 24 horas depois de receber o comprovante de compra do bilhete, caso ela seja feita com no mínimo sete dias de antecedência. “Entende-se ser esta a melhor prática regulatória e é a adotada nos Estados Unidos. Estende a todos os consumidores a prática adotada por alguns agentes”, explicou. Nesses casos, os consumidores devem ser ressarcidos integralmente.

 

 

Anac vota nesta terça-feira se bagagem poderá ser cobrada



Os passageiros precisam ficar atentos para as mudanças nas regras da aviação civil, que devem entrar em vigor no início da baixa temporada, em março de 2017. As companhias não serão mais obrigadas a despachar, gratuitamente, as malas. Além disso, em casos de atrasos superiores a quatro horas ou cancelamento de voo, as empresas somente terão obrigação de acomodar os usuários em hotel quando houver necessidade de pernoite. Nas demais situações, os clientes poderão ser alojados em espaços específicos, como salas VIPs nos aeroportos.
Essas medidas devem ser aprovadas pela diretoria da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) nesta terça-feira. A norma traz algumas inovações, como o direito de cancelamento do bilhete sem custo, desde que seja num prazo de até 24 horas após a compra e com antecedência mínima de sete dias da data do embarque. A mudança valerá para todas as grades de tarifas, inclusive as promocionais. Outra mudança será em casos de extravio de bagagem: o prazo para a companhia localizar a mala, atualmente de 30 dias, cairá para sete dias nos voos domésticos e 14 dias, nos internacionais.

As empresas aéreas não queriam mais prestar assistência material aos passageiros, em caso de atraso e cancelamentos de voos devido a eventos meteorológicos. Atualmente, as companhias são obrigadas a oferecer facilidade de comunicação (atrasos acima de uma hora), alimentação (mais de duas horas) e acomodação (superiores a quatro horas). Esses direitos foram instituídos durante o caos aéreo em 2007. A Anac pretendia rever essa exigência, impondo limite de 24 horas, mas recuou diante da pressão dos órgãos de defesa do consumidor.

— As contribuições que recebemos dos órgãos de defesa dos consumidores foram virulentas. Eles entenderam que isso seria um grave retrocesso e que a agência não poderia retirar essa conquista da assistência material. É uma questão complexa e delicada, e nós sabemos que todo direito tem seu custo — disse Ricardo Catanant, superintendente de Acompanhamento de Serviços Aéreos da Anac.

De acordo com ele, o principal objetivo é estimular a concorrência entre as empresas que já operam no país e a entrada de companhias de baixo custo. Neste caso, o fim da franquia de bagagem — um dos pontos mais sensíveis da regulamentação — é essencial, na avaliação do órgão regulador.

Segundo Catanant, não significa, necessariamente, que as companhias vão deixar de despachar a mala de graça. Nos destinos turísticos em que o passageiro necessariamente vai ter de transportar bagagem, as empresas aéreas vão continuar praticando franquia de bagagem, porque é uma necessidade do cliente e pode ser um diferencial competitivo. O objetivo principal da nova regra é retirar “amarras”, permitindo que as empresas possam definir modelos de negócios, com serviços e preços diferenciados, um cardápio, seguindo o padrão internacional.

— A proposta de desregulamentação da franquia de bagagem, que é a mais sensível, coloca o Brasil no mesmo patamar do resto do mundo praticamente. Só quatro países ainda mantém a franquia. A desagregação pressiona os preços para baixo. A desregulamentação da franquia de bagagem traz ganhos e tudo indica que eles serão repassados para o consumidor


 

 

 

A crise no Brasil faz o povo  trocar a carne pelo frango



O aperto no orçamento sugere uma troca na mesa do brasileiro: sai a carne e entra o frango. E com o aumento da procura pela ave, o preço acaba subindo. Foi o que aconteceu no mês passado.

O frango está tendo pressão de demanda. As pessoas deixam de consumir carne e vão para frango. Embora o preço da arroba (do boi) tenha subido em outubro, a reação da demanda tem impedido uma alta maior dos preços — explica a coordenadora de Índices de Preços do IBGE, Eulina Nunes.

A inflação oficial do país, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), desacelerou em novembro a 0,18% frente ao 0,26% de outubro. A taxa é a menor para o mês desde 1998. Nos doze últimos meses, a inflação ficou em 6,99%, o menor resultado nesse tipo de comparação desde dezembro de 2014, quando ficou em 6,41%. No acumulado do ano, o resultado é de 5,97%.

E os preços de alimentos caíram 0,20% em novembro, aprofundando a deflação que já tinha sido registrada em outubro (0,05%). Foi o grupo que mais pressionou o índice para baixo no mês, com impacto de -0,05 ponto percentual.


 

 

Previdência do futuro , receber o teto será impossível



Com as novas regras propostas pela reforma, será praticamente impossível se aposentar aos 65 anos de idade com o valor máximo do benefício. O brasileiro que pretende se aposentar ao atingir a idade mínima prevista na reforma terá perdas porque, para receber o teto da média dos salários, precisa começar a trabalhar aos 16 anos e contribuir ao INSS pelos 49 anos seguintes, sem qualquer interrupção. Porém, segundo especialistas, a reforma aproxima o Brasil das regras praticadas em outros países, onde também há uma redução dos ganhos após a aposentadoria.

Com as novas regras propostas pela reforma, será praticamente impossível se aposentar aos 65 anos de idade com o valor máximo do benefício. O brasileiro que pretende se aposentar ao atingir a idade mínima prevista na reforma terá perdas porque, para receber o teto da média dos salários, precisa começar a trabalhar aos 16 anos e contribuir ao INSS pelos 49 anos seguintes, sem qualquer interrupção. Porém, segundo especialistas, a reforma aproxima o Brasil das regras praticadas em outros países, onde também há uma redução dos ganhos após a aposentadoria.


IMPACTO NA BAIXA RENDA

Para especialistas, com o endurecimento dessa regra, o governo quer desestimular as aposentadorias precoces e o acesso aos benefícios cheios, combinação que apontam como determinante para o atual déficit do sistema previdenciário. A mudança vai em linha com a realidade da maior parte dos países, onde a distância entre o valor do benefício e o salário do trabalhador na vida ativa é muito superior à do Brasil.

— Essa mudança é assustadora. A aposentadoria integral vai acabar. E mexe muito com a vida dos mais pobres e daqueles que têm baixa qualificação, que ficam por mais tempo na informalidade ou em serviços braçais. Como uma pessoa que trabalha no pesado fará isso por 49 anos? — questiona Jorge Boucinhas, professor de Direito Trabalhista e pesquisador do Núcleo de Estudo em Organizações e Pessoas da FGV-SP.

Luis Eduardo Afonso, economista do Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP, também concorda que a mudança trará perda de bem-estar ao obrigar o brasileiro a trabalhar por mais tempo para se aposentar com um salário maior. Defende, no entanto, que já passou da hora de o Brasil se adequar à realidade da maior parte dos países, onde o benefício não corresponde a mais do que 60% do salário da vida ativa. No Brasil, essa relação, chamada de taxa de reposição, pula para uma média de 82%, de acordo com estudo do economista.

— Estamos vivendo mais do que nossos pais e avós e temos de nos preparar para isso. Viver mais significa um esforço contribuitivo maior durante a vida ativa. E, dadas as características econômicas e demográficas do Brasil, não é possível sustentar um regime em que a pessoa se aposenta cedo e com a mesma renda de quando trabalhava. Em quase nenhum outro país esse benefício é tão alto — argumenta Afonso.

E essa relação é ainda maior para as mulheres (88,32%), para os aposentados por idade, que recebem em média 96% do último salário, e para os trabalhadores que não completaram o ensino fundamental (89%).


uanto menor a renda do trabalhador, maior é a chance de ele ter uma aposentadoria igual ou próxima ao que ele recebia no último emprego, porque o piso da previdência também é o mínimo (R$ 880). Já os mais escolarizados, que têm salário mais alto, esbarram no teto da Previdência, que é de R$ 5.189,82, mesmo que tenham remuneração superior — explica o economista da USP.

10 MILHÕES RECEBEM O MÍNIMO

Os dados mais atualizados da Previdência, do mês de outubro, confirmam a tese do especialista. Hoje, o valor médio dos benefícios pagos aos dez milhões de aposentados por idade — que geralmente têm salários mais baixos quando no mercado de trabalho — é R$ 887,85, praticamente igual ao mínimo.

Um levantamento da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mapeou as taxas de reposição para trabalhadores masculinos em 43 países. No Brasil, os benefícios pagos aos homens equivalem, em média, a 76% do salário durante a vida ativa, enquanto que, na média dos 34 países desenvolvidos que representa, essa relação cai para 63%.

Para Paulo Tafner, a mudança soa como radical porque precisou corrigir o efeito de um acúmulo de anos em que a expectativa de vida cresceu junto com o número de aposentados sem que houvesse adequação às regras:

— As regras atuais foram feitas quando as pessoas morriam muito cedo, e o número de aposentados era muito pequeno. Mas as pessoas foram sobrevivendo, e mais gente se aposentando. É óbvio que o brasileiro terá de trabalhar mais, e os que têm uma situação financeira pior vão resmungar. Mas é impossível manter a regra atual, porque vai ser impagável.



 

Presidente do BC diz que não deve haver 'precipitação'

O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, afirmou que não deve haver “precipitação” por parte da autoridade monetária para antecipar a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) marcada para os dias 10 e 11 de janeiro no qual será discutida uma eventual queda dos juros.

(Correção: inicialmente, essa reportagem afirmou que o presidente do Banco Central havia dito que não devia haver ‘precipitação’ em relação a baixar os juros. Na verdade, ele se referia ao cronograma de reuniões do Copom)

Ilan deu a declaração em uma café da manhã com jornalistas, em Brasília, ao ser questionado sobre se deveria ser alterado o cronograma de reuniões do Copom.

“Não tem que ter precipitação”, declarou Goldfajn aos repórteres, referindo-se à programação de reuniões do comitê.

O presidente do Banco Central admitiu que há pressão para intensificar o processo de corte dos juros básicos da economia como forma de estimular o crescimento do nível de atividade na economia brasileira. Segundo ele, esse tipo de pressão é “algo recorrente” no Brasil.

“Dessa vez, questionam não a falta de credibilidade [do BC], mas o contrário. A gente tem bastante credibilidade. A gente abriu espaço e pode flexibilizar a política monetária [baixar os juros]. As discussões são para outro lado. Estamos fazendo o que tem de fazer e somos parte da solução”, acrescentou Ilan Goldfajn.

 

“Entendemos que é o momento de ter serenidade, persistir no ajuste, nas reformas, para ter estabilidade monetária e juros sustentáveis mais baixos para que a gente volte a crescer”, declarou Goldfajn.

Compulsórios
Questionado sobre pressões para a autoridade monetária reduzir os compulsórios (recursos dos bancos que têm de ser mantidos no BC), Ilan Goldafajn declarou que esses são “rumores que não se colocam”.

“A gente tem um sistema [financeiro] bem líquido [com recursos suficientes], capaz de suprir qualquer necessidade de retomada [da economia]. A gente deve se concentrar na queda da inflação e na intensificação da queda de juros que a gente sinalizou. Acho que as outras medidas [redução do compulsório] não vão ter o impacto que muitos gostariam”, declarou.

Corte maior dos juros
De acordo com o chefe do Banco Central, se o cenário previsto pelo Copom estiver certo, de menor nível de atividade, de queda dos preços e de “ancoragem” da inflação às metas preestabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional (4,5% para 2017 e 2018, com teto de 6%), “provavelmente” a instituição vai acelerar o processo de corte dos juros em janeiro.

O mercado financeiro já acredita em sua maioria que os juros sofrerão um corte mais intenso, de 0,50 ponto percentual, para 13,25% ao ano, no começo de 2017.

Na semana passada, o Copom reduziu a taxa básica da economia brasileira pela segunda vez seguida, de 14% para 13,75% ao ano, um corte de 0,25 ponto percentual. A decisão, unânime entre presidente e diretores do BC, veio no mesmo dia em que o IBGE divulgou que o Brasil continuou em recessão no terceiro trimestre. Por conta da atividade fraca, havia pressão para que o BC acelerasse o processo de corte dos juros, o que não aconteceu.

Questionado se o anúncio de aumento recente do preço da gasolina, pela Petrobras, e a crise fiscal nos estados, com Minas Gerais decretando calamidade financeira, assim como já fez o Rio Grande do Sul, poderiam afetar as decisões da autoridade monetária sobre o ritmo de corte dos juros, Goldfajn afirmou que a visão do BC “não mudou”.

“Se mudou nossa visão, não mudou. Temos serenidade, a gente tem de olhar várias coisas que acontecem, incertezas. A gente tem de olhar para frente de forma serena. O importante é que reformas sejam aprovadas, que inflação continue caindo com expectativas de inflação [para os próximos anos] ancoradas [às metas preestabelecidas]”, declarou ele.

Atividade baixa
Na análise de Goldfajn, o nível de atividade do terceiro trimestre deste ano, com o PIB recuando 0,8% frente aos três meses anteriores, está relacionado com “exageros do passado, que ainda estão pesando na economia”. “Houve excessos, gastos exagerados, mas a economia está se ajustando e isso acaba levando um pouco mais de tempo”, afirmou.

De acordo com ele, o nível de atividade veio mais fraco do que o Banco Central esperava anteriormente, em agosto. “A gente esperava uma reversão [da retração do PIB] mais forte, que não ocorreu. Isso não significa que não vamos ter recuperação, vai ser gradual, um pouco mais adiante. O ano de 2017 melhor do que 2016 e 2018 melhor do que 2017. Projeções do mercado já indicam recuperação”, concluiu.

 

 

Aposentadoria com 100% só com 49 anos de contribuição



A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 287, enviada pelo governo ao Congresso e que vai alterar as regras das aposentadorias e pensões dos brasileiros, foi detalhada nesta manhã pelo governo. As mudanças previstas indicam que para se aposentar com benefício integral, o trabalhador precisará contribuir por 49 anos. Ou seja, para se aposentar na idade mínima de 65 anos, será preciso entrar no mercado de trabalho aos 16. Segundo estimativas, o conjunto da reforma pode gerar para os cofres públicos uma economia de R$ 738 bilhões (em valores correntes) em dez anos, caso as medidas sejam aprovadas. O cálculo considera o INSS e o regime próprio da União. Em 2018, a redução de custos seria de R$ 4,6 bilhões. Os valores serão crescentes ao longo do tempo, explicou Marcelo Caetano, secretário de Previdência do Ministério da Fazenda.

Caetano disse que a expectativa do governo é aprovar a PEC na virada do primeiro para o segundo semestre de 2017. Ao ser perguntado sobra a possibilidade de aprovação da proposta em meio à crise política, ele respondeu que essa questão foge à sua alçada.

— Existem questões políticas que fogem do meu controle (...) o diálogo social é feito no congresso. Estamos numa democracia - disse Caetano.

A PEC foi protocolada ontem no início da noite e devolvida pela secretaria da Mesa da Câmara imediatamente devido a erros de redação.

IDADE MÍNIMA E TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO

O projeto atinge os atuais trabalhadores do setor privado e funcionários públicos com até 50 anos (homens) e 45 anos (mulheres). Eles terão que atingir 65 anos de idade e ter contribuído por pelo menos 25 anos para requerer o benefício.

VALOR DO BENEFÍCIO

A PEC também vai alterar a fórmula de cálculo do benefício, que terá como base 51% das melhores contribuições, mais 1 ponto percentual por ano adicional de contribuição. Ou seja, quem começou a trabalhar aos 16 anos, terá que contribuir por 49 anos para aposentar aos 65 anos de idade e assim, receber o benefício integral. O chamado fator previdenciário 85/95 (somando idade e tempo de contribuição para homens e mulheres), fica extinto com aprovação da PEC.

DIREITO ADQUIRIDO

O direito adqurido de quem já tem as condições para se aposentar foi garantido pelo secretário de Previdência do Ministério da Fazenda. Caetano afirmou que todos contribuirão para as mudanças, exceto militares das Forças Armadas.

IDADE MÍNIMA PODE MUDAR

O texto prevê o ajuste automático da idade mínima, de acordo com o aumento da expectativa de sobrevida (depois de aposentado) — sem necessidade de aprovação do Legislativo. Hoje, essa expectativa está em 18 anos e o governo estima que até 2060, a idade mínima vai subir duas vezes (cada vez a expectativa subir um ano).

REGRA DE TRANSIÇÃO

Para os trabalhadores que estão mais próximos da aposentadoria (acima de 50 anos no caso dos homens e 45 anos, mulheres), haverá uma regra de transição, que permitirá requerer a aposentadoria pelas regras atuais, pagando um pedágio: um adicional de 50% sobre o tempo que faltava. O prazo da transição será de 20 anos — quando todos os trabalhadores (homens e mulheres) estarão sujeitos às mesmas normas.

BOMBEIROS, PMs E MILITARES

Caetano explicou que policiais militares e bombeiros com menos de 50 anos (homens) e 45 anos (mulheres) serão atingidos pelas regras permanentes (idade mínima de 65 anos e tempo mínimo de contribuição de 25 anos). Quem estiver acima dessa faixa etária será enquadrado na fase de transição e que vai definir as mudanças serão os estados. A exceção são as Forças Armadas. Os parlamentares também ficarão sujeitos ao teto do INSS (R$ 5.189)

POLICIAIS CIVIS

Policiais civis também serão alcançados pela reforma, com idade mínima de 65 anos e 25 anos de contribuição para homens abaixo de 50 anos e mulheres, 45 anos. Como o regime da categoria é diferenciado (cinco a menos do que os demais), a fase de transição também será distinta.

MORTE E INVALIDEZ

O texto prevê também alterações no valor dos benefícios da pensão por morte e aposentadoria por invalidez, que hoje é integral. A reforma veda a acumulação de benefícios e cria uma contribuição individual para os trabalhadores rurais, em alíquota favorecida (que será definida em projeto à parte).

PENSÃO ABAIXO DO SALÁRIO MÍNIMO

A PEC mantém o piso previdenciário (aposentadoria) atrelado à politica de reajuste do salário mínimo — que permite ganhos reais. Já o valor da pensão será menor que o piso nacional, a partir da aprovação da reforma. Os beneficiários da LOAS (Lei Orgânica de Assistência Social), pago a deficientes e idosos da baixa renda também poderão receber um valor inferior ao mínimo. A idade para requerer o benefício assistencial subirá dos atuais 65 anos para 70 anos (um ano a cada dois anos). O valor do benefício passa a ser definido em lei e até a aprovação da nova legislação, nada muda.

SERVIDORES PÚBLICOS

A mesma alteração na fórmula de cálculo do benefícios valerá para os funcionários públicos com menos de 50 anos. A categoria perderá o direito à paridade nos reajustes salariais concedidos aos ativos. Com a aprovação da reforma, os benefícios serão corrigidos pela inflação.

FUNDOS ESTADUAIS

O texto enviado ao Congresso obriga os estados a criarem fundos de previdência complementar para seus servidores, num prazo de até dois anos. Há também a possibilidade de o ente aderir ao fundo dos funcionários da União (Funpresp). Também cria uma Lei de Responsabilidade Previdenciária.

TRABALHADOR RURAL

A PEC também mexe com o agronegócio e acaba com a isenção de 2,5% sobre as receitas decorrentes das exportações. Segundo Caetano, a medida pode gerar uma economia de R$ 6 bilhões por ano.



PRESENTE E FUTURO

Ao explicar os detalhes da reforma, o secretário de Previdência destacou que as mudanças são necessárias para assegurar a sustentabilidade dos regimes de aposentadoria no presente e no futuro.

— Essa reforma é fundamental para o país, para a minha geração e para a geração dos meus filhos. É algo que pensa no Estado como um todo, na Nação, algo perene que dure por muitos anos e não necessite de novas mudanças — destacou Caetano.


 

Meirelles nega que esteja sendo ‘fritado’



O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, confirmou que o governo prepara um pacote de medidas para ajudar na retomada do crescimento econômico. Ele negou ainda estar sendo “fritado” por aliados políticos do presidente Michel Temer, especialmente no PMDB e no PSDB.

Temer admitiu pressões por mudanças na condução da política econômica, mas reiterou apoio a Meirelles. O presidente adiantou ainda que ações estavam sendo desenhadas pela equipe econômica — um pacote de dez medidas — para religar os motores do crescimento.
— Não tenho visto isso (estar sendo fritado). Estamos em um processo de discussão sobre o que precisamos fazer (para que a retomada ocorra) — afirmou Henrique Meirelles, durante evento na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
Há muita insatisfação na base aliada com a anemia da economia brasileira e a aposta excessiva da Fazenda em medidas fiscais de dificílima negociação com o Congresso e cujos efeitos só serão colhidos no longo prazo. O cardápio curto de opções é alvo de críticas também de economistas influentes, como o ex-presidente do Banco Central (BC) Arminio Fraga, ligado aos tucanos, e de setores do empresariado, como a própria Fiesp.

Estes segmentos reivindicam a adoção de medidas de estímulo à economia, de alívio ao endividamento das empresas e/ou de efeito fiscal imediato, entre outras. Armínio, por exemplo, sugeriu semana passada, em entrevista ao “Valor Econômico”, elevação de impostos ou suspensão de desonerações em vigor para melhorar o resultado das contas públicas, abrindo espaço para uma ação mais agressiva do BC.
A indústria tem pedido medidas de incentivo à produção e às exportações, entre outros pontos. Já a ala política com trânsito no Palácio do Planalto se concentra na defesa de que o BC reduza mais rapidamente os juros, mesmo sem contrapartida fiscal, e libere compulsórios para que os bancos alonguem as dívidas das empresas, abrindo espaço para retomada de investimentos.
Fazenda e BC se opõem a várias dessas ideias. Cauteloso, Meirelles se esquivou de detalhes esta manhã:
— Estamos em processo de elaboração (do pacote de dez medidas). O Brasil está cansado de medidas precipitadas.
Na avaliação do ministro, o mais importante é garantir o controle dos gastos públicos e a redução da participação da dívida pública em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). Para isso, descarta medidas de incentivo à economia que passem por desonerações de impostos:
— Não pretendemos aumentar o déficit público dando mais desonerações.
Meirelles defendeu que, a despeito das revisões para baixo para o PIB de 2017 e o risco de estagnação ou nova recessão no próximo ano, a economia já deixou a UTI.


O Brasil estava na UTI e em risco de colapso. Mas com as medidas que estamos tomando, o Brasil saiu da UTI. Ainda não está andando rápido, mas está em processo de recuperação e vamos sim crescer de forma sustentável — afirmou ele, diante de empresários.
Entres as medidas que teriam ajudado o Brasil a sair desse quadro mais crítico, o ministro citou a PEC dos gastos (que ainda precisa ser aprovada em segundo turno pelo Senado), a transparência nas contas públicas e a Reforma da Previdência.
— O trabalhador com 55, 60 anos é relativamente jovem, falo até por experiência própria (Meirelles tem 71 anos). O mais relevante e crucial para todos os brasileiros é termos a segurança que todos vão receber a aposentadoria. A Previdência pode quebrar como vimos no Rio e em outros estados .

 

Preço dos imóveis têm queda real de mais de 6%

Os preços dos imóveis tiveram queda real de 6,25% nos últimos 12 meses terminados em novembro. Os dados foram divulgados  pela pesquisa FipeZap. Enquanto os valores anunciados subiram 0,45%, a inflação esperada para o período é de 7,15%.

Entre outubro e novembro, os preços tiveram leve alta de 0,07%, também menor que a inflação esperada, de 0,33%. No acumulado do ano, os preços têm alta de 0,45%, ante inflação esperada de 6,13%.

Os números mostram que o valor dos imóveis não está conseguindo acompanhar a alta geral dos preços. Em 11 dos últimos 12 meses a variação dos preços dos imóveis foi inferior à da inflação.

Em novembro, o valor médio do m² anunciado entre os 20 locais pesquisados foi de R$ 7.654. Rio de Janeiro segue como a cidade mais cara, com preço médio do m² de R$ 10.220. No entanto, foi o local onde houve a maior queda de preços nos últimos 12 meses, com recuo de 2,2%.

A cidade com o segundo m² mais caro é São Paulo, com valor médio de R$ 8.628. Mas, em 12 meses, os preços dos imóveis paulistanos subiram menos que a média de todos os locais pesquisados, com avanço de 0,36%.

Já a cidade que teve o maior aumento de preços no mesmo período foi Florianópolis, com aumento de 4,78% - ainda abaixo da inflação esperada de 7,15%.

A cidade de Contagem (MG) segue com o m² mais barato da pesquisa, com R$ 3.609. Em 12 meses, os preços no local tiveram alta de 1,78%.

 

 

Crise brasileira é pior que da era Collor



A recessão na qual o Brasil está afundado caminha para se tornar a mais longa, profunda e de difícil solução da História recente do país. Iniciada no segundo trimestre de 2014, ela só deve terminar depois de março do ano que vem, se estendendo por três anos e provocando um tombo de 8,8% no Produto Interno Bruto (PIB). O cálculo é da economista Silvia Matos, do Ibre/FGV, e aponta para um período de retração mais persistente e intenso do que outras oito crises ocorridas desde o início dos anos 1980, incluindo a da moratória da dívida externa brasileira (1982) e aquelas do governo Collor. Segundo Silvia, ao contrário das outras recessões, a de hoje não poderá ser solucionada por estímulo ao crédito que aumente a inflação ou pela carga tributária.

A pesquisadora projetou a extensão total da crise e comparou com dados do Comitê de Datação de Ciclos Econômicos (Codace), também da fundação, sobre períodos recessivos anteriores. De acordo com a especialista, o PIB só voltará a crescer no segundo trimestre do ano que vem. Para os primeiros três meses de 2017, sua expectativa é de estagnação — período ainda recessivo, portanto.

Assim, a recessão atual se prolongará por 12 trimestres consecutivos, superando a crise mais longa até agora, a ocorrida entre o terceiro trimestre de 1989 e o primeiro trimestre de 1992. Aquela crise se deu em um contexto de hiperinflação, agravado pelo Plano Collor, que causou um choque econômico ao confiscar a poupança dos brasileiros.

Em termos de impacto, Silvia projeta que os três anos de recessão que o Brasil terá vivido até o começo de 2017 vão representar um recuo econômico acumulado de 8,8%. A retração será maior que a de 8,5% registrada entre o primeiro trimestre de 1981 e o início de 1983. Até então, aquela recessão era a mais profunda de acordo com os dados do Codace, simbolizada pela histórica moratória da dívida externa brasileira.